O cão Bono e o Complexo do Alemão – Benfeitor social atual.


 ARTPMSC_2010_11_30_153956_920229                                                    Ao assistir no programa Jornal do Almoço, da RBS -SC,   a noticia sobre um cão da Policia Militar que está sendo retirado da sua função de cão farejador – condicionado ( treinado) a encontrar drogas, lembrei-me do que  coloquei em um capitulo  do meu livro  ” Cães, Donos e Dores Humanas”:  “os cães são nossos benfeitores sociais (…)”

Lembrei-me,  também,  que algumas vertentes do pensamento sobre a proteção animal  acham que essa condição de cão farejador social pode ser classificada de maus tratos em face das técnicas de condicionamentos empregadas. Eu não compactuo com essa idéia de que eles podem sofrer maus tratos.  Ao contrário,  é essa condição de benfeitor social,  associado ao potencial de espécie canina,  que traz equilibrio sócio ambiental ao cão, redundando em liberação de energia biológica. Que é revertida em saúde fisica e comportamental para a convivência junto ao homem. 

O cão acompanha historicamente a evolução da humanidade, e é natural que a forma como ele se coloca no papel de benfeitor vai variar de épocas em épocas. Ele já agiu como contribuição de calor fisico ao ser humano,  como por exemplo:  “os homens das cavernas”  dormiam com os lobos ( ancestrais dos cães domésticos ) para se aquecerem. Esses lobos ajudavam na caçado desses homens – estabeleciam elos sociais de ação e recompensa.

Aos dias de hoje, século 21, nenhuma dessas ações benfeitoras  que o cão oportunizava  aos seres humanos pré históricos  se faz necessária. Com essa progressão da evolução humana,  o papel do cão muda, como se estivesse em constante adaptação ao ser humano. Mas com todos seus potenciais de animais integros. Agem e se auto beneficiam dessa ação, tanto quanto devolvem em beneficio do ser humano.

Na nossa atual sociedade um cão benfeitor não é aquele que caça junto ao homem, mas aquele que auxilia um ser  humano por meio de alguns de seus sentidos – visão, audição, olfato, tato e percepção – os cães guias, como exemplo. O cão benfeitor do século 21 pode ofertar um bem emocional a todos nós, humanos,  sendo um bom animal para companhia;  basta que não distorçamos essa relação e que não tornemos o cão réfem de uma dor sentimental humana.

Todo e qualquer cão pode ser um benfeitor social,  como o Bono foi para todos nós. Ele foi treinado a farejar e a interagir pacificamente com as pessoas.  Fazer o controle das drogas é uma das funções sociais necessárias na conjuntura atual. Nossa sociedade está iludida demais,  fazendo aumentar o vazio existencial que há dentro de cada ser humano, repercurtindo em sentimentos de  amargura, solidão, medo, pânicos, apegos, etc.  E nesses estados emocionais as drogas servem ( de forma equivocada esse servir) de alento e alivio dessas dores humanas. E nesse mundo consumista perdeu-se o controle,  tendo que haver a interferência social para legislar e executar ações de proteção a sociedade civil no que se refere a venda de drogas; nesse caso, das licitas às ilicitas.  Drogadição virou violência criminal e falso poder.

 O cão farejador Bono,   da Policia Militar de Santa Catarina,   a essa causa serviu, a de ajudar no controle da auto destruição humana por meio de ilusões e drogas. Mas não carece ele de homenagens nem de holofotes, é um bicho, é um cão, tem sentidos aguçados e percebe-se,  por intuição ancestral, parceiro do homem. De resto, são as conjuturas socias e politicas.

Um afago Bono. Bom descanso e sorte na velhice.

Até o próximo artigo.

Comentários


Marcelle
em

Olá Synara,
Acompanho seu blog há algum tempo e gosto muito dele. Parabéns pela dedicação. Obrigada por nos ajudar com nossos bichos.
Um abraço,
Marcelle


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