Este post foi escrito no dia 13 de janeiro de 2010 na categoria Artigos. Você pode acompanhar os comentários sobre este post através de RSS 2.0 feed e deixar seus comentários preenchendo os campos abaixo.
Coceira em cães e gatos – Nem sempre a pulga é a vilã.
Abordar um tema tão comum nos animais de companhia que é o ato de se coçarem, requer um cuidado especial para a identificação mais correta possivel de onde surge tal reação comportamental neles, ou seja, o que faz com que dispare esse comportamento reativo, que podemos interpretar como um mecanismo fisico sensorial de alivio por algum desconforto no pêlo e pele , assim como, uma excelente forma de auto higienização dos cães e gatos.
A massificação em que se vive hoje em dia traz distorções de valores éticos e “moedários” em grandes potenciais. Do mero antipulga para um animal de companhia até o limite dos furtos descarados que ficamos sujeitos, depois de muito retribuir para uma sociedade que se espera, e deseja, seja ética em sua base. Os animais de companhia rendem muito aos dias de hoje. E como! Todos nós que fazemos parte do mundo da Medicina Veterinária denominada de “pequenos animais” podemos nos beneficiar em nome dessa prestação de serviço, oferecendo nosso trabalho e nossa experiência, mas que tragamos, em primeiro lugar, o respeito ao especismo de cada ser que , por ventura, tenhamos de ajudar – do animal ao dono. São duas espécies com diferenças marcantes, o ser humano e o bicho. Aqueles profissionais da “clinica de pequenos animais” terão que saber lidar bem com essa diferença para serem éticos na sua prestação de serviço.
No meu ponto de vista, penso que quem se forma em Medicina Veterinária deveria ficar bem longe do que se denomina “Pet Shop”, ou seja, associar sua profissão de Médico Veterinário ao puro comercialismo do vender e vender. Vendem mais produtos que conhecimento real dos animais. Isso a mim entristece, no rumo que decidi tomar como profissão na vida. Vejo muito sofrimento de bicho e gente por essa inversão de valores. Percebo o quanto os cães e gatos padecem sem nada precisar resgatar nessa vida ; e em nenhuma delas, vivem por contribuição e retribuição ao homem, apenas. Mas o mundo está acelerado, mesmo, e tendemos com isso a tropeçar nas estradas que percorremos, mas não percamos a atenção na hora exata de fazer valer a ética e a consciência para podermos honrar a profissão e dizer: “Eu , verdadeiramente, fiz parte do bem estar animal.”
O que será que representa a pulga aos dias de hoje para quem tem um cão ou gato, mais especificamente? Depende de como façamos a leitura sobre o que são as pulgas e como elas , de fato, podem nos prejudicar em termos de saúde pública, como um todo. Vou fazer uma descrição técnica por microscopia parasitológica da pulga. Leiam e façam suas leituras:
” As pulgas são pequenos insetos de cor acastanhada negra, ápteros; apresentam um corpo achatado lateralmente. Os machos são menores que as fêmeas, e suas cabeças são quitinosas e estão aparelhadas com olhos, ctenideos e partes bucais scutoriais. Os ctenideos protorácico e genal têm valor taxonômico. O tórax é formado por três segmentos, cada um deles portando um par de poderosas patas, que terminam em duas garras curvas. Essa estrutura adapta as pulgas para seus prodigiosos saltos, o que lhes permite transferir-se de um hospedeiro a outro. Inclusive ao homem. “ ( Descrição retirada e adaptada do livro: Dermatologia dos Pequenos Animais – Miller, Kirk e Scott – terceira edição).
Vejam bem, dependendo de como vocês, leigos, donos de cães e gatos, assimilarem essa descrição , verdadeiramente microscópica da pulga, será a reação e depois a ação frente a essa possibilidade quando encontrarem pulgas – ou uma pulga, apenas – em seus animais. A grande maioria tende a reagir com pavor, trazendo o “poder da descrição” em tamanho surreal de um invertebrado simples, como a pulga, com condições de devorar-nos e aos nossos bichos. Se eu não fosse formada em Medicina Veterinária, talvez, pudesse com essa descrição-conceito, também, imaginar um invertebrado que me destruiria e a meu cão ou gato. Imaginem esse inseto ganhando vida ( poder) com efeitos especiais hollywoodianos? Venderia-se anti-pulgas e seus derivados em quantidade considerável! O que não faz uma super midia em cima de um fato, às vezes, tão microscopicamente inofensivo, não é mesmo?
Essa é a questão primeira que levanto sobre o ato de se coçar que os cães e gatos têm em seus gestuais normais e de auto higiene: a presença da pulga e seu valor comercial aos cofres do “mundo pet”. Pulgas induzem os animais a se coçarem? Evidente, que sim. Elas tem capacidade de locomoção, se movem por cima do corpo do animal; principalmente, região dorsal traseira, e isso faz com que os animais reajam para aliviar tal desconforto, ativando o ato de se coçar, e fazem isso com as patas e unhas, assim como, com a boca, em leves mordiscadas pelo corpo. Se for uma situação isolada de presença do parasita , possivelmente, essa boa auto higienização, associada a um meio ambiente não favorável a proliferação de pulgas solucionará o problema.
Alguns podem inferir que a pulga transmite doenças aos animais, fundamentalmente, quando ingerem o inseto levando a quadros de dipilidiose ( verminose intestinal); o que , de fato, procede, mas temos que saber que os mamiferos dentro de suas fisiologias padrões, tendo suas barreiras imunológicas bem construidas, farão imunidade parasitária, reagindo melhor as pequenas cargas parasitárias, sejam elas intestinais ou por picada da pulga na hora do “repasto” sanguineo” ( alimento delas), como no caso da hoje, badalada, Hemobartonella dos felinos. Tanto uma quanto a outra situação são passiveis de ser transmitida pela pulga; tanto quanto do cão e o gato reagirem normalmente sem desenvolverem a doença em si.
Portanto, seguindo nessa linha de pensamento podemos perceber que o ato do ser humano ir, imediatamete, comprar um anti-pulgas para seu animal de companhia que começou a se coçar, pode ser uma ação desnecessária, em um primeiro momento. Quando eles se coçam, pode nem ser a pulga o agente estimulador desse ato reativo e , sim, outros inúmeros fatores que envolvem o mecanismos da coceira em si.
Voltando a falar sobre a pulga como parasita - um dos agentes que estimula o prurido ( coceira) , o que deve um dono de cão e gato saber, e cabe a nós, Veterinários, esclarecer, é como ocorre o ciclo de vida desse inseto que partilha o universo conosco; e, acima de tudo, o nosso meio ambiente em particular, já que , o mais provável é termos condições ambientais para o fechamento do ciclo da pulga dentro de nossas casas e não nas ruas como dizem alguns: ” Meu cão pegou pulga na rua…!” ” Meu cão pega pulgas dos gatos da rua…” , etc. Vou concordar que podem adquirir pulgas dessa forma, também; mas a menos comum. Se um cão ou gato está com alta infestação de pulgas ou com periodos do ano com mais surtos desse parasita, é porque o meio ambiente em que vivem está favorecendo a permanência do ciclo vital das pulgas. Aonde menos tem pulgas é nas ruas. É simples. Basta entendermos como o mundo funciona e o porquê dos fatos. Conhecimento gera bem estar amplo e geral ao ser humano e favorece o bem estar dos animais de companhia , por tabela.
Ciclo vital básico da pulga: As pulgas desenvolvem-se por meio de metamorfose completa, ou seja, vão apresentando outras morfologias durante seu ciclo de vida. Os ovos desses insetos são estruturas ovaladas de cor branca e brilhosa e são depositados no meio ambiente onde vive o animal. Dependendo do tipo de piso existente na casa dos donos dos cães e gatos, esses ovos da pulga podem achar condições favoráveis a sua permanência dentro do processo da biotransformação deles, até poderem chegar ao estágio de pulgas adultas e com condições de trazer o sintoma prurido, popularmente citado como coceira. Em geral os pisos mais propicios ao ciclo vital das pulgas são aqueles de madeira ( parquês) com frestas entre elas associado à condição de alta umidade.
Importante saber , que os ovos que são depositados pelas pulgas adultas em cima do cão ou gato não possuem capacidade de aderência, portanto, logo se desprendem d0 dorso dos animais, indo para o meio ambiente. A cada postura uma fêma adulta coloca de três a dezoito ovos por vez, mas com as frequentes sucções sanguineas e cópulas, uma pulga pode gerar centenas de ovos durante a sua existência que dura um ano ( 12 meses) em cima do hospedeiro. Fora do hospedeiro a pulga adulta não dura mais que dois meses. Imaginem e tentem fazer um cálculo de , apenas, cinco fêmeas do inseto pulga em seu animal e alguns machos , sugando sangue e copulando por um periodo de meses. Teriamos as centenas de pulgas. Isso podemos classificar como uma alta infestação parasitária externa, exigindo ação imediata no parasita adulto e , fundamentalmente , no meio ambiente. Como agir, qual produto e intervalo é bem particular no sentido de e do meio ambiente. Mas se conhecermos o ciclo vital da pulga mais fácil será optarmos pelas ações de combate, e, creiam, sem maiores custos. Todo anti-pulga mata a pulga. O resto é maquiagem tecnológica com novas e potentes(??) moléculas quimicas para combater o inseto e trazer menos danos aos animais no sentido de toxicidade.
Costumo usar nos meus bichos – e quando uso – o mais barato possivel e tendo relativo cuidado com a composição, baseando-me muito nas condições imunológicas do animal de companhia , que é determinado pelo seu estado geral e pelas condições de pêlo e pele. Mas como meus animais não tomam banho estéticos ( tomam banho se entrarem em mar, rios, por opção instintiva deles) e com isso não os predisponho ao estresse do ato do banho comercial, pela razão de não ser compativel com suas condições de animais; portanto, muita cautela com as estéticas dos seus bichos, e tudo que pode advir desses banhos, desde um superaquecimento da pele pelo uso excessivo e quente do secador, das escovações rápidas e pesadas, das ” famosas tosas higiênicas ” que as estéticas inventaram como bem estar ao animal. Creiam, a eles isso não é bem estar, é isso , de fato , uma indução para que a pele reaga com inflamações superficiais levando-os ao ato de se coçarem para aliviarem o desconforto que essa inflamação - às vezes transitória – causa. Se não forem compreendidos em suas reações de bichos, será facil dessa reação do se coçar surgirem inumeras outras situações dermatólogcas – as dermatites em geral – que assolam as clinicas por ai. Se repensarem o ato – totalmente contraditório e reforçador do ciclo vicioso: banho, tosa, coceira, anti-pulgas, etc. – talvez vamos ter uma baixa boa e considerável de problemas dermatológicos nos cães e gatos que vivem na roda vida do “moedário mundo pet”.
Outro dado esclarecedor no ciclo vital da pulga é que esse inseto põe ovos em altas temperaturas - média de trinta graus e alta umidade , em torno de setenta por cento, oportunizando com isso sua metamorfose. Como esses ovos caem do dorso do animal e vão para o meio ambiente o periodo de eclosão para o estágio larval inicial dura de dois a doze dias . Nesses estágios de larva elas se alimentam das fezes das pulgas adultas, que é praticamente residuo sanguineo. Muitas vezes, quando vamos dar banho em um cão ou gato com alta infestação por pulgas, a àgua que os banhamos fica avermelhada – isso ocorre porque há muito estágio larval inicial das pulgas - fato bem corriqueiro em banhos com infestação pesada por pulgas nesses animais.
Para melhor compreensão da metaformose da pulga posso descrever seu ciclo com esse ritmo: OVO – (branco – depositado no solo e nos pisos; eclode em uma semana) = LARVA BRANCO AMARELADA ( alimenta-se, cresce por uma semana e faz a muda.) = LARVA CASTANHO AVERMELHADA ( alimenta-se, cresce por uma semana e faz a muda) = LARVA BRANCA OPACA ( alimenta-se, cresce por uma semana e tece o casulo que se denomina PUPA que originalmente repousa por duas semanas e eclode dando origem ao inseto final e maduro para seguir o ciclo de vida da pulga.)
Esse periodo de PUPA é o estágio que protege a última etapa do crescimento final da pulga, sendo uma estrura mais sólida quimicamente, oportunizando que se altere o periodo de eclosão pelas mudanças ambientais nao favoráveis ao seu amadurecimento final de inseto. Uma pupa de pulga pode levar até um ano para eclodir. Aqui está a explicação do por que depois de um tempo longo pós-infecção ambiental e com relativo controle das pulgas, e , apenas no animal através do anti-pulga, e termos algumas pulgas sobre o animal. Penso que é a soma de variadas ações, mas bem particular de ambiente , é que vai, realmente, fazer o controle eficaz desse parasita oportunista. Talvez o mais fácil seja correr é comprar um anti-pulgas, mas há alguns deles, em sua composição, geralmente, concentrações elevadas de piretróides para ter dupla ação: matar as pulgas e repelir o carrapato. Em cães com o ciclo vicioso do pós - banho em estéticas, que citei acima - que estão com suas peles sensiveis pelos manejos empregados, é muito comum reagirem de forma inflamatória aguda quando se coloca anti-pulgas com essa formulação. São cuidados básicos e evidentes que devemos empregar para controlar as pulgas dos nossos animais de estimação. O que menos tem peso é o antipulga, em si. Mas vendem bem. Em série, quase. Assusta um pouco esse exagero comercial na saúde dos animais, eles que são tão simples e convivem bem com suas sincronias instintivas e fisiológicas. Quem quebra essa barreira que oportuniza danos mais do que bem estar aos bichos é a mão do próprio homem. Quanto mais afoita, mais ela destrói ou desequilibra.
Quero deixar claro que alguns animais podem desenvolver uma doença de pele que se denomina ” Dermatite Alérgica à Pulgas” (DAP) ; é uma reação inflamatória aguda PARTICULAR de cada cão; tem envolvimento imunológico; alguns cães ficam sensibilizados ( antigenos) contra uma determinada substância da saliva das pulgas e reagem de forma mais intensa à picada de pulgas. Formam-se lesões pápulo-crostosas e com grau considerável de prurido ( coceira), lesões são mais fáceis de serem evidenciadas na região lombo-sacral , na sua fase inicial se confinam nessa região do corpo do animal ( traseira do cão e gato) se ocorrer infecções secundária de pele podemos ter outras áreas afetada pelas escoriações continuadas do coçar. Por ser uma doença que é compativel em sintomas com inumeras outras patologias de pele , devemos sempre fazer um bom diagnóstico diferencial, uma boa e particular história clinica e ambiental para podemos caraterizar como sendo a Dermatite por pulgas. Caso contrario, pode nos confundir com foliculites, hipersensibilidade alimentar, atopia. sthaphilococcus ( esse causa muita coceira em cão), dermatofitoses, dermatite miliar idiopática, entre outras.
Portanto, usar anti pulgas ao primeiro coçar do cão nem sempre é uma acertada, pode até prejudicar quando for por aplicação tópica o produto, ou algum outro colocado no ambiente sem o devido cuidado, podendo termos quadros de toxicidade nos donos e nos animais. Cautela e bom senso com seus bichos e mais naturalidade no comportamento interativo em seus cotidianos reduz angústia e os custos ” moedários” dos donos.
Vale lembrar que o ato de coçar é , também, auto higienização e que devem, também, deixar seus cães e gatos se lamberem, isso os torna limpos. Cuidar apenas para que esse ato não ganhe reforço social como forma de interação com o dono, ai, sim, podendo o simples ato do coçar levar a tantos problemas de pele como existem hoje.
Vou continuar sempre dando meu grito de alerta: Ouçam a natureza explicta aos nossos olhos e aquela implicita na beleza de cada ser em particular. Cão se coça, vez que outra. Gato, também. Ser humano, também. Mas porque será que os animais estão com tantos sintomas de pruridos exacerbados aos dias de hoje? Se leram com atenção o texto compreenderão um pouco mais das variadas origens do ato de se coçar e do prurido propriamente dito; e sobre um foco menos “tenebroso” que alguns “mercadistas” impõem sobre os proprietarios de cães e gatos.
Eu e meus pensares. Até o proximo artigo.


Teresa em 17 de janeiro de 2010
Olá amiga, adorei o teu artigo. Como vai a vida? Recebeste as fotos do Cabeção? Ele está muito mimoso.
Abração
Teresa
Synara em 19 de janeiro de 2010
Ola Tereza! Comigo tudo bem; muito trabalho com os livros que preciso terminar e tentando dar atenção ao site e consultorias. Recebi teu recado orkut, teu e-mail e as fotos do Cabeção ; mas estou com dificuldade de rede internet (modem) onde estou agora, portanto, está dificil abrir alguns arquivos; mas logo melhora. Vi uma foto apenas, está lindão! Esse gato merece a vida que ganhou, depois do que passou em função dos maus tratos, nem eu sei como consegui trazer essa cabeçona q ele tem hoje de volta. Meu coração fica florido ao lembrar nos meus gatos que precisei doar. Nem meu eram, afinal, eu os ajudava, mas enquanto estavam comigo eram os meus bichos. Deles, todos, sem execeção , tenho saudades. E forte ainda essa saudade. Mas precisei sair para esses novos rumos profissionais. Adotei uma gatinha, lindinha ela, malhada de preto e amarelo. Zimbreira o nome dela. Talvez venha escrever sobre ela no site, verei. Meu ultimo olhar sobre os gatos antes de escrever o livro sobre eles; Zimbreira nesse novo cotidiano me dará subsidios, afora os gatos semi selvagens que vem comer nos fundos da casa onde vivo, sempre aprendo mais com a natureza, amém. Espeor qu esteja tudo bem com a fmailia, marido filhos ( lindos) e gatos..Bolinbha e o Gasolina..figuras! Assim que der mando e-mail e fotos da Zimbreira.
Abraço!
Synara
Abraço minha amiga.
Synara em 19 de janeiro de 2010
Tereza…desconsidera os erros de digitação. (risos) Meus dedos estão “ágeis” por demais…de tanto digitar. Escrevo varias hora spor dia..cansa..e sai assim tudo trocadas as letras.
Diego em 21 de janeiro de 2010
Muito confuso, cansativo e filosófico seu artigo. Talvez se aprendesse a se expressar melhor, iria conseguir uma repercussão maior da bandeira que pretende levantar nos seus artigos. Acho que a veterinária não é muito sua praia não, talvez filosofia, sociologia ou até quem sabe teologia??? Sinto como se distorcesse muito o foco da veterinária e muitos concordam comigo, ao menos todos veterinários até agora que tiveram acesso ao seu site. Quanto aos relatos de caso, são ótimos, parabéns!
Synara em 22 de janeiro de 2010
Ola Diego! Fico feliz de saber que há colegas acessando meu site, pois quando queremos discutir temas referente a profissão – mas por outro ângulo de visão – sempre é bom ter colegas nos lendo. Embora, nem todos consigam assimilar um texto que foge das leituras corriqueiras que muitos estão acostumados. Bandeiras, não estou afim de levantar, Diego, deixo isso para os mais jovens que estão chegando. Tento contribuir com uma visão ampla e geral da Medicina Veterinária, onde , por sua vez, deixo, apenas, o meu grito de alerta para o real bem estar dos cães e gatos. Mexo com interesses da profissão?? Mexo, sim. Mexo com a comercialização atrelada a nossa profissão?? Mexo, sim. E por ai vai, colega. Sociologia, teologia, filosofia é conhecimento geral que podemos empregar em qualquer contexto das nossas vidas; mas para alguns esses temas soam pesados e dificeis demais para ler, sim. Vai da capacidade de cada um. Não concordo que eu deva aprender a me expressar por meio dos meus textos, agora, quanto a ele ser dificil de intepretar , ai é outro ponto. Estilo de texto vai de gosto de cada um.
Outra coisa, colega, a Medicina Veterinária, é minha “praia”, sim. Mas não como esta sendo levada aos dias de hoje. Tenho pavor de classismo! Sabes o que siginifva a palavra classismo?? Pois é, defender sua classe profissional é uma coisa, compactuar com todo um sistema que está entremeado na profissão de Médico Veterinário, é outra. Foco na Veterinária?? Tenho de sobra…eu penso assim. Você pode e tem o direito de pensar diferente de mim e de qualquer um. Mas lê mais, tenta entrar por outras leituras que não as somente técnicas, é bem legal, ajuda a gente na vida como um todo. E uma “fézinha” em Deus ajuda um monte. E nem precisa-se fazer Teologia, Diego.
Abraço fraterno
Synara Rillo
Médica Veterinára
Cristina em 28 de janeiro de 2010
Olá Dra. Synara,
Meus parabéns pela sua dedicação e profissionalismo! São profissionais como você que fazem a gente acreditar na Medicina Veterinária! Pq eu também estou farta de médico$$$$ que tratam nossos animais como mera mercadoria!
Abs, Cristina
Boa Vista, Roraima
Juliana Pinheiro em 29 de janeiro de 2010
Oi Dra Synara.
Primeiramente parabéns pelo seu site, adorei descobri-lo =D
Bem, eu deixei um post sobre meu cãozinho, no seu artigo sobre convulsões. Eu gostaria muito que a senhora respondesse, por gentileza. Pois sofro muito ao ver meu cachorro com esse problema.
Obrigada pela atenção e um grande abraço.
Juliana Pinheiro em 29 de janeiro de 2010
Ah? Só pra localizá-la, meu post está em “Convulsões em cães” do dia 22/11/2007
vera em 1 de fevereiro de 2010
Olá Dra ,
Faz um tempo que estou afastada da participação no seu site/blog….me deparei com seu artigo, muito bom e especial , como tantos outros e, gostaria, de meter minha “colher” no sentido de talvez, alertar alguns para uma re-leitura da Dra Synara.
Se estiver errada, por favor: DELETE!!!Sem constrangimentos.
” A análise consciente , propicia ao homem, a capacidade de discernir o caos e uma verdade oportuna”- mas, é necessário estebelecer uma harmoniosa relação intelectual para compreender um caminho original e muitas vezes complexo de pensamento- sem laços emocionais- mas de profunda conexão objetiva com sua interpretação , proveniente de longas horas de estudo/observação , profissional.
Muitas vezes, e muitas, para compreender o significado das palavras, não podemos fazer delas uma “leitura apressada”, mas atentar para forma de pensamento e talvez, até, aprendermos a des-pensar ( a filosofia nos ensina esta forma de abordagem….) nas linhas originais do nosso próprio contexto formal de raciocínio.(sem com isso, deixarmos de ter nossa própria vontade, personalidade, etc)
Desta forma, acho Dra , que ainda algumas pessoas, não conseguem chegar ao amago de alguns de seus post…..Espero que não a desanime, continue escrever como o vem fazendo…parabéns pela dedicação a profissão.
Abraços.
Vera
cleia em 3 de fevereiro de 2010
Dra, de uma olhadinha rapida nos comentarios do artigo de 8/12 2008.Estamos aguardando
Synara em 3 de fevereiro de 2010
Ola Vera.
Obrigada pelas palavras e opinião.
Abraço fraterno
Synara Rillo
Médica Veterinária
Jaime de Assis em 15 de fevereiro de 2010
Respeitável Dra., tive a grata oportunidade de encontrar orientações profissionais com relação a um problema com o meu cão. Agradeço muito por isto. A informação foi clara e concisa, permitiu-me fácil compreensão. Ainda esta semana estarei adquirindo o livro Cães, donos … . Moro em São Paulo, gostaria que seu consultório fosse aqui, mas, por outro lado, alegro-me por saber que esta região(RS) pode contar
com uma pessoa como a Sra., profissional de qualidade e mérito (infelizmente, não tão comuns nos dias de hoje). Jaime.
Harry Junior em 21 de fevereiro de 2010
Querida Synara!
Estou em Floripa de férias em Uma Lan House e aproveito o pouco que resta de tempo para apreciar com carinho teu site. É um grande prazer poder ler teus artigos. Que esse ano eu possa ter o privilégio de continuar a apreciá-los e a tua capacidade espiritual e intelectual se eleve cada vez mais. Um grande abraço.
Harry Junior
Synara em 25 de fevereiro de 2010
Ola Jaime. Obrigada pelo incentivo que encontrei em tuas palavras aqui postadas. Atualmente, estou residindo no estado de Santa Catarina – onde me refugiei para escrever meus livros; mas, de fato, toda minha vivência profissional foi exercida, de forma mais prática, no meu estado de origem, RGS. Mas procuro estender minha experiência profissional hoje em dia por meio de consultorias à colegas e leigos, cada um com seu enfoque especial, evidente. Com isso, já posso me sentir mais “espraiada” para ajudar a quem precisa no meio da Veterinária, levando a experiência que adquiri em quase 25 anos de profissão. Hoje tenho consultorias em cada cantinho desse Brasil. E com novos projetos literários vindo por ai, além do Cães, Donos e Dores Humanas que lancei no ano de 2006. Aproveitei tua postagem e fiz uma propaganda de mim mesma( risos).
Abraço fraterno.
Synara Rillo
Médica Veterinária
Synara em 25 de fevereiro de 2010
Ola Junior. Grande prazer, sempre, de te ter como um leitor dos meus trabalhos; além de oportunidade de compartilhar conhecimento contigo. Recordo com carinho das tuas ligações para meu consultório – quando clinicava em Porto Alegre; vinhas com teus casos clinicos instigantes – outros simples – mas não menos passiveis de uma boa troca de idéias entre colegas que se respeitam mutuamente. Puxa, Floripa é linda! Aproveita bem essas férias, pois logo adiante sei que teus pacientes de patas e pêlos te esperamem Porto Alegre.
Abração!
Synara Rillo
Médica Veterinária