Um poema, apenas. Ao meu gato “Bolão de Ouro Jr.” ( Bolãozinho para os intimos)


eu-e-o-bolaozinho-e-o-guru-emcima-do-armario.jpg   Esse meu gato é tudo para mim; trás essa importância em especial por ser fruto de uma gestação “direcionada” com o intuito de pesquisar o comportamento felino desde a gestação até o desmame. Tenho tudo filmado.

peninha-e-seus-filhotes-doando-se-para-minhas-pesquisas.jpg  Filho da minha gata Peninha que depois de um tempo veio a sucumbir por essas viroses “violentas” que podem desenvolver. Ela se recusou a qualquer tratamento; a respeitei e com isso um dia buscou um lugar tranquilo para morrer.

 O B. O. Jr ( como ele prefere ser chamado – brinco com meus gatos e os transformo em personagens com voz e tudo  – desenvolvi a capacidade de quase uma ventriloga; o que me levou a faringites irritativas nesse treino doido que fiz - para montar essas histórias com meus gatos – e ele é daqueles gatos bem “ordinários”; tem um jeito muito seu de caminhar e de “aprontar” sempre. O transformei em um personagem critico social do mundo humano;  dos mais sarcásticos possiveis. Não “perdoa” nada e ninguém.) foi um dia , faz algum tempo isso,  atropelado,  um motoqueiro  grita à frente da minha casa  dizendo-me apavorado que havia atingido um gato meu; corri e ele  disse-me que  o gato estava embaixo de um carro que estava estacionado na frente. Espiei por baixo e me dei de cara como o Bolão de Ouro, ou melhor, B.O. Jr. deitado e com uns olhos de pavor. O juntei e  trouxe-o para dentro. Nada de maiores danos fisicos, apenas um susto e ficou dolorido por alguns dias. Fora outras histórias que ele me aprontou de ficar soterrado em uns escombros de  uma casa em demolição no nosso bairro por 15 dias – mas o salvei! Mas isso é outro “causo” que um dia com tempo relatarei aqui no site. 

Depois disso relativamente emocionada pela dor dele e pela possibilidade de tê-lo perdido, se não fosse um atropelamento leve; fiz esses versos em homenagem a ele:

  ” Até quando o mundo será assim tão óbvio?  //  Óbito. //   Órbita a terra/ escuro e claro/ o dia  //  dúbio espaço onde morremos para nascer.”

 Poesia para tomar folêgo para meus escritos diários. Faço poesia como exercico criativo e como forma de “exorcizar” minhas angústia e medos.

Por hoje é  isso. Volto depois com mais artigos e casos clinicos! Até!

2 Comentários


gabriela
em

Nossa!li um pedacinho e tõ achando incrível,além de adorar animais,gatos então!também amo escrever e é muito bom encontrar tudo isso numa unica pessoa.
Certamente os animais são poemas vivos que desgraçadamente boa parte do mundo não nota.
Parabéns!



synara
em

Ola Gabriela! Grata pelas palavras.
Abraço.
Synara Rillo
Médica Veterinária


Comente