A “dotôra” enlouqueceu – coitada!”


     meu-habita-e-dos-meus-bichosloucura-boa-que-fiz-na-vida.jpg   Essa foi a impressão que causei um dia nos meus funcionários quando eu estava na fase de “empresária do mundo pet” e,  ao mesmo tempo, totalmente afundada nas minhas pesquisas e estudos teóricos/práticos para poder escrever meu livro ” Cães, Donos e Dores Humanas”. Essa foi uma das fases da minha vida mais dificil que vive, foram quase 5 anos de pressão interna e externa.  Primeiro, porque não estava sentindo-me bem  dentro desse universo de lojas para animais, “estética canina”, assessoria a um canil criador de Pitt-Bulls onde existiam 30 cães entre reprodutores machos e fêmas, fora filhotes e os cães que a proprietária selecionava para ela como seus animais de estimação. Esse canil se localizava à 30 km de distância de Porto Alegre , em municipio “vizinho” a região metropolitana.

Muitas vezes tinha que virar noites e finais de semana nesse local para poder fazer partos, pois para a proprietária do local a possibildade de perda de qualquer filhote a deixava “doida” pelo grande apego que tinha tanto quanto pelo alto valor que esses filhotes geravam a ela.

Foi nessa fase da vida que concomitante à loja, estética, clinica e cirurgia morei com 40 gatos e vários cães ( entre eles meu grande “mestre” em comportamento canino - meu cão Skol  - meu maior apego sentimental a um bicho, mas com respeito a sua condição de animal e cão) e “rompi” de certa forma com o cotidiano social pessoal, a essa época todo meu tempo fora dos compromissos assumidos na esfera profissional, me isolava com esses bichos para poder senti-los, estudá-los, observá-los sob o ângulo de visão de mundo deles. Vive assim , 5 anos isolada com eles , e hoje o que sei sobre o universo genuíno dos cães e gatos devo a esse esforço pessoal e a eles.

Evidente que acabei pagando um “preço alto demais” na minha vida como um todo, desde dinheiro perdido ( pessoas do mal também me cercaram a essa época e meu coração generoso demais não percebia isso) até minha saúde fisica e emocional. Nessa época perdi perdo em excesso ( estresse) e  me depria em alguns momentos pelas contradições todas que vivenciava no “ordinário mundo pet mercantilista ao extremo”. Além disso, embora tendo e sendo um pessoa de coração caridoso ao extremo, tenho uma personalidade fortissima, o que me leva a defender meus ideais e pontos de vista até as últimas consequências. E sob um estresse imenso “comprei” muita briga com as pessoas ( até com clientes!) que não conseguiam entender-me e nem tão pouco conseguiam aceitar que uma pessoa vivesse com tantos bichos – principalmente vizinhos – o que tive que suportar até denúncias anônimas ( covardes!! quem fizerem isso por que ao invés de virem conversar comigo optaram em se esconder por baixo de denúncia “chulas” e falsas) junto à policia por “maus tratos” aos animais, vejam só!! E lá ia eu, defender-me. Mas por essas ironias da vida, quando fui depor intimada sobre  a tal denúncia,  o escrivão me olhava com ar “desconfiado” dando a entender que parecia que já tinha me visto. Quando entreguei meu documento a ele,  olhou e disse:  -” Synara Rillo….Veterinária….por acaso a senhora não é quem atende o cão tal, da senhora tal? “  E eu:  – “A própria! ” E ele:   – “Ela é minha sogra e tem uma admiração profunda por tudo que a senhora fez e faz pelo cão dela. Mas que horror, Doutora, maus tratos,  a senhora,  aos animais?? Quem foi o covarde que fez isso??”  E eu: – ”Os covardes nunca aparecem, foi anônima a denúncia. ” E ele: – “ Bom, vou fazer o que é de praxe, escrever um depoimento básico de defesa da senhora e vou falar com o delegado e vamos, com certeza, arquivar essa denúnica”. E creio que assim foi feito pois nunca mais fui chamada a depor. Conto isso para que entendam o quanto eu tinha motivos para estar em último grau de estresse, embora firme no meu propósito com minhas pesquisas.

      minha-convivencia-nas-pesquisas-com-os-bcihos.jpg   Outro ponto que vou esclarecer aqui para que possam entender  esse “Causo da Veterinária” é que quando adotei essa bicharada toda, vejam bem, era tudo junto ao meu trabalho da época. Quando decidi  experenciar o ” mundo pet” aluguei um imóvel imenso, quase um prédio de porte médio – comparando com o que se chama edificio - era um casarão antigo com peças amplas e já veio , na parte térrea, com área para comportar uma loja. O reformei para fazer adptações para a clinica, canis, e gatil. Pela tamanho do casarão o podia quase  considerar de 3 andares, portanto o que podia equivaler ao segundo andar ficavam a sala de espera dos animais que iam ser banhado e tosados,  a sala de banho e tosa, e em outra ala, montei o gatil. Os canis, óbvio, ficavam na área considerada pátio, onde da parte térrea externa tinha uma escada que dava acesso até lá.

Como precisava morar com os bichos em perímetro urbano, pois esse era meu objetivo, estudar suas questões comportamentais junto ao mundo urbanizado ( muitos pensam, principalmente quem  leu meu livro,  onde relato brevemente na apresentação do mesmo essa experiência,  que eu me isolei no “meio do mato”, e não, era bem ao contrário, pois os cães e gatos são domesticados e era essa domesticação urbanizada dos dias de hoje que queria observar neles) decidi morar ali no casarão, que como digo, comportou tudo. Então, no segundo andar, junto ao gatil e salas de banho/tosa havia um grande corredor com uma porta antes dele que dava a uma enorme peça e ali montei meu “loft” onde os meus bichos viviam comigo, embora eram livres por todo o casarão e interagiam com os funcionários, clientes e pessoas que frequentavam a loja e tudo isso eu observava neles, suas reações comportamentais ao todo “urbano”.

 Vamos, por fim,  ao “causo” em si:  Pois então, numa das minhas muitas andanças noturnas a pé, ao léu, tanto para aliviar o estresse, quanto para observar os cães e gatos que perambulavam soltos e sem dono à noite (geralmente  esse horário era depois das 22 horas ) tendo junto comigo sempre o Skol que me acompanhava e me protegia ao seu natural ser de cão protetor ao dono;  ao voltar dessa longa caminhada encontrei à porta da loja do casarão ( o que era comum fazerem isso comigo – o que fizeram de “boa ação” nas minhas costas com os animais renegados pelos seres humanos, vocês nem imaginam o quanto!!) um gato da raça siamês, bem velho, magro ao extremo, era pele e osso, desdentado e doente. O juntei,  subi com ele, o examinei rápido e decidi colocá-lo em uma gaiola no gatil pois já era muito tarde e ainda queria estudar um pouco ( eu praticamente dormia 4 horas por dia a essa época). Antes de ir dormir retornei ao gatil para ver como estava o gato. E ao vê-lo ali, naquele estado de magreza, pensei: - “ Nossa,  esse gato me lembra a imagem de Cristo crucificado”  - pela extrema magreza e um olhar de “resignação” que havia nele. Ele estava de pé na gaiola, meio confuso, talvez pelo confinamento. Fechei a porta do gatil e fui de fato dormir.

Pois no outro dia, como hábito, saí do meu “ habitat” e dos meus bichos,  em torno de 9 horas para iniciar as atividades do cotidiano profissional. Aquele dia acordei “mal humorada” e um pouco “braba” por não me respeitarem nessas questões de me largarem animais à porta do casarão, somado a um estresse que já estava beirando ao meu limite e percebia que já estava cansando daquela vida que levava – o que em 30 dias depois desse fato e em função de outros “baques” que levei da vida acabei fechando todos os meus negócios e mudei de vida e rumo profissional.

Antes de descer as escadaria que davam acesso ao consultório e loja fui até ao gatil e encontrei a gaiola do “jesus”  – nisso eu já o batizei com esse nome –  aberta e não o encontrei. Desci “braba” e com tom de voz alto, chamando pelos funcionarios ( eu tinha uns 8 funcionários – fora meu tio que era meu gerente geral de tudo),  que de nada sabiam do fato do gato abandonado à porta da casarão. E já desci gritando: - “  Quem soltou “jesus” !!??  Quero saber quem foi!!? Não dei ordem para soltarem o “jesus”!!”.   Nisso surge uma funcionária que estava sempre me assessorando mais diretamente e “puxando meu saco”, evidente – por que de boba ela nada tinha – mas ela era muito “engraçada” nessa “lealdade e respeito a mim”,  e ela: –  ” Calma “dotôra”…..calma.. sei que a senhora é espirita, mas Jesus tá  na cruz….a senhora tem que entender…perai vou trazer um chá para a senhora se acalmar…E eu zonza, cansada, estressada ao extremo: – “Não quero chá nenhum!! Chama o resto dos funcionários…por que quem soltou o “jesus” sem minha ordem vai se ver comigo , agora ! E continuei, sem me dar por conta da situação, “gritando” e andando pelos recintos chamando o gato: ” jesus!!! jesus!!! Nisso aparece outro funcionário e diz: “Dotôra a senhora precisa se acalmar….vamos orar todos juntos por Jesus, então, agora….quem sabe? E eu: –  ” O que?? Tu tá louuucoo, meu?? Que orar, o que…vai orar na tua casa com tua crença! Tu tá em horário de trabalho…te liga! Quero encontrar o  jesus, isso sim, magro e fraco do jeito que ele está não podeira ter saido…e continuei entrando e saindo das salas, chamando ” por Jesus”….Nesse meio tempo em meio a confusão toda e ao meu “descontrole” descem os 3 funcionários que estavam na sala de banho e tosa, apavorados, e passaram por mim meio que se esgueirando junto às paredes e eu sem entender a reação deles…..Disse: ” Que isso??? Caminhem direito…que que tá havendo?? Já basta eu ter perdido “jesus”….não quero mais incômodo por hoje…já comecei meu dia tendo que me incomodar com funcionarios que não seguem as regras de segurança do gatil que vocês já sabem bem quais são! E agora vocês ai…encolhidos pelos cantos…”

Nisso, vem a funcionária “puxa saco” com o Guta, meu tio e gerente da loja, sendo puxado pelo braço e outra funcionária que cuidava da limpeza já com uma xicara de chá nas mãos….e a “fiel” funcionária a dizer baixinho pro Guta: ” Vai com calma….seu Guta…a dotôra surtou….tá gritando por Jesus desesperada ( ela era muito engraçada no jeito dela com tudo – então a cena ficou patética!). E eu: ” Como é que é, Fulana?? Eu surtei?? Olha o respeito comigo!! E que vocês tão fazendo agarradas no Guta, ai,  e com essa xicara na mão?? O Guta que é por natureza dele - e  era comigo mais ainda –  um “poço de paciência” – talvez por ser meu tio e já me entendendo no estresse que eu vivia, disse: “Calma todo mundo, gente…! Synara, vem cá, me pegou pelo braço, vamos até o consultório conversar….tem alguma coisa mal por aqui…Numa calma!!! ele…. E eu: Tá bom…mas não vem com mais problema pra mim hoje…já basta o sumiço do gato! Entramos os dois no consultório e ele: ” Vamos por parte, quem é “Jesus” , afinal?? Eu completamente zonza por tudo: –  ” Que isso, Guta?? Tá louco?? Vai querer discutir filosofia religiosa comigo agora a essa hora??..meu…me entende….to cansada…estressada…ainda por cima sumiu o gato…!! E ele bem calmo e sereno…: ” Que gato sumiu, Synara?? Paciente ou os teus da tua pesquisa?? ” E eu zonza ainda:  jesus, Guta, tu sabe que eu me comovo com isso…de abandono..sofrimento…e os olhos de “jesus” me disseram em  representação simbólica tanta coisa…sabes que estudo o sofrimento humano e o sofrimento animal junto….e me acontece isso de perder  “jesus”….que estava ontem deitado…sofrido..magro à porta , ai, do casarão…O Guta me olhou estranho… se mexeu na cadeira….e disse:  – ” Synara, minha querida, acho que tu não estás bem…te entendo o que estudas e o quanto pesquisas….mas acho que agora tu estás precisando de ajuda…quem sabe tiras umas férias… vai a um psiquiatra…tu já  tá até enxergando  Jesus!! “  E eu:  –   “Que?? Pára ai, Guta…( ai, caiu,  finalmente,  “a ficha da calma”  em mim e percebi a confusão toda que gerei em função do gato que batizei de “jesus”)  e  comecei a rir muito…e ai expliquei tudo a ele…que também começou a rir em gargalhadas!!  Disse a ele:  ” -Tá, Guta, tô cansada e tenho que começar as atividades , vai lá e explica tudo aos funcionários,  e ele, como sempre: – ” Deixa comigo!  Resolvo essa confusão toda!”  ( O Guta,  sim, foi meu “fiel escudeiro”  nesse processo todo da minha vida.) . Abri a porta do consultório e os funcionários todos juntos  meio que embolados (decerto tentando ouvirem nossa conversa atrás da porta…que dúvida!?  Conhecia bem as figuras!!) e o Guta – já para “sacanear” os coitados,  pois , além de paciencioso com todos nós,  ele era ” o brincador mor” da equipe e todos os funcionários adoravam ele. Saiu sério e gritou bem alto: - ” Jesus é Pai de todos nós nessa equipe! Reunião comigo sobre o ” caso jesus e a Dra. Synara” . E saiu aquele “séquito dos seguidores do tio Guta ” até a loja para ele esclarecer tudo. Dentro de alguns minutos, ouvi lá no consultório,  uma gargalhada “ampla,  geral e  irrestritas” daqueles que presenciaram toda uma fase de vida que tive e que me fez ser o que sou hoje na profissão e na vida: ” Um lobo sem coleira”.

No final do dia o gato  “jesus” foi encontrado morto enfiado na lateral de um armário que havia no gatil para guardar os potes e rações. E eu ao perceber  meu alto grau de estresse por quase 5 anos pesquisando à valer e trabalhando com o que não queria – que é o ” mundo pet” – comecei a preparar-me emocionalmente para romper com tudo. E , mais uma vez, por ironia do destino, dentro de 30 dias após esse fato do gato “jesus” meu cão, meu “mestre em comportamento canino” – o Skol – morre em um atropelamento fatal e ao mirar em seus olhos “secos da morte” li a mensagem: ” Daqui por diante é sem mim!” Em mais 15 dias tudo estava fechado, loja, estética,  funcionários demitidos e devidamnete ressarcidos e vim para onde vivo hoje. E vivo bem, quase em paz,  fazendo o que sei fazer bem, sendo apenas Médica Veterinária e escrevendo muito, livros, artigos, ” causos”,  poesias e afins.     

10 Comentários


Rita Gattiboni
em

Synara,
vim do meu trabalho para casa só para entrar no teu site, tamanha minha curiosidade. Amei esse primeiro causo que li com atenção até a metade, pois da metade em diante passei os olhos, porque tenho de voltar para o trabalho. Amo cachorros, de gato tenho medo. Sempre fiquei intrigada com o mundo pet, nunca entendi. Por isso, estou louca para ler o teu livro. A mãe ficou de comprar para mim. Depois terminarei de ler e vou ler os demais. Adoro causos. Farei os comentários. Um abraço. Rita Gattiboni



synararillo
em

Oi Rita, que bom que te causei “curiosidade” sobre todos meus trabalhos. Creio, que irás gostar e terás plena condições de me conhecer profissionalmente através dos meus pontos de vista na profissão e na vida, porque não separo muito isso. Sou eu no todo! Fiquei muuito contente de te rever, depois de longos anos sem contato. Mas as lembranças de infância permancem em mim, e tu e teus familares fizeram parte dessa fase da minha vida. A mãe já havia me falado em ti e da tua competência, esforço, profssionalismo e inteligência. Achei muito legal a entrevista que tão bem conduziste com a Clarissa. E ela deu um show , ne? nas respostas.
Grande abraço também!
Synara



Chris
em

Também ri muito com a história de Jesus até ficar triste pela sua morte

já vivi muita coisa parecida e conheço muito bem o mundo do abandono infelizmente.

Mas que destino você deu aos bichinhos quando desistiu de tudo?

Beijos
Chris



synara
em

Ola Cris! Consegui lar para todos!! Eles eram lindos!! Brigavam por eles quando abri que iria doá-los para tomar outro rumo na profissão!
Abraço.
Synara Rillo
Médica Veterinária



Daniela
em

Foi muito bom encontrar seu site, pois sua luta é muito semelhante a minha. Escrevo agora com lágrimas nos olhos! Deus te abençoe e te desejo ainda mais vitórias. Daqui de SSA te mando muita PAZ e LUZ!
Daniela (Médica Veterinária).

P.S.: Onde posso comprar seu livro?



synara
em

Ola Daniela! Obrigadissima pela força! Bom saber que não estou lutando sozinha para dignificar a nossa profissão. Você tem duas formas para adquirir meu livro: site livraria Cultura e solicitar por ali. Me parece que entregam em 15 dias. Outra forma contato direto com a editora Martins Livreiro e solicitar pelo reembolso postal. Fone: (051) 32 24 47 98.
Grande abraço, colega!
Synara Rillo
Médica Veterinária



Adriana Lúcia Ribeiro
em

Olá Doutora, estou há horas lendo o seu site, entrei para me informar melhor sobre convulsões ( no que me foi muito útil seu site), mas esse seu causo me emocionou enormemente, sei das lutas que temos para ajudar esses animais abandonados, tenho sete nessas condições, todos doados(donos que compram e se esquecem que eles são antes de tudo animais), recolhidos na rua, e agora abandonados na minha porta. Mas não sei se morro de rir ou de chorar com sua história sobre”Jesus”.
Seu site é maravilhoso, continue esse lindo trabalho de nos informar e na medida das suas possibilidades auxiliar, um grande beijo e que Jesus te ilumine sempre.
Adriana.



synara
em

Ola Adriana! Pois não é fácil essa luta de proteger os animais abandonados; e o que mais fazem, os seres humanos hipócritas e oportunistas, é boa ação nas costas dos outros, como digo; mas o que aqui se faz , aqui se paga, mais cedo ou mais tarde. Muito grata pelos teus elogios ao meu site. Mas penso que esse causo que conto a vocês aqui é mais para rir, mesmo, por que a vida vale mais a pena, se pudermos rir, até dos momentos que são doloridos à nós nessa empreitada que a vida nos exige.
Meu fraterno abraço para você.
Synara Rillo
Médica Veterinária



Rosa
em

Synara,
Você ganhou mais uma admiradora! adorei Jesus.
Beijão!



synara
em

Ola Rosa. Obrigada! Que bom que curtiu a história, temos que rir dos nossos “sufocos” nessa vida. Nem sempre chorar compensa; alivia isso, sim. Mas rir tras paz.
Abraço fraterno
Synara Rillo
Médica Veterinária


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