A Oncologia na Medicina Veterinária


amigo!  190 Assim como cresce a população de animais de estimação ( cães e gatos) aumenta a incidência de doenças de caráter crônico, degenerativo e as denominadas neoplasias. O conceito de neoplasia é: “Processo patológico que resulta no desenvolvimento de um neoplasma, isto é, o crescimento anormal, incontrolado e progressivo de tecido, mediante proliferação celular”.

Essas neoplasias podem ser de ordem benigna ou maligna. Malignidade condiz com a palavra câncer. Câncer! Um termo pesado e que assusta desde muito tempo o ser humano. E aos dias de hoje assusta ainda mais, pois atinge também seus companheiros caninos e felinos. Entender o mecanismo por onde surgem essas alterações anormais de tecidos é estar consciente de que nosso processo evolutivo se expandiu tanto que podemos originar em nós mesmos variadas doenças. O estresse somado aos coadjuvantes pessoais, genéticos, ambientais e  sociais como um todo,  favorecem o “enlouquecimento” celular. Na acepção mais  “populesca” esse é um termo empregado quando estamos frente a um câncer. Câncer! Que palavra horrível. Tanto para pronunciar quanto para vivenciar. Mas somos responsáveis, com medidas diferentes, por tudo que acontece ao nosso redor – em nosso meio sócio ambiental . E com isso podemos gerar potenciais de danos celulares em nossos organismos. Poluentes em geral causam muitos danos: e eles podem decorrer dos alimentos muito industrializados, da fumaça que sai dessas fábricas que produzem o progresso facilitador (?) das nossas vidas, dos famigerados vícios a que ficamos sujeitos ( cigarro, bebida e comida em excesso), tanto quanto, do nosso próprio mecanismo de reprodução. A chamada via genética. Já nascemos com tendências de pai para filho a sermos portadores de tal ou qual dano celular.

Salve a ciência que descobre as causas! E salve a ciência que promove a cura! Hoje podemos enfrentar esse “enlouquecimento”celular com mais armamentos. Mas que precisam destruir para reconstruir. Essa a ironia da terapia que nos promove a cura ou o prolongamento da vida. Mas viva ela, mesmo assim.

E a causa das alterações celulares nos tecidos dos cães e gatos? Se entopem eles dos excessos e vícios que nos entupimos nós, com todo nosso livro arbítrio a disposição para entrarmos nessa ou não? Não!

Procuram eles por livre e espontânea vontade o gerador de estresse de variadas matizes? Não!

Estão livres para optarem por um alimento mais condizente com suas espécies? Não mais, desde a opressora domesticação atual!

Se reproduzem visando vias genéticas que adulem a vaidade humana? Não! Ao contrário, são sabiamente seletivos nesse processo via instinto preservado.

Se as respostas, óbvias, é o não frente as questões levantadas acima, quem é – ou quem são – os verdadeiros responsáveis pelo aparecimento da patologia câncer nessas espécies? Nós, que progredimos sem medida e sem controle, levando-os de roldão nessa roda viva.

E vale alavancar a especialidade chamada Oncologia na Medicina Veterinária? Eis o nó gótico da questão!

O primeiro ponto a levantar é o tempo de vida útil dessas espécies e qual a idade mais recorrente no aparecimentos dos tumores. Geralmente na meia vida para cima. Não difere muito no padrão geral do ser humano. É comum o aparecimento de câncer  em tenra idade nessas espécies?  Não é comum, o mais encontrado em tenra idade são as patologias degenerativas de causa congênita ou genética.

O segundo ponto a ser questionado é qual o tipo de tumor que mais incide atualmente nos cães e gatos? Por pesquisas o que mais pontua são os linfomas, principalmente nos cães. E os de ordem viral nos gatos. De que órgão provém essas células? Do sistema linfóide. Ele é responsável, a grosso modo, pelo quê no organismo de um mamífero? Pelas defesas orgânicas . O que mais altera esse sistema nos cães e gatos – e em nós também? O estresse amplo e geral. O que ele faz, portanto, no organismo? Com as defesas detonadas, enlouquecem as células!

E então pergunto, por fim: Vale mudar nossos conceitos em relação a essas espécies ou vale alavancar a Oncologia na Medicina Veterinária? Vale mais preservar do que destruir e tendo que destruir para tentar, tentar trazer de volta um organismo simples e sem a complexidade do ser humano?

Com vocês a resposta.

Até o próximo artigo.

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