Casas de passagem. E agora?


Não temos como negar que o movimento social antropológico Foto do Catarinodo cão quando foi inserido como agente produtor de ganhos  para as pessoas em geral tem gerado caminhos diversos. Nem vou me referir ao lado comercial que essa espécie já tem, e consentido por ampla maioria daqueles que possuem ou gostam de cão. Quero abordar sobre a possibilidade de que dentro do âmbito da proteção animal possa estar havendo um caminho diverso  do que se propõe verdadeiramente como ato de proteger, ajudar e colaborar, a doação verdadeira: Sem exploração. E esse caminho são as denominadas casas de passagens para os cães – e gatos . Para quem não sabe o que são as casas de passagem, é nada mais do que uma pessoa ou familia dando espaço, abrigo, albergue – ou  o termo que quiserem – até que esse cão ou gato, seja adotado de vez. Que bela iniciativa, a principio.

Estive em Porto Alegre dois meses atrás e ouvi o relato de duas amigas, que de uma forma ou outra estão ligadas a proteção animal, de que tais casas de passagem estão cobrando preços bem elevados para manter abrigado por um tempo tais animais. Questionei algumas coisas que precisava saber mesmo ( já estava desconfiando desse novo “ganho pão” na proteção) e por incrivel que pareça não fiquei surpresa.  Mas era óbvio, que essa grande campanha de ajudar aos cães e gatos abandonados acabaria virando “negócio”!

Tudo vira dinheiro por meio desses bichos! E não nego que um cão que precise de um abrigo por algum tempo gere custos a essa pessoa. O principal deles é a comida. Por que até onde  entendo, se esse cão , que tem um tutor, padrinho, ou vem de uma ONG terá o apoio para as questões clinicas deles vindas dessas pessoas. Ou não é assim?

Mas cobrar quantias consideráveis para manter o tal animal, é oportunismo puro! E ilustro quando uma dessas minhas amigas me conta que achou um cão perdido. Recolheu, não tinha como levar para casa pois mora em apartamento e tem dois gatos. Mas deu toda assistência a esse cão. Acabou levando para uma dessas casas de passagem, e ficou pagando pelo abrigo. E bem caro! Mas a Fátima queria encontrar o dono e se mobilizou com cartazes pelas redondezas onde ela o havia encontrado o cão. Deu certo e aparece a verdadeira dona do cão. Prontamente elas foram buscar o animal na casa de passagem. Mas a “casa de passagem” não queira devolver o cão! Queria ficar espoliando a Fátima e impedindo que a dona do cão levasse seu animal. O fim da história deu certo para a dona do animal, mas rendeu umas confusões.

E agora? Mais um mercadinho chulo correndo paralelo a tudo que envolve cão…e gato também.

E que fique claro, não quero polemizar com esse artigo. Se há casas de passagem bem intencionadas que sigam seu trabalho. Se estão fazendo “mercadinho chulo” por meio dessas ações que coloquem o chapéu e fiquem bem quietos. E revejam seu corações.

Essa situação eu não poderia deixar em branco. Alguém tem que levantar as questões.  Se fato é, lidemos com ele, portanto.

Até o próximo artigo.

Comentários


fatima
em

Que bom que escreveste sobre isto Synara ! Que sirva para alertar outras pessoas de boa vontade a não participarem de mais esta forma de exploração dos animais. Na semana passada uma colega de trabalho encontrou um cãozinho perdido e me perguntou se eu conhecia alguma ONG ou lugar que pudesse ficar com ele, contei para ela minha experiência – que descreveste muito bem – e aconselhei a não procurar por este tipo de ajuda.
Abração,
fatima


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