Convulsões nos cães


experimento-fotografico-site-123.jpg Uma das patologias cerebrais, portanto neurológica, de grande incidência na rotina clinica de qualquer profissional da Medicina Veterinária que atua na área clinica de pequenos animais, são as convulsões em cães de raça pura ou mestiços da raça poodle, especificamente; isso por que a quantidade de animais dessa raça como animal de companhia se popularizou de tal forma, que se permitiu a mestisagem, por si só.

O fato de ser de ordem neurológica não faz das convulsões algo grave como manifestação clinica – evidente que aquelas oriundas dos desvios metabólicos e das intoxicações exógenas agudas, tem sua gravidade em função das causas – e vejo que muitos donos de cães ainda trazem esse fantasma de gravidade e perda iminente do seu cão quando se deparam com seu animal convulsionando.

A primeira coisa que devemos saber, ter em mente, que convulsão é um sintoma, não é uma doença em si. Ela surge , se manifesta, como sinal clinico de uma disfunção neuronal que provoca uma descarga elétrica paroxística, descontrolada e transitória dos neurônios cerebrais. Tendo variáveis na sua dinâmica de amplitude no cérebro, por isso as podemos caracterizar de parciais ou generalizadas.

Parcial é quando é um foco, ou seja, um local especifico do cérebro e seu conjunto de neurônios se desorganizam quimicamente, oportunizando essas descargas elétricas que terão uma manifestação motora leve no animal, como por exemplo, uma pata que repuxa, um bater de mandibulas, uma enrijecimento muscular e uma tontura, uma agressividade incomum, um lamber de pele excessivo, etc. Dentro de poucos segundos o cão se recupera, voltando ao seu comportamento normal e rotineiro.

Generalizadas são aquelas em que as descargas elétricas descontroladas se distribuem no cérebro tendo uma ação maior nas áreas funcionais. As genelarizadas leves fazem com que o animal caia de lado, e comece a ter contrações involutárias dos 4 membros, do pescoço e cabeça.

Alguns desses cães podem apresentar, antes da crise propriamente dita, uma ansiedade, andando de um lado a outro, como se fosse uma inquietude; mudam o comportamento usual; muitos proprietários conseguem distinguir essa fase antes da queda em decúbito lateral. Seria a pré-convulsão – que se denomina na literatura médica de “aura”.

Dentro da classificação de convulsão generalizada podemos encontrar a forma considerada grave, onde os sintomas da leve são potencializados, geralmente, trazendo emergência no atendimento. Grande parte delas são oriundas, ou têm como causa, os desvios metabólicos, como exemplo: por hipoglicemia, por excesso de amônia na disfunção hepática, excesso de uréia por disfunção renal, em casos de baixa abrupta de cálcio sanguineo ( algumas cachorras amamentando podem manifestar essa queda no cálcio a ponto de causar convulsões), por deficiência de oxigênio no cérebro, entre outros distúrbios metabólicos. Outra causa para a manifestação das convulsões graves são as intoxicações externas, através de determinadados venenos e toxinas.

As convulsões podem surgir a qualquer condição acima citadas, portanto, é de fundamental importância a causa desse distúrbio paroxístico cerebral transitório ou não.

É através do que causou ou precipitou o quadro convulsivo, que vamos ter condições de agir e medicar. Ou não medicar. Por que isso é um fato. Há cães com determinadas formas e causas de convulsões que não precisam ser tratadas quimicamente, e sim através de manejos e condutas ambientais para que eles passem, ou prolonguem o intervalo de crise, sem maiores estresses ao dono quanto a eles em si.

Em neurologia é relativamente fácil detectar alterações cerebrais pela ação periférica que os neurônios possuem, trazendo e mostrando sintomas motores que podem estar desorganizados, evidenciando posturas corporais e comportamentais não convencionais.

E são essas alterações motoras e comportamentais , em suas intensidades, associadas à idade , raça e origem da criação dos cães, que nos dão subsidios, bem fortes, de chegar ao mais próximo da causa, sem necessitar de exames elaborados e, muitas vezes, não totalmente conclusivos.

Apenas, pelas reações posturais e ou comportamentais dos cães em convulsão já podemos classificá-las como parciais, generalizada leve e generalizada grave. A idade desse animal quando da primeira crise convulsiva pode ser pista boa para buscarmos a causa, também.

A crise convulsiva parcial, tende à manifestações de alterações posturais leves, como um ranger de dentes, um abre e fecha a boca – como à caçar moscas – sonolência, contrações musculares que levam à ansiedade e tontura no cão, pois ele em crise parcial estará sempre consciente, o deixando ansioso por desconhecer tal sensação como comum ao seus sentidos. Na crise parcial o dono desse cão deve ter muito cuidado ao manejar esse cão, evitando ou tomando o máximo cuidado na aproximação com ele, pois essa ansiedade e tontura pode o impelir à mordedura; embora a presença do dono quando o cão manifesta a convulsão parcial é importante para restabelcimento dos sentidos do animal, encerrando a crise mais rápido. Mas não da presença de um dono mais ansioso ainda, terá que ser um dono calmo, que passe a segurança “do conhecido” ao cão, e bem instruido como agir com seu cão nessa situação.

A causa dessa forma de convusão parcial, geralmente, é associada com focos irritivos cicatricionais oriundos de trauma ou infecções ( encelafite do virus da cinomose, por exemplo), assim como por desvios metabólicos em fase inicial, por trauma ( através do quadro inical do edema cerebral) ou por tumores ( por compressão). Nesse caso a idade ajuda diferenciar melhor a origem da convuslão parcial.

Cães que manisfestam convulsões abaixo de 6 meses de idade tendem a ter foco irritativo por má-formação congênita, foco cicatrizial viral e trauma, basicamente, tendendo a ser convulsivo parcial, mas que dependendo da evolução do foco irritativo pode evoluir para uma generalizada leve, que dificilmente, evoluirá para uma generalizada grave.

É essa evolução cicatricial e sua extensão de danos neuronais tardios, que fazem um cão adulto ou velho, também ter como causa um foco irritativo, parcial, que generalizou em leve. Nos deixando mais cientes se devemos tratá-la quimicamente ou não. Muitos cães que manisfestam esse forma e causa de convulsão pode não serem tratados com anti-convulsivos, e sim, com manejos ambientais adequados e, mais que tudo, esclarecimento ao proprietário de como ocorre, por que ocorre e quais as consequências que pode ter um quadro convulsivo com tais caracteristicas.

Quando o cão convulsiona na forma generalizada leve – que pode ter sua origem da parcial ou ser de causa genética e/ou hereditária, também – ele cai para um lado, tem contrações musculares e movimentações de membros, joga pescoço para trás, pode estar consciente ou não, saliva em excesso, pode defecar e urinar involuntariamente,etc.

Essa crise é curta e o cão volta a ficar consciente, caso tenha se dado a perda da consciência, embora desorientado sensorialmente, fazendo-o caminhar sem parar, batendo-se em objetos, até acalmar. Nessa fase o silêncio e calma à volta do cão é fundamental a que ele relaxe e durma, o que fará, quando se sentir mais alerta.

Uma observação importantíssima : os cães não possuem facilidades anatômicas para que enrole a lingua e morra asfixiado quando em convulsão, isso ocorre nos seres humanos , apenas; portanto não meta à mão na boca de um cão em crise, por que você terá chances enormes de uma mordida com pressão suficientes para causar lesões significativas à você.

Outra causa de convulsão parcial/generalizada leve é a chamada epilepsia verdadeira, ou seja, convulsões sem causa real ou evidente, onde os cães apresentam disfunções bioquimicas em seus neurônios, nascem assim, tendo um componente genético bem forte, por isso o fato de o cão de raça ou mestiço manifestar sintoma de convulsão.

E raça mais popular que exemplifica essa causa de convulsão são os poodles, tendo ainda, essa raça, quando miniaturizada tendência de ter hipoglicemia muito facilmente, onde pode ser a causa da convulsão. Tem que se atentar para isso, também, nessa raça.

Essas crises convulsivas parciais e/ ou generalizadas leves em sua grande maioria não precisam ser tratadas farmacológicamente nos cães, elas não trazem juntos maiores prejuizos que a crise convulsiva em si , que dura pouco tempo, de 3 até 90 segundos. Não mais que isso. Ao proprietário que assiste a um quadro desses parece que o tempo é maior que isso. Mas não é. O que pode caracterizar como um tempo mais longo, são as crises com intervalo mais curto entre uma e outra.

Alguns pesquisadores do comportamento canino, os behavoristas, falam da convulsão nos cães como “comportamento convulsivo” em função da grande facilidade de manisfestação no comportamento racial de um cão. Isso quase que atesta a benignidade das convulsões nos cães, quando totalmente descartadas as causas traumática, neoplásica e metabólica.

Um fator bastante forte para não tratar farmacológicamente os cães convulsivos considerados epiléticos verdadeiros, é a sutileza da ação do fenobarbital ( droga de eleição em convulsões) nos cães, sendo dificil, muitas vezes, ao proprietário verificar se está fazendo um efeito bom, necessário e com controle efetivo das crise.

Tem que ser ter um controle verdadeiro de ação farmacológica, incluindo ai, dosagens sanguineas do fenobarbital para buscar respostas neurológicas de efeito. Quando tomam doses altas demais – o que é muito comum de encontrar em cães sendo tratado com fenobarbital- há o incoveniente de que se for interrompido o uso abruptamente, o cão tende a convulsionar por baixa no nivel sanguineo, ficando em estado de dependente quimico, mexendo com limiar neuronal de descarga elétricas, precipitando convulsões.

Encontro, também, animais tratados em baixa dose, com ação discreta de sonolência, quando há, por que geralmente criam resitência bioquimica ao principio ativo do anti-convulsivo, sem , na verdade, ter essa função.

Essas drogas quando prescritas em longo prazo, causam efeitos colaterias hepáticos nos cães. Vejo caso de cães que tomam a anos a mesma dosagem do anti-convulsivo sem controle nenhum, desde sua ação, assim como dos prejuizos que trás ao sistema hepático.

Temos que rever nossa conduta terapêutica, como Médicos Veterinários que se deparam rotineiramente com esse distúrbio cerebral. Creio que um bom conhecimento teórico sobre convulsões, uma boa história clinica e ambiental do cão, idade, um bom exame clinico para detectar alguma disfunção orgânica e boa vontade em convencer o dono do melhor a ser feito em beneficio do cão e dele próprio, como proprietário de cão convulsivo.

Portanto, vocês, donos de cão com causa epilética verdadeira, a mais comum de ser encontrada nos seus animais, reflitam e busquem informações fidedignas sobre essa disfunção neurológica.

Ela não mata. Precisa apenas ser monitorada. E devem discutir custos, ações e beneficios, junto ao Veterinário que atende seu cão, para o tratamento farmacológico. É o que vocês melhor podem fazer por seu cão portador de epilepsia.

Vamos encarar os animais com suas caracteristicas genuinas e iremos diminuir ações precipitadas e equivocadas no atendimento clinico a eles.

Precisa-se conhecer o cão ainda!

930 Comentários


Roberta Romera Ramos
em

Temos uma Lhasa Apso de 2 anos, a Sophia,em julho deste ano teve a primeira convulsão, ficamos muito assustados, sem saber o que fazer e como reagir na hora, esperamos ela voltar a si e corremos ao Hosp. Vet., foi avaliada, fez exames e nada foi encontrado. No dia 07/12 sem motivos aparentes, uma nova crise e ontem 15/12, outra convulsão. Nestes dois últimos episódios ficamos calmos e conscientes da situação aguardamos a sua melhora sempre amparando-a. Hoje passei a tarde em busca de informação para entender o que está acontecendo. Ela parece ter epilepsia idiopática com crise de convulsão generalizada leve. Vamos refazer exames e aguardar os resultados muito esperançosos. Este artigo tirou todas as nossas dúvidas, está excelente, Parabéns.



Synara
em

Oi Roberta!

Fico contente que estou conseguindo atingir meu objetivo com os artigos aqui publicados, que é o esclarecimento sobre situações clinicas, comportamentais e sociais dos animais de companhia.
Tenho certeza que a Sophia enfrentará organicamente bem o fato de poder ser convulsiva crônica e que vocês, proprietários, saberão aceitá-la em suas características comportamentais caninas normais, tanto quanto naquelas que possam vir a sofrer alteração por disfunção bioquimica benigna crônica.
Obrigada pelo elogio,pela visita ao site e leitura do artigo.
Abraço e um afago carinhoso na Shopia!
Dra. Synara Rillo



Celles
em

Excelente artigo. Sou vet mas atuo na área de alimentos de origem animal. Tenho um teckel de 9 anos e há 3 meses teve a primeira convulsão (generalizada leve). Após 2 meses teve a segunda e depois passou a ser semanal. Está tomando Epizol (1 comp de manhã e meio à noite) e ainda assim tem convulsões diariamente (1 ou 2). O que desencadeia são sempre situações de excitação (qdo chego em casa, um gato, etc). Não tem histórico familiar, nem de traumatismo mas sempre teve muita sensibilidade a produtos químicos tópicos e ambientais(contra parasitas)e alimentos gordurosos. Evito tudo isso mas continua a ocorrer e está aumentando. Poderia me ajudar a avaliar o quadro? Moro em uma região muito distante de profissionais/clínicas especializadas e confiei muito na forma como as informações foram colocadas em vosso artigo. Abraço forte! Obrigada!



Synara
em

Oi Celles, que prazer ter uma colega visitando meu site e solicitando-me orientação.
Pelo que me relatas possivelmente não podemos pensar em epilepsia verdadeira ou idiopática, já que ela tende a se manifestar entre 6 meses até 3 anos de idade.
Creio, que o teu cão possa ter algum foco irritativo (pelo virus da cinomose subclinica talvez(?)) por reação cicatricial ou um tumor pequeno no cérebro ou está manifestando alguma alteração vascular ou metabólica que devias investigar melhor através de hemograma com dosagem enzimas hepáticas (TGP e TGO), plaquetas e controle da glicose. Um Rx de cabeça também poderia elucidar alguma coisa, no sentido de haver uma massa qualquer.
Mas quero te salientar uma coisa: O Episol é associação de hidantal com diazepam , e como me relatas que as convuslões são precipitadas por excitação ai o hidantal não seria a melhor associação com o diazepam.
Nesses casos prefiro o fenobarbital associado com diazepam ou quando não há resposta dessa associação ai lança-se mão da Primidona associada ao diazepinico.
Por seres colega vou fazer ou sugerir um protocolo terapêutico para ti.

Fenobarbital – vamos iniciar com 20 gotas de 12/12 horas ( mesmo que ele possa apresentar discreta sonolência no inicio) e compra em separado o diazepam ( valium de 5mg) e administra 1/4 de comprimido de 8/8 horas e tenta manter esse protocolo por 30 dias sem alterar a dosagem, mesmo que ele venha a manifestar alguma crise nesse interim. Precisamos de tempo para atingir níveis sanguíneos adequados. Se depois disso perceberes que ele estabalizou e não está trazendo sonolência mantém esse protocolo por 6 meses e ai se revê a dosagem, que poderá permanecer a mesma ou ser alterada.
Nesse caso, como ele já vinha recebendo diazepam que vem associado no epizol, não precisamos fazer diminuição gradual da dosagem do mesmo. Pára e já começa o protocolo que te oriento. Evidente que deves evitar toda e qualquer excitação ambiental, pelo menos até a dosagem surtir seu efeito adequado. Uma fato importante: Sempre tenha a certeza que o cão ingeriu o medicamento!!
Vamos indo assim….se não responder , depois de 30 dias podemos tentar a Primidona. Não te prescrevo direto o uso da Primidona porque ela tem efeitos colaterias mais sérios…vamos com calma.
Mas se te for possível os exames citados deviam ser feitos e estudados.
Bom, acho que assim posso te ajudar um pouco. Qualquer coisa entre no site e deixei outras considerações sobre a resposta farmacológica dos medicamentos e suas associações que te prescrevi, certo?
Obrigada pela visita ao site.
Abraço também!
Dra. Synara Rillo



Dioconda Brito
em

Tenho um Waimaraner de 7 anos, dia 14/01 ele teve uma crise de convulsão, fiquei muito assustada foi a primeira, levei ao veterinário na mesma hora, quando cheguei lá ele teve outra, e depois de duas horas mais duas, teve que ficar internado dois dias, fez uma série de exames e não deu nada, a única comprovação foi a infecção urinária. Ele já está em casa, mas está tomando remédio controlado (gardenal 100mg) no primeiro dia da medicação estava tonto e não andava direito, agora já está levantando só e andando devagar, está comendo bem, e está um pouquinho animado, já é o quarto dia que está tomando gardenal. A medicação da infecção urinária também está sendo administrada, eu acho que ele está reagindo bem, cada dia que passa ele melhora mais o médico falou que ele tem que tomar o gardenal durante 15 dias no mínimo e depois ele vai diminuir a dosagem até suspender de vez, isso se não der mais a convulsão. Estou muito preocupada pois ele é como se fosse um filho pra mim e gostaria muito da sua ajuda, gostaria de saber se essa medicação está correta e se esse tipo de convulsão tem cura???
Adorei o seu artigo, pois pessoas leigas como eu conhecem um pouco mais sobre o assunto. Abraços…..



pollyanna
em

Tinha uma maltês de 1 ano e 7 meses chamada Luna. Quando entrou no cio pela segunda vez no quinto dia iniciou crises convulsivas generalizadas. Quando ocorreu a primeira, logo levei ao veterinário desesperada, e ele injetou Diazepan e pediu q observasse em casa e se tivesse novamente q desse mais uma ampola. Assim aconteceu, ela teve a segunda injetei EV, teve a terceira injetei via retal, depois disso ela foi tendo uma atrás da outra chegando a nove crises em menos de 1hora. O veteri~´ario falou então q teria q usar uma medicação mais forte q seria o Tiopental e deu endovenoso, foi aí q perdi minha filhinha q teve parada cardiaca q não foi revertida. Queria saber se a conduta tinha q ser essa mesma e as causas possíveis do inicio das crises. A veterinaria falou q poderia ser pelo cio ou por stress, mas eu não entendo. Por favor me responda, porque estou até me sentindo um pouco culpada, por ter deixado ela mais sozinha no cio (ia trabalhar e não deixava ela entrar em casa)e ter causado esse stress na Luna. Grata.



synara
em

Oi Diocanda!

Por tudo que me descreveste creio que todas as condutas que foram tomadas está certa. Não sei quais foram “todos” os exames feitos, mas tenho certeza que o colega soube conduzir bem. Penso que a infecção urinária deve ter sido um achado acidental quando da investigação por meio de exames. Ou ele estava apresentando algum sintomas que fossem compatíveis com essa infecção??
Quanto a causa, como leste no artigo, são várias, mas não podemos esquecer que os cães convulsionam “fácil”, estando algumas vezes associada com graus de ansiedade intensos e/ou pela grande retenção dos seus impulsos instintivos.
Creio que a conduta do colega está lógica, controlou as crises iniciais e depois achou por bem prescrever o Gardenal ( que é o fenobarbital)por um período curto para depois retirar gradualmente e observar se vai haver novas crises. Ele optou por uma dosagem mais “alta” por isso teu cão ficou “tonto”, depois o organismo vai se adaptando. Não esquecendo que esse “mal-estar” dele também pode estar associado a fase de aura pós-convulsão, comum de ocorrer.
Convulsão só tem “cura”, Dioconda, quando é por alterações metabólicas que podem ser revertidas, por intoxicações – que também possam ser debeladas; caso contrário se ela for por foco irritativo cerebral, comportamental ( ansiedade) e se for a epilepsia verdadeira, não haverá cura, mas sim controles, tanto com medicamentos, quanto com manejos e controles ambientais, associados a um bom esclarecimento ao dono do cão como conduzir essas convulsões. Como leste no meu artigo também, nem sempre precisam ser tratadas farmacológicamente quando as crises forem curtas e espaçadas.
Acho que é isso que posso te dizer.Boa sorte com teu cão!
Obrigada pela visita e participação no site.
Grande abraço!

Dra. Synara Rillo



synara
em

Oi Pollyana!

Que pena! Mas as perdas fazem parte do viver e se elas existem é para que possamos crescer e aprender com elas.
Tudo que me relatas ai ficou vago…a primeira pergunta que eu te faria é: Essas crises começaram quando ela já estava na rua, pátio, pois relatas ai que não a deixava entrar em casa quando manifestou o cio..?? Como é tua vizinhança por ai?? Te questiono isso por que a forma como me contas das convulsões me fazem lembrar crises por intoxicações ( estricnina) e se a Luna era uma cachorra mimada e com apego excessivo a ti deve ter ficado latindo, gruindo ou talvez arranhando a porta para entrar; e de fato isso passa a ser bem irritante às outras pessoas; evidente que não se justifica “envenenar” um cão por isso.
Veja bem, estou levantando todas as hipótese contigo agora, por que para chegarmos às causas – diagnósticos – temos que esgotarmos todas as possibilidades. Tu é que pode me responder isso, da existência dessa possibilidade de alguém ter se incomodado com os latidos da Luna.
Outra coisa importante é o questão racial – tenho atendido cães dessa raça que apresentam crises convulsivas bem intensas ( observação e casuística minha, veja bem). Essa situação racial é uma das causas que mais combato na minha luta de proteção animal e de respeito aos sentimentos das pessoas que acabam buscando animais de companhia pelas questões raciais. Estética e vaidade pura nisso, por que nem as questões comportamentais, no que se refere a temperamento, é importante para um convivência equilibrada e harmônica junto a um ser humano. Cães são todos iguais, por esse aspecto. Defendo essa tese no meu livro, inclusive. E combato a existência exagerada de algumas raças, justamente por que na atualidade o animal de companhia, nesse caso o cão, está sendo tratado como mercadoria, sem respeito algum a ele como entidade viva, que sente por via neurológica. Considero algumas raças como “manipulação genética” para sustentar os laboratórios mercadológicos que estimulam a existência dessas raças, para logo adiante, lançar produtos para amenizar as sequelas dessa genética. Somado a isso, a nossa sociedade do final século XX e inicio do XXI, infelizmente, é uma sociedade consumista ao extremo, colocando o lucro farto à frente de qualquer respeito aos cidadãos e aos animais. Façamos todos nós uma “mea culpa”, também. Quero com isso te dizer que há, portanto, aos dias de hoje criadores dessas raças fazendo cruzamentos aleatórios, com consanguinidade cruzada, em nome apenas, do lucro. E dizem que não! Tendem a dizer que suas criações caninas, apenas, se “pagam”, que são “amantes da raça” – eu não acredito nisso, se fossem, não encontraríamos o que encontramos hoje, tantos criadores de “fundo de quintal” como há! Eu já visitei vários deles! E posso te afirmar que 90% deles são “fábricas” de acasalamentos caninos, não respeitando a natureza animal e suas capacidades físicas.
Com isso surgem animais com predisposição a inúmeras patologias por desordens genéticas. Entre elas a Epilepsia.
Outro ponto que quero salientar contigo, e espero que me compreenda, percebi no jeito que me relatou o caso da tua cachorra, que tens e teve um apego excessivo e distorcido com ela, não entendendo a natureza instintiva de um cão, a deixando entrar em cio e não permitindo que ela desse vazão ao seu instinto da reprodução. Pelo pouco que relataste deu para eu sentir que esse bichinho devia ter um condicionamento, pelo cotidiano ambiental, de um apego sensorial ( não sentimental, presta atenção) muito forte contigo ou com outros membros da tua familia, não sei se vives só ou não. E ai, por causa de um cio, momento de alta ação hormonal e por sua vez, com ações de estresse orgânico natural, é separada abruptamente do ambiente a qual ela era acostumada ( condicionada). O que te levou a deixá-la na rua? Foi a possibilidade de sujar tua casa , teus móveis? Se foi isso, saiba, que para termos os animais junto a nós, temos que exercitar o desprendimento material em algum grau que seja, pois não podemos exigir dos animais e nos animais aquilo que eles não têm capacidades de nos oferecer. O auto-controle é um deles, tanto orgânico quanto comportamental. Por que não mandaste castrar a Luna?? Essa é a melhor conduta quando buscamos um animal para servir de companhia a nós; com isso tiramos um instinto significativo neles e evitamos incômodos a nós, humanos, racionais, possuidores de capacidades de auto-controle, tanto quanto, estaremos prevenindo possibilidades de alterações orgânicas e comportamentais neles, nossos cães e gatos.
Escreves ai que já estás te sentindo culpada pelo fato de teres oportunizado um estresse na tua cachorra, não quero com isso, veja bem, reforçar esse sentimento em ti, bem ao contrário, pretendo com essa resposta te ajudar a enfrentar de frente teus medos e anseios, assim como te ajudar a rever tuas questões sentimentais de apego; quis, também, te ajudar a tomar conhecimento ( ou começar a isso) de como são e vivem os animais, os cães, já que as pessoas tendem a se basear em si mesmas para dimensionar o mundo animal e é dai que surgem os grandes equívocos nessa relação homem x cão.
Vou te sugerir, humildemente, que compres e leia meu livro “Cães, Donos e Dores Humanas” -nesse trabalho debato, explico e provoco um pensar mais genuíno sobre essa relação sentimental da parte do dono e emocional da do cão, tanto quanto, uma análise sociológica da presença dos animais de companhia na civilização do século XXI. Creio, que através dele poderás compreender melhor tudo que te falei aqui. ( Editora Martins Livreiro – Fone (051) 32 24 47 98 – reembolso postal ou site da livraria Cultura em qualquer lugar do Brasil que também te enviam).
Sei que fiz uma abordagem diferente contigo sobre o fato da convulsão da Luna, mas fiz isso por que acho importante – mais do que tirar as dúvida das causas e procedimentos empregados nos animais de vocês, que aqui me acessam para pedir ajuda – o esclarecimento amplo sobre a presença dos cães e gatos nas nossas vidas, para que não sejamos nós, também, indiretamente, causadores de maus tratos animais velados sob a forma de um amor equivocado.
Quanto às questões empregadas nas crises da Luna, é difícil para mim julgar e/ou avaliar. Posso te dizer que o Thionenbutal é usado , sim, em crises incontroláveis, principalmente, quando são de origem tóxica. E, sim, é um agente anestésico com alto potencial de dano cardio-respiratório, tendo que ter cautela no seu emprego. Ainda mais que a cachorrinha já estava sofrendo “desgaste” no sistema cardiovascular e respiratório por crises sucessivas.
Se esse paciente fosse meu, depois dos fatos todos, eu sem dúvida nenhuma, mandaria para necrópsia, para poder ter uma elucidação mais precisa da causa das convulsões, tanto para aumentar meus conhecimentos, quanto para deixar o dono mais tranquilo.
Pollyana, desculpe se te toquei fundo, mas foi com as melhores intenções. Busco sempre ajudar as pessoas nas suas questões sentimentais por que sou humana e tenho essa capacidade de empatia com meu outro igual. Já sofri demais por meus apegos excessivos aos animais projetando minhas dores pessoais e particulares neles; assim como pelo sentimento apego como um todo na vida. Hoje vivo em paz comigo mesma, pois lutei, e luto, diariamente, ainda, contra todos os sentimentos que possam me trazer angústia e ansiedades. A paz interna não tem preço! E é o melhor caminho para uma vida plena.
Muito Obrigada pela visita ao meu site e pela tua participação.
Um abraço forte com carinho e respeito pela dor da perda da Luna.
Dra. Synara Rillo



adriane
em

Boa tarde Dra. Synara!!
Parabéns pela materia que com certeza vem a esclarecer frequentes dúvidas para donos de cãos com convulsão.Dra. sou dona de um cão mâltes de 9 meses de porte bem pequeno, ela pesa 1.6kg, o fato é que ela vem desde os 4 meses vômitando uma baba esverdiada e tem dificuldade na respiração, após vômitar fica bem, no dia 13/01 quando estava no pet para banho deu uma crise convulsiva nela que durou 20m, sendo que era a primeira vez q isso acontecia, ela estava no cio pela primeira vez, fiz um exame de sangue e constatou que não tem nada, me aconselharam ir a um neorologista. Mas o fato dela ter 1 a 2 x por semana esse vômito e ter tido uma unica vez a convulsão, será que os fatos estam ligados ou a convulsão foi esporadica?



Dr. Cleio Figueiredo
em

Prezada Colega,

Penso ser prucente alertar nossos colegas quanto a investigação de Displasia Occipital para çães miniatura.

O diagnostico é de facil interpretação, entretanto o radiologista deve ser experiente.

Caso queira, poderei enviar fotos de RX.

Sds

Jose Celio Figueiredo
Med. Vet
Crmv SP 6240



Synara
em

Nossa, José Celio, que prazer tua participação e colaboração preciosa!! Agora, percebo o quanto está valendo a pena esse site. Trocar experiências com os donos dos cães e gatos, e mais ainda, com colegas que vem somar esse projeto. Tive , também, uma bela colaboração no artigo sobre Toxoplasmose do Dr. Cláudio Silveira, um dos grandes especialista em doenças oftálmicas ocasionadas pelo protozoário, aqui no Brasil. Ele é de Erechim – RGS.
Evidente, que quero receber essas fotos e, se te for possível, o envio de algum estudo teórico sobre esse fato.
Muitíssimo obrigada pela tua colaboração e disposição de contribuir e dividir conhecimentos entre nós, colegas. Ficarei no aguardado das fotos e outros materiais que possa me fornecer.
Grande Abraço!
Synara



Thalyta
em

Olá Dra! Quero pedir muito a sua ajuda! Tenho uma vira-lata c/ 8 anos de idade. Há 1 ano atrás ela teve convulsões em um mesmo dia. Após um ano (3/2/08) ela teve aproximadamente 20 crises convulsivas, liguei para a veterinária pedindo conselhos e ela me disse para comprar passiflora para acalmá-la, não surtindo efeito dei a ela 1/4 de 3mg bromazepam, após alguns minutos, ela ficou meio zonza e com fraqueza nos membros. No dia seguinte (4/2/08) levei a minha cachorra ao veterinário, onde ficou no soro (subcutâneo), a vet.receitou gardenal (1/4 – 12 em 12hs), e pediu para fazer uns exames (perfil senil – que será feito amanhã dia 6/2 as 10hs). Desde então, minha cachorra anda meio desorientada, esbarrando nas coisas dando a impressão de estar cega, é raro responder a comandos verbais (como por exemplo ser atendida pelo nome), não está comendo voluntariamente tanto que estou dando água de coco e papinha de neném injetando em sua boca.
Estou com medo de perdê-la! Por favor me dê seus conselhos…

Obrigada!

Thalyta



Thalyta
em

Dra. esqueci de relatar que cerca de 2anos atrás ela teve a doença do carrapato. Será que as convulsões estão relacionadas a tal doença?! Porem as crises so começaram depois de uma ano após a doença!



Isabella
em

Querida…Adorei o artigo e me tranquilizou bastante sobre o caso…

Achamos uma cachorrinha no cemitério em 18/01 e nos encantamos com ela e a trouxemos p casa. Ou seja, não faço idéia de seu histórico familiar. O rapaz q trabalhava lá disse q ela deveria ter naquela época uns 15 dias apenas. No dia 23/01 ela começou a chorar e uivar, fato q me fez levá-la ao veterinário q na época suspeitou de cinomose (o q foi descartado após 2 exames de sangue). Quando retornei com ela p casa, ela teve uma convulsão (babando, ficando com o pescoço mole, olhar vago, urinando e evacuando involuntariamente), o q me levou de volta ao veterinário q aplicou uma ampola de fenobarbital e ficou com ela em observação. Não apresentou novas crises e voltou p casa com acompanhamento da medicação. No dia seguinte te mais uma e não teve mais. Só estava muito sonolenta. O veterinário começou a diminuir as gotinhas do remédio, causando nova crise (após 10 dias voltou a ter crises convulsivas, onde aumentamos a dose). Só q atualmente ela vem apresentando crises seguidas (só hj teve umas 7 – que a gente tenha visto). Aumentamos novamente a dose e agora ela dorme. Eu fico muito nervosa com isso e não sei onde isso vai parar.. Quero tentar o tratamento com homeopatia, mas não sei onde procurar um profissional, se resolve, se estou no caminho certo. Não sei muito o q fazer.
Vc pode dar uma clareada no meu pensamento?
Obrigada pela ajuda e desculpa o desabafo.



Andréia
em

Olá Dra. Synara.
Minha filhota é uma Yorkshire de 6 anos e 3 meses (nasceu em 26/10/2001). Antes de adquirirmos a cadela, procuramos saber sobre a procedência dos pais e acompanhamos o nascimento e o desmame. Procurei adquirir uma filhote dentro dos padrões da raça (ela pesa 3 Kg) para evitar problemas futuros de saúde já tão conhecidos por cruzamentos consanguíneos e de querer “miniaturizar” os cães. Desde filhote ela só come ração Eukanuba ou Royal Canin. Damos todas as vacinas com a devida regularidade, bem como vermífugo, probiótico e etc…
Desde que ela chegou em nossa casa estava habituada a ficar sozinha por períodos longos do dia sem problemas. Eu e meu marido trabalhamos fora, porém em horários flexíveis que nos permitem dar uma boa atenção a ela. No início de 2005 fiquei desempregada, nesse período ela ficou muito mais apegada a mim já que tinha a minha presença constante em casa durante o dia todo. Ela estava sempre comigo em todos os lugares.
Quando voltei a trabalhar em 2006, ela sentiu muito a minha falta e desencadeou uma convulsão num dia que cheguei em casa depois do trabalho (com tremores por todo o corpo, não conseguia erguer a cabeça, dificuldade de respirar e de ficar em pé – não vomitou, não babou e não chegou a desmaiar). Essa crise durou uns 5 minutos (que pareciam horas). Liguei para o veterinário desesperada e levei a Susie até ele que me acalmou e disse que aquilo provavelmente seria um distúrbio causado pelo stress da separação visto que geneticamente ela não tinha histórico de epilepsia e que não havia necessidade de tratamento farmacológico. Ele receitou medicamento homeopático e umas vitaminas e pediu que o procurasse novamente se acontecesse de novo.
Mais de um ano se passou normalmente, porém ela teve uma outra crise leve de 2 minutos (com tremores e um pouco de tontura) há 1 mês atrás. Levamos em outra veterinária para uma 2ª opinião que foi diferente da primeira. Ela me disse que seria necessário sim o uso de medicação (receitou gardenal pediátrico), pois caso não entrássemos com a medicação essas crises se tornariam cada vez mais frequentes levando a outras complicações.
Com 2 opiniões tão distintas fiquei confusa e estou fazendo pesquisas para ver o que é realmente “o melhor” para a minha filhota. Ela sempre foi muito saudável e quero que permaneça assim ainda por muitos anos. Gostaria de saber a sua opinião sobre o assunto, para tomar a melhor decisão sobre medicá-la ou não e fazer o que for melhor para ela. Obrigada!



synara
em

Oi Adriane!

Olha, li com atenção o que me relataste em relação a tua cachorra. Se desde os 4 meses, vomita, tem uma respiração ofegante ( não seria a ânsia do vômito, esse barulho e respiração com “dificuldade”?? Tudo tem que ser diferenciado..até por que não estou examinando a tua cachorra veja bem; Ai, desenvolve ou manifesta a primeira crise convulsiva em situação orgânica de estresse – que é o cio; potencializando esse estresse por outro, pelo horror que é o estresse de um cão nessas estéticas…Uma crise de 20 minutos é muito..para uma epilepsia idiopática…penso nisso também. Convulsão em filhote ou é desvio metabólico, intoxicação, hidrocefalia congênita, trauma, ou alterações congênitas com distúrbios metabólicos associados ou o maldito vírus da cinomose fazendo a encefalite aguda pelo vírus, e não por foco irritativo tardio…a crise foi longa…
Tem uma observação de um colega meu logo abaixo do teu texto, Adriane, u sugerindo a presença de displasia de ociptal em raças miniatúrias..isso pode ser uma causa??? Talvez…pela forma congênita altere o limiar cerebral..
Então…é por ai que temos que pensar. Consulte um neurologista Veterinário..mas dos bons. Ou um colega com uma boa experiência clinica…não precisa ser um “Neurologista Veterinário”…Sei lá. Espero não ter te dado um nó..mais do que ajudado. Raciocinei em cima do teu relato, apenas! Estou procurando mais informações sobre a displasia occiptal, agora. Foi uma luz grande que o colega me passou..agora estou correndo atrás!
Abraço, obrigada pela participação no site.
Dra. Synara Rillo



Synara
em

Meu Deus! Estão me pedindo socorro vocês aqui pelo site, a proposta não é só essa…Vão lendo meus artigos ai…Mas o bromazepan está “detonando a tua cachorra”…ela agora deve estar é dopada pela medicação e na fase de aura da crise pós-convulsiva. Vai falando com o Vterinário para ir ajustando a dose do gardenal de 12 12 horas por um tempo de de no minimo 6 meses…e vão monitorando..Lê o artigo que escrevi de novo, sobre “convulsão em cães”…É dificil para mim transformar o site como forma de consultório..isso para mim é impossivel..Vou apenas os orientando nas suas dúvidas…os ajudo a pensar, digamos assim. Volta no artigo e vai pensando…
Obrigada pela participação no site!
Abraço.
Dra. Synara Rillo



Synara
em

ola Isabela!

Pois é…convulsão é complexo. Vide meu artigo! Vai lendo..te informando..questiona bem o Veterinário que atende a tua cachorra..mas eu não me estresso muito não, com paciente e nem com dono de cão convulsivo… Tem que ir levando…explicando..compreendendo a crise em si…há necessidade de um tempo de ação farmacológica…convulsão não cessa, assim tipo: “Tomou o comprimido de gardenal dele, não incomoda mais!” …Nossa, não é assim, é processo lento..insidioso..que requer paciência do dono e muito mais do Veterinário…por que faze-los, vocês donos, entender que cão é diferente de gente, e que muitas situações estão envolvidas nas crises convulsivas de seus cães…tem cão de raça convulsionando ” à torto e à direito” por ai…sem maiores gravidades..Algumas, sim com algum grau de rudeza dos sintomas…mas calma ai…Quanto menos ansiedade no cão, menos convulsão à ele! Por ai..tb!
Obrigada por acessar o site!
Dra. Synara Rillo



synara
em

Oi Andréia! Vou opinar sem muito embasamento…não vejo o paciente, afinal. Mas enfim. Pelo que descreves é epilepsia , sim. Não é a idoniedade de um canil e teus zelos em cuidar bem do teu cão que não o faz portador genético à predisposição de convulsões! Veja lá! Desenvolveu quando veio um estresse a qual ela não estava habituada que foi esse vinculo simbiótico culposo teu com ela. Ansiedade predispõe ao desajuste cerebral de um cão.
Eu não trataria ainda com gardenal…observaria mais as crises…em que contexto ocorre..? cuidarei tempo de duração de uma crise…intervalo em outra…enfim…depois de tudo bem definido, ou mais evidente pelo menos, teria que ser o custo beneficio de tratá-la ou não.
Por ai, Andréa. Mais me limito a dizer, por razões óbvias.
Obrigada pela participação no site!
Abraço,
Dra Synara Rillo



ariane de oliveira firmido
em

Bom dia! tenho uma cachorrinha nome VIDA – 15 anos – ela acabou de ter uma crise convulsiva. Em outubro/2007 ela teve 02 crises convulsivas, o Dr. mandou dar Gardenal e Diazepan – ela piorou ficava andando sem parar durante horas, deu crise de falta de ar foi um dilema. Corri para outro Dr. que mandou parar com a medicação e passou DUOTRIL, daí acabaram as convulsões ele disse que o problema seriam os dentes que infeccionaram e também, uma infecção no ouvido direito. Ela sofreu uma cirurgia para extração dos tártaros, foi feita uma limpeza nos dentes, continuou durante 10 dias com antibióticos. precisou fazer vários exames antes dessa cirurgia e inclusive, a anestesista veterinária fez o acompanhamento durante todo o procedimento efetuado. VIDA se recuperou mas o Dr. verificou a existência de um polipo no ouvido e disse que seu surgimento se deu devido a infecção. Informou da necessidade da cirurgia para retirada do polipo, porém teria que aguardar 03 meses devido a anestesia aplicada na cirurgia para limpeza e extração dos tártaros que foi realizada no início de novembro de 2007. as crises convulsivas acabaram, mas a VIDA ficou com tiques nervosos, lambendo sempre as patas, com sintomas de ansiedade. Eu fiquei ausente por esses dias, ele ficou com minha filha em casa. (minha filha a ama) e cheguei em casa ontem. Quando ela me viu ficou excessivamente animada, passou o dia choramingando sem motivo,lambendo patas, correndo, totalmente agitada e durante esta madrugada teve uma crise convulsiva. Liguei para o Dr. ele disse para comprar ao amanhecer EPISOL e levar em Veterinário mais próximo para uma avaliação de urgência, isto porque, moro em Valença/RJ e o Dr. no Rio de Janeiro (capital) é muito longe. Nesta madrugada eu no desespero dei 03 gotas de ACEPRAN ( já possuía o remédio em casa) porque quando ele precisou ser vacinada a Dr., mandou dar umas gotinhas antes para ela acalmar. Bem, ela agora está deitada, sonolenta, porém com os “tiques nervosos” nas patas o que faz com que o corpinho acompanhe.Ela não permite que eu saia de perto, senão levanta e vem atrás. VIDA tem por volta de 6KG. Ah! também está com um problema no coração, já a cardiologista que fez exames nela disse que o coração está maior que o normal, precisando tomar FORTEKOR todos os dias, meio comprimido. (EU AINDA NÃO COMECEI COM A MEDICAÇÃO). Bem, fica aqui o meu relato, precisando muito de sua atenção para ciência de informações que possam colaborar para melhoria do estado de saúde da VIDINHA.Aguardo. Muito Obrigada. Ariane – Valença – RJ



Silvana Lemos
em

Olá tenho um poodle de dois anos e meio, a mais ou menos duas semanas ele começou a andar tremulo como um bebado,tropeça e cai.Mas continua se alimentando normalmente,consegue até correr,mas mesmo quando está parado ele fica como se estivesse tonto.Eu não sei se tem algo com o fato de ele ter inalado cimento,ele é muito curioso e fuçou um saco de cimento que estava aberto,o nariz dele até ficou branco,não sei se coincidiu mas passado uns dias ele começou com o problema.Já levei ao veterinário, mas sinceramente ele não foi muito objetivo,passou um remedio dizendo que talvez fosse uma queda,que tinha machucado algum musculo,ele receitou Cort-trat,mas não solucionou em nada ele receitou 7 comprimidos,eu já deu o remedio mas não funcionou meu cão continua andando como um bebum.Pesquisando encontrei este site que é de muita valia para nos que amamos animais de estimação.Espero que a DRA me de uma luz,meu cão é um poodle de 2 anos e meio,6kg.Desde já agradeço.Silvana São josé dos Pinhais Pr.



ANTONIO E ELLEN
em

Obrigada pelos exercícios de reflexão que a Dra. tem nos conduzido a fazer.

Temos duas cachorrinhas beagle, de diferentes ninhadas, e uma delas manifestou uma crise convulsiva em Nov/07 quando tinha 3,4 anos. Desde então o intervalo médio entre as crises tem sido de 15 dias quando ela convulsiona de 2 a 3 vezes em intervalos de aprox. 24 horas. Neste momento então e por recomendação do vet aumentamos a dose de fenobarbital. Hoje ela tem tomado gardenal 50 mg 2xdia mais 420 mg de gabapentina. Ela realizou exames de sangue, urina, ultrassom e raio x do crânio recentemente, não sendo nada detectado. Também conversamos com a proprietária da mãe dela e não houve nenhum outro caso de convulsão na “família”. Por recomendação do vet tentaremos + prá frente também uma tomo. Contudo, li em seu artigo algumas “causas” que podem ser observadas no comportamento ou rotina do animal, e uma me chamou bastante a atenção que é a hipoglicemia. Como ela passava quase 12 horas sem se alimentar, e as crises sempre acontecem no finalzinho do dia ou por volta das 21:00 hs, passamos a fazer um teste tentando dividir a refeição dela em 3 doses diárias. Outro aspecto que também nos chama a atenção se refere a 3 fortes crises de alergia que ela teve, onde ela fica inchada como um sharpei, respiração ofegante e quase ferve em febre, num intervalo de 4-5 meses entre elas, necessitando inclusive tomar fenergan em duas delas e na última ministramos azium. Ainda não detectamos o que pode ter desencadeado essas alergias.

De qualquer forma, continuamos na busca de causas, e aprendendo a lidar com as convulsões de forma a dar o melhor suporte a ela.”

MUITO OBRIGADO

ANTONIO E ELLEN – SÃO PAULO



Victoria
em

Olá, por favor, gostaria de saber quais são as orientações para GATOS com crise convulsiva.
Tenho uma gata que sofreu traumatismo craniano quando filhote e tenho dado gardenal a ela.
Porém ela está muito magrinha e vez ou outra ainda apresenta convulsões.
Tenho dificuldade para dar o gardenal a ela, dou 25 gotas ao dia, acho dificil contar o numero de gotas e a gatinha rejeita o remedio, cospe, dá trabalho medicá-la.
Quando ela cospe o remedio fico sem saber quantas gotas ela tomou e é quando ela costuma ter crise.
Ela também tem apresentado umas lesões na pele.

por favor, quais as orientações para gatos
=^..^=



Ellen
em

Após a leitura de alguns depoimentos e especialmente sobre a dificuldade da Victoria em dar remédio para a gatinha, gostaria de também registrar aqui que no início tive dificuldades em ministrar o gardenal em gotas pois logo minha cachorrinha associou o cheiro à qualquer coisa que eu o acrescentava. Como tive necessidade de aumentar a dose e passar a dar comprimido, passei a alojá-lo dentro da bolinha da ração dela: meu marido comprou uma broca bem fininha e faz um canal bem estreito mas o suficiente para o comprimido caber lá dentro. Misturo-o junto com mais umas outras bolinhas, em pequena qtde para não prejudicar a absorção do remédio e damos à ela. Felizmente esta técnica tem funcionado.

Abraços.



synara
em

Ola Ariane!

Pois é, a história clinica da Vida é ampla, além da idade avançada. Tudo que me relatas creio que pelo menos estão investigando as causas.
Geralmente, quando as convulsões se manifestam no cão já idoso, temos que pensar em disfunções orgânicas e não em epilepsia verdadeira ou idiopática. Quanto aos “tiques nervosos” que ela tem e que pelo que entendi permanecem, me parecem ser o que denominamos de mioclonias ( contrações involuntárias de algum grupos de músculos) na maioria dos casos eles surgem como sequela do vírus da cinomose. Ela sempre foi vacinada para essa doença? Imagino que sim. Embora possa aparecer bem tardiamente esses focos irritativos em áreas do cérebro, ou seja, o animal pode ter sido portador assintomático do virus ( com baixa virulência) na idade jovem e depois vir a manifestar as convulsões. Penso ser interessante fazer um perfil hepático e renal bioquimico ( ALT/ FA/Glicose/ amônia,cretinina, cálcio, etc)pois com essa idade ela pode ter alguma patologia hepática e já uma insuficiência renal.
Quanto as ansiedades que ela manifesta isso pode desencadear ou facilitar as crises convulsivas. O caso dela é complexo para um parecer preciso. Mas acharia interessante primeiro descartar qualquer alteração hepática e/ou renal, assim como se for possivel, alguma patologia cerebral ( tumor?). O próprio pólipo que foi diagnosticado no ouvido interno pode revelar essas alterações todas, embora lesões do ouvido médio tendem a apresentarem sintomas de ataxia motora ( dificuldade de orientação para o caminhar, andar em circulos, essas coisas).
Quanto as ações farmacológicas para controle das convulsões penso que deviam usar em primeiro lugar o fenobarbital e não o Episol ( hidantal) justamente por ele ser potencialmente “tóxico” para o figado e ela é uma cachorra velha, já. Qualquer droga anticonvulsiva de manutenção deve ser usada com cautela, com uso constante e com monitoramento dos efeitos do controle das crises em si, tanto quanto da dosagem. Não dá para usar e parar abruptamente, pois ai corre risco de precipitação de crises.
Como sugeri, siga investigando, se nada for encontrado, conversa com o Veterinário sobre o uso do fenobarbital, talvez associado com diazepam para controlar junto as crises de ansiedade dela. O fato dela ter ficado “tonta” logo após o uso das medicações neurológicas tem a ver com a dosagem; e temos que dar tempo para o paciente ir se acostumando, no inicio tendem a dar sonolência.
Acho que é isso que posso comentar sobre o caso da tua cachorra. E não esqueça que a idade dela é bem avançada para a espécie canina, portanto, tudo fica mais complexo e difícil, pois é um organismo, também debilitado pelo próprio envelhecimento em si. Em tempo: evita o uso do acepran, pois ele é apenas um tranquilizante, não vai adiantar para o que me relatas nela, e tem como efeito colateral hipotensão e ela tem histórico de doença cardiovascular. Tenha cuidado.
Acho que é isso que posso comentar a respeito do caso da tua cachorra.
Obrigada pela participação interativa no meu site. Que Deus ilumine vocês.
Abraço.
Dra. Synara Rillo



synara
em

Oi Silvana!

Apenas com esse relato e sintomas fica bem dificil para mim saber o que possa ser. Ele se mantém sempre assim, tonto e cambaleante ou são crise que vão e vem? Se é sempre, parece ser algo relacionado a ataxia cerebelar, caso seja intermitente, posso pensar em crises convulsivas parciais. Quanto ao fato do cimento…até poderíamos pensar em uma intoxicação…mas não creio muito, não. Mas….?? O que posso te adiantar é que realmente o corti-trat de nada adiantaria , em um primeiro momento, salvo, se estivéssemos frente a um quadro de edema cerebral…e mesmo assim não seria esse corticóide o de eleição para uso. Ele não tem histórico de algum traumatismo?? queda, atropelamento…?? Realmente está muito vago tudo o que me relatas, e não posso te ajudar muito…Tenta procurar um atendimento com Veterinário mais experiente que possa examinar bem teu cão, fazer uma boa história clinica contigo…por ai, minha amiga, mais que isso, não saberia te dizer. De qualquer forma valeu pela participação aqui no site.
Abraço.
Dra. Synara Rillo



synara
em

Oi Antônio e Ellen, muito obrigada por lerem meus trabalhos e fico contente em saber que estou ajudando as pessoas a pensarem e repensarem a relação homem x animal de companhia. Com isso percebo que estou atingindo meus objetivos com essa proposta do meu site, artigos, entrevistas que dou, com meu livro, etc.
Quanto ao que relatas sobre tua cachorra, tudo indica que seja epilepsia idiopática, e com isso a medicação de eleição, em um primeiro momento, é o fenobarbital ( gardenal). Não creio que a hipoglicemia, nela, a raça, seja a causa, pois a hipoglicemia como causa de convulsões, onde não há alterações metabólicas para disfunção glicêmica, é quase que exclusiva na raça poodle miniatura.
O que me chama a atenção, e até me surpreende é o uso da gamapentina em cães ( esse medicação é usada para humanos com transtorno bipolar…coisa que os cães não desenvolvem e até onde sei, pelo menos, não tem ação anticonvulsiva e nem tão pouco na redução da ansiedade em cães…Mas…??
Esse quadros que ela apresenta de edema facial é urticária, e pode ter várias causas, desde ambientais (sol, vento, insetos, etc…) até farmacológicas. Vou te deixar um questionamento: Já pensou na possibilidade de ser reação alérgica a gamapentina?? Essas drogas trazem uma pletora de efeitos colaterais.Creio, que se ela, com essa dosagem de gardenal não está estabilizando as crises convulsivas seria interessante fazer dosagem sanguinea do fenobarbital e ver seu nivel e ação. Outra associação positiva para cães que possam ser ansiosos ajudando a precipitar as crises epileticas são os benzodiazepinicos ( diazepam mais especificamente.) Não acho que vocês terão maiores “respostas” na tomografia…já que tudo indica, a principio, a epilepsia idiopática. O fato de não existir na genética materna e paterna dela de histórico de convulsões não quer dizer que ela não possa ser epilética.
Bom, acho que é isso que posso dizer a vocês, baseada, exclusivamente, nos dados relatados por vocês. Obrigada, Ellen , pela dica, na forma de administrar, bem interessante, comprimidos para os cães.
Grande abraço à vocês e muito obrigada, novamente, pela visita ao site.
Dra. Synara Rillo



Silvana Lemos
em

OLÁ OBRIGADO PELA ATENÇÃO EM ME RESPONDER.A DR QUESTINOU SE O MEU CÃO SEMPRE FICA CAMBALENDO E TONTO SIM,DESDE QUE COMEÇOU OS SINTOMAS ELE FICA TONTO E CAMBALENDO.ELE NUNCA TEVE NENHUMA QUEDA E NEM ATROPELAMENTO.ATÉ ENTÃO ERA UM CÃO MUITO SAUDAVEL.MAS MUITO OBRIGADO POR SUA ATENÇÃO.SILVANA LEMOS.SÃO JOSÉ DOS PINHAIS PR.



cleia lopes
em

dra li e reli o seu artigo o q me tranquilizou um pouco. Tenho um cão SRD de 9 anos e a no começo do mes
teve uma convulsão,eu não vi minha vizinha comentou.ontem de madrugada teve outra fiquei apavorada mas lutei pra me manter calma pois senti q precisava muito de mim, fiz muito carinho e aos pouco ele voltou a normal.Hoje cedo troquei a agua e dei um palitinho,vim trabalhar pois me pareceu melhor.apos ler seu artigo acho que essa convulsão teve como causa intoxicação.lavei meu quintal com criolina e deixei por alguns minutos apos isso foi q aconteceu o primeiro sintoma.o q devo fazer ,fora não usar mais desinfetante ou produto de limpeza muito forte ou com ele por perto o q devo fazer me ajude.



cleia
em

levei meu cão ao veterinario e o mesmo pidiu 3 exame de fezes,sebndo 1 por semana e receitou gardenal 100mg meio comprimido manhã e meio noite durante 10 dias. estou aflita e com medo se oprocedimento esta correto.



synara
em

Ola Cleia,

Olha, como leste no meu artigo, as convulsões têm variadas causas. Não creio, a principio, que a creolina possa ter desencadeado a crise, salvo, podemos pensar, que tenha sido usada uma concentração muito forte e com isso ele tenha “aspirado” e o cheiro forte, o deixou, tonto, e como os animais não têm controle racional das suas sensações e emoções, o deixou “ansioso” demais e com isso ele possa ter convulsionado. Mas acho que não. Quanto ao fato do colega ter pedido 3 exames de fezes em sequência, não saberia te explicar o motivo e associação que ele fez; geralmente se pede exames de fezes seriados quando há suspeita de giardia; mas até onde sei, as giardíases não precipitam convulsões; ou talvez ele pensou em algum cisto hidático ( fasciola hepática, ou alguma tênia ( “Multiceps multiceps”) que podem se alojar na medula espinhal e cérebro. Mas ai o ambiente do teu cão teria que ser em fazendas onde há a presença de ovinos, bovinos e teu cão teria que ter comido as vísceras cruas desses animais. Geralmente, os cães fazem o ciclo intermediários desses parasitas. Outro fator em relação a verminose x convulsão seria a alta carga parasitária levando a anemia e baixa de glicose e com essa hipoglicemia o cão vir a convulsionar. Mas, como hoje em dia, os proprietários costumam manter seus animais desverminados é mais difícil nos depararmos com quadros convulsivos por essa causa. Quanto ao protocolo do gardenal não posso te dizer muito, pois a dose é proporcional ao peso, mas que é a droga inicial de eleição para cães convulsivos crônicos, sem dúvida que é. Mas cada profissional tem sua conduta. Nos meus pacientes velhos ( 9 anos um cão esta envelhecendo, já) que apresentam uma crise convulsiva que eu possa suspeitar clinicamente de disfunções hepáticas ou renais, onde essas alterações metabólicas podem atingir o limiar elétrico do cérebro, solicito esses perfis bioquimicos sanguíneos e analiso bem tentando buscar as causas.
Podemos pensar apenas numa crise isolada, em relação a teu cão e sem maiores evoluções. Acho que ele, o Veterinário foi cuidadoso em já prescrever o gardenal. Eu faria um bom exame e história clinica no animal, daria orientações ao proprietário como agir se retornasse as crises e que procurasse me trazer dados precisos sobre em que cirscustância o animal teve a convulsão.
Acho que é isso que posso te dizer de momento.
Obrigada pela tua participação interativa no site.
Abraço,
Dra. Synara Rillo



cleia
em

Dra. Synara obrigada pela atenção e pena q moro em Santos e não tenho como levar meu querido PITIKO para senhora examinar.JÁ COMPREI O gadernal mas só irei dar a noite ois estarei em casa e poderei observar a reação dele.
MUITO OBRIGADA QUE DEUS LHE ABENÇOE.



synara
em

De nada, Cleia, meu site tem esse objetivo também – ajudá-los a compreender melhor seus animais de estimação, tanto quanto, as questões de saúde deles.
Dra. Synara Rillo



Fernanda
em

BOM DIA Dra Synara
MEU CACHORRO BOBY APRESENTA QUADRO CONVULSIVO QUANDO FICA ANSIOSO, PRINCIPALMENTE QUANDO AS CACHORRINHAS ESTÃO NO CIO.ELE TEM TRÊS ANOS E É MISTURA DE POODLE. FIZ TODOS OS EXAMES DE SANGUE NO 1ºNÃO APRESENTOU NADA E A VETERINÁRIA INDICOU GARDENAL. ELE FICOU MUITO ESTRANHO E AGRESSIVO. NO 2º APRESENTOU NEUTROFILOS,SEGMENTADOS,EOSINOFILOS E PLAQUETAS BAIXAS. O QUE PODE SER ISTO? AGORA ELE TOMA SOMENTE ORGANONEURO CEREBRAL. NO ANO PASSADO ELE TEVE 3 CONVULSÕES SOMENTE ESTE ANO ELE JÁ TEVE 3. ESTAMOS FAZENDO EXAMES PARA SABER A CAUSA. PROBLEMA DE FÍGADO PODE DAR CONVULSÕES? AMEI SUA REPORTAGEM A MUITO TEMPO LEIO A RESPEITO DE MAT´ERIAS SOBRE ESTE ASSUNTO, MAS NUNCA ENCONTREI UMA MATÉRIA DOCE, QUE FALA TANTO PARA ACALMAR O DONO COMO PARA PROTEGER O SEU CACHORRO.



synara
em

Ola Fernanda!

Bom creio que meu artigo está bem claro sobre as causas das convulsões, sei que conseguiste entender bem. A ansiedade exacerbada pode induzir crises convulsivas nos cães, sim; ainda mais sendo poodles, e ele é mestiço da raça.
Meu conselho é que mande castrar esse bicho logo, logo…com isso vamos tirar um indutor de estresse e ansiedade quando as fêmeas entram no cio; e não creio que sejas “vendedora de cachorro”, né? Espero que não!
Mas tenha em mente que a castração na idade que ele estão não trará maiores mudanças comportamentais nele, se por exemplo, for agressivo, e, também, ele já aprendeu, pela via instintiva a detectar fêmas em cio; mas ai se é castrado, apenas vai cheirá-las, talvez fazer umas rápidas e poucas tentativas de monta, somente. Agora, um bicho não castrado com seu instinto “berrando” e com fêmeas liberando feromônios nas “fuças” dele, e sendo impedido de cobri-las, só pode estressá-lo ao máximo!! “Sacanagem” forte com ele, hem?? E saiba que a castração tanto para machos e fêmeas caninas e felinas é o que de melhor podemos fazer para um bem estar animal, já que retiramos a ação instintiva induzida por hormônios. E com a castração dos teus cães estarás, também, prevenindo algumas alterações orgânicas que podem advir das ações hormonais, desde as situações dermatólogicas até as de fundo reprodutivo; no caso das fêmeas, principalmente evitando as chamadas piometras (infecções uterinas) que podem por cios repetidos e sem reprodução trazer danos ao endométrio ( tecido que reveste o útero). Os tumores mamários, só evitaremos em, praticamente, 100% se forem castradas antes do primeiro cio, embora conforme a idade da castração, vamos gradativamente reduzindo esse porcentagem, ou seja, por exemplo, fêmeas castradas aos 3..4 anos de idade vamos ter uma incidência em torno de 70% mais ou menos e assim sucessivamente.
Quanto a tua pergunta se alterações do fígado podem causar convulsões, sim podem, se a via metabólica de depuração hepática estiver muito comprometida, levando a uma encefalopatiahepática, por retenção de solutos que “lesam” o sistema nervoso central.
Quanto a segunda pergunta: esse resultado de baixa da série que se denomina branca do hemograma – que são, em tese, as células de defesa do organismo, pode nos sugerir uma baixa imunidade por inúmeras e variadas causas. Quanto a baixa das plaquetas varia desde uma disfunção hepática, alterações de hemólise ( destruição de hemácias)entre tantas outras doenças.
Espero ter sido clara e ter atingido meu objetivo com tuas perguntas.
Obrigada pelos elogios sobre meu site e pela participação interativa.
Grande abraço!
Dra. Synara Rillo



Marisa Figueiredo
em

Dra. Synara, caiu como uma luva este artigo para mim hj. Meu shih tzu, de apenas 9 meses, teve uma pré-convulsão pela manhã. Durou uns 50 segundos, ele ficou meio endurecido e depois defecou um pouquinho. 5 minutos depis, ele vomitou duas vezes, com secreção da cor amarela. Aliás, ele tem vomitado sempre, tipo 1 vez por semana, há mais de 3 meses. Nunca havia acontecido a convulsão, fui ao hospital veterinário imediatamente e a a vet. tratou com soro, mel karo, buscopan na veia e frutose na veia tb. Só à noite me deixou dar uma papinha da pedigree. Nem água ela recomendou muito.
Não fizemos os exames ainda, mas já to super preocupada, chorei muito, pois ele é como meu filho. Tem um porém: Ele nunca dormiu em nosso quarto, sempre na cama dele. Há 10 dias tem chorado mto., raspa a porta da cozinha à noite, late muito e chama pela gente. Meu marido diz que é para eu não descer as escadas, que etm que deixar ele chorar, pois senao vai querer dormir no nosso quarto sempre. Algumas noites acordo, ligo a Tv para ele e se acalma, mas logo lá pelas 6h da manha começa tudo de novo, há 10 dias.
Me ajude, por favor!!! Será que ele tem tido convulsões à noite e não sabia??? Abs e obrigada… Marisa



cleia lopes
em

Dra. aqui estou outra vez,fiz o 1º exame e não apresentou nada de anormal,continuo dando gardenal meio compr.ao dia,ele pesa 24k.não convulsionou mais até hoje, come e bebe bem as fezes estão mornais e acredito q a urina tbem.tenho tido cuidado com produto de limpeza.BOm estou escrevendo pois a vacinação v10 vence agora em março,posso dar.Até quando vou ter que dar o gardenal?.meu veterinário é muito bom,mas acho q um pouco desatualizado.Ele não me orienta só mandou repetir o exame e continuar dando o remédio.Me ajude.



Marisa Figueiredo
em

Ola Dra., hoje às 3 da manha ele teve outra crise, desta vez sem espumar a boca nem defecar. Fomos so hospital de novo, onde nos exames nao foi detectado nada de anormal, apenas uma doenca renal, grau 2,5 (de 0 a 10). Tomou soro e veio para casa, comeu bem, mas está meio diferente. Está meio lunático, nao quer brincar, nem ficar no sofa como de costume. Ele pode ter sido lesionado neurologiacmente? Abs Marisa



Marisa Figueiredo
em

Dra. Hoje sai do hospital veterinário e a doença renal é a glomerulopatia ou glomerulonefrite. Isto pode ter ocasionado as convulsoes? abs marisa



vinicius
em

ola tenho um schinauzer de 1 ano e hoje ele ele apresentou um quadro muito estranho, ele ficou uns 30 min com um enrijecimento nas patas da frente..logo depois voltou ao normal. o que pode ser?



simone biirk
em

Adorei pois tive esclarecimento sobre a convulsão.

Eu estava curiosa sobre esse asunto pois o cachorro da minha cunhada esta tendo convulsões.

Ele foi achado na rua ele é de porte pequeno.

Fiquei muito satisfeita .



synararillo
em

Ola Marisa, como leste no artigo há várias causas de convulsões, inclusive as causadas por ansiedade ( as chamadas convulsões comportamentais não neurológicas). E estou ficando impressionada como os cães convulsionam, mesmo! Pois esse artigo que escrevi sobre essa patologia é o mais acessado no sentido de me questionarem.
Não entendi o uso do buscopan…que o colega fez, salvo se estava suspeitando de alguma cólica visceral, mas enfim.
Eu acho que teu cão está tendo convulsão, em um primeiro momento, por anisedade de separação do dono. Mas teu marido esta certo, ele terá que se acostumar a dormir em outro ambiente. Para que teu cão aprenda a dormir e respeitar a rotina ambiental da casa e de vocês , não poderão eder a ele em hipótese nenhuma. E penso que tu estás te angustiando com isso, de ter separado ele de vocês na hora de dormir. E vou te dizer uma coisa, se por acaso tu levantas, liga tv , espia ele, assim tu não o está ajudando, pois ele é um bicho e reage conforme sua capacidade de compreensão do mundo. Se cada fez que tu fores lá para vê-lo a noite, tu recomeça o ciclo: presença do dono, alegria do cão, saida do dono, ansiedade do cão; com esse mecanismo tu não vai conseguir fazer teu cão aceitar a separação. Tens que ser firme!! A sensação que dá qunado usamos desse método de não ceder ao cão, é que eles ficam horas!! berrando, e não, os donos é que ficam ansiosos e angustiados e aquilo que dura apenas 10 minutos, por exemplo, a pessoa tensa e com “pena” do animal acha que aquilo é horas e horas…Quem sabe fala com o Veterinário e lancem mão do gardenal ( em dose baixa (1mg/kg )de 12/12 horas por 30 dias. A dose da noite faz ele tomar 2 horas antes de vocês irem deitar; pois o gardenal além de ajudar nas crises convulsivas trará uma sonolência positiva nesse caso dele na fase da separação.
Outro fato, reve tuas emoções e sentimentos, Marisa! Apego demais a esses bichos redunda em dor emocional aos donos e a eles também!! Os bichos são muito diferentes de nós! Eles não devem vir para substituir nossas carências de ser humano. Pensa!!
Te aconselho a comprar meu livro…rs Ali poderás endenter melhor sobre o comportamento canino e as formas equivocadas de relação que alguns donos estabelecem com seus animais! Entra no site da Livraria Cultura e compra por ali. É um livro barato e que poderá a te ajudar a te entender como dona de cão e a aceitar teu cão como bicho, evitando transferências excessivas e erradas.
Ok?? Obrigada pela tua participação!
Abraço!
Dra. Synara Rillo



synararillo
em

Oi Marisa! Resposta dois: Bah…será que é patologia renal??? Um cão jovem assim?? A não ser se for uma doença congênita..Infecção renal??? Será?? Estou achando tudo meio confuso ai…que exames foram feitos? Mas de qualquer forma vou apostar mais na ansiedade de separação desse cão como causa das convulsões…
Dra. Synara Rillo



synararillo
em

Oi Cleia!

Tenta usar o gardenal por uns 60 dias e depois faz a retirada gradual da dose. Se ele voltar a convulsionar…observa o intervalo entre as crises…e se forem, por exemplo, a cda 30 dias..60 dias..de curta duração…não precisas dar medicação..vai levando ele assim! Certo!
Abraço!
Dra. Synara Rillo



synararillo
em

Ola Vinicius…bah cara..são vagos os sintomas…pode ser inicio de convulsão parcial..ou não!! Pode ser nada ou tudo! Assim não consigo saber…Observa teu cão e vê em que cirscunstância ambiental e social dele isso pode ocorrer. Certo. Obrigada pela tua participação!
Dra Synara Rillo



synararillo
em

Ola Simone! Que bom que meu artigo e meu site te trouxeram informações que procuravas e que ficaste satisfeita. Meu objetivo com o site e tudo que posto aqui é para ajudar as pessoas entenderem o universo dos animais de companhia, tanto quanto, a repensarem valores e condutas com seus bichos!
Muito Obrigada!
Dra. Synara Rillo



Marcos Haliski
em

Olá. tenho um pinscher que no dia 30/12 começou a bater os dentes e jogar a cabeça para trás.depois disso só piorou.ele começou a andar em circulos e não reconhece mais ninguém.agora se solta ele no chão ele sai batendo em tudo.coloca ele para deitar fica chutando o ar.Será que isso é convulsão?



RICARDO
em

Me auxilie.
Estava dando 75mg de gardenal pra minha cooker de 1 ano com 10 kg aproximadamente que a partir do ultimo dia 22/fev. convulsionou. Levamos ao vet. que diagnosticou possivel cinomose, naquele mesmo dia demos 25mg de gardenal comprimido e durante a noite ele teve aproximadamente 9 convulsoes, no dia seguinte o vet. aumentou esta dose para 75mg que diminuimos há uma semana para 50mg, mas ela anda muito tonta, sem equilibrio do corpo, dá muitas voltas em torno do mesmo lugar, cai sozinha, ele parece bem desequilibrada literalmente. O vet. diz que pode ser efeito do gardenal em quantidade elevada, mas estou apreensivo. Amanha vou leva-la ao hosp. vet. anhembi/morumbio – Zl de SP. Me auxiliem por favor. Estou muito apreensivo com o estado de saúde da bolinha. Ela não foi tratada com corticoide, apenas com 7 injeções de agrovet com vitamina b12. no 2º hemograma não tinha mais sinal de sinomose. Os olhinhos dela remelam bastante e o vet. não aconselha usar colirio, pois a maioria tem corticoide, o que ele não administra no tratamento.

Me ajudem por favor. 11-8134-6575



Ellen
em

Dra. Cynara,

Esta é a segunda vez que solicito sua opinião. No dia 21/02/08 adicionei aqui um comentário sobre o problema de convulsão de minha cachorrinha beagle. Continuamos com outros exames, desta vez de colesterol (163 mg/dL), triglicérides (199 mg/dL) e a dosagem do fenobarbital (9,6 ncg/ml). Pelos resultados, a veterinária recomendou também o uso do ventrix, mas já ouvimos opiniões de que ele acelera o coração. Pelas dosagens atuais dos remédios (gardenal 100 mg/dia fraccionado em 2 doses de 12×12hs, gabapentina 840 grs/dia fraccionada em 2 doses de 420 de 12×12 hs) e ventrix 1 comprimido fraccionado em ½ dose de 12×12 hs), ela continua tendo convulsões por 2 dias seguidos num intervalo médio de 15 a 21 dias sem crise. Ela está acima do peso (15,4 kg) e temos dado a ração obesity (Royal) há quase 4 meses mas ela não emagrece. Temos controlado bastante a quantidade, mas não sei se por causa do remédio ou da castração ela parece sempre faminta. Também temos procurado sair mais com ela para andar. Agora o veterinário também tem a suspeita de tireóide. É possível por ela não emagrecer ou como causa das convulsões?

A propósito, há algum problema na administração das doses de reforço de V10, giardia e raiva ou até mesmo os remédios para vermes do coração e pulgas?

Obrigada mais uma vez pela sua atenção.

Ellen e Antonio Carlos



Marisa Figueiredo
em

Olá Dra,
Muitíssimo obrigada pelas respostas. Por fim, me desentendí com o veterinário que o atendeu, que o diagnosticou com glomerulopatia. Fiz exames em outros laboratórios e não deu nada… vc acredita?
Deu somente 1 cruz de proteína e no exame de cretinina não deu nada, nada mesmo.
Vc acha que os banhos no pet shop podem dar convulsão? Muitas pessoas nos disseram isto.
Adorei teus conselhos em relação ao cão, estou grávida e não queria mesmo que ele dormisse sem a gente.
Mas agora ele está mesmo dormindo conosco e pude perceber que todo MUNDO dorme com o cachorro de pequeno porte. Aí, t bem mais tranquila com isso. Ele fica lá e aí posso ver o que está acontecendo. Na hora que a aby chegar, ele vai dormir livre, vou deixar tudo aberto e ele poderá escolher onde vai dormir.
Te adorei e teu diagnóstico foi muito interessante.
Um abraço agradecida,
Marisa



synararillo
em

Ola Marcos, pelo que descreve posso dizer que é uma crise convulsiva, sim. Mas terás que procurar um Veterinario para investigarem a causa dela, se for mesmo, evidente. Geralmente, após as crises convuslivas genralizadas epiléticas os animais ficam “desorientados” por algumas horas…Mas penso que devas procurar um auxilio de um Veterinário o mais rápido possivel, porque convulsões e / ou sintomas neurológicos são complexos no diagnóstico. E algumas crise fortes podem ser por intoxicação endógena ( interna) ou exógena ( externa – por substâncias quimicas.
Mais que isso me limito. Obrigada pela participação no site. Abraço.
Dra. Synara Rillo



synararillo
em

Oi Ricardo, complicado isso ai, não? Pode ser cinomose, sim, ou não?? Se for encefalite pelo virus da cinomose e dependendo da virulência da cepa viral ( intensidade antigena, digamos assim do virus), geralmente são crises bem fortes e com grande desorientação pós-crise. Quando um cão convlsiona tantas vezes em curtos intervalos a droga de eleição é o Diazepan endovenoso… que deve ser feito pelo Veterinário para ai depois entrar com o fenobarbital. Acho que essa dosagem para inicar um tratamento com gardenal está alta demais; o comum depois do uso EV do diazepam, se o cão continuar com crises em intervalos maiores – no sentidos de dias ou semanas, ai lançamos mão do fenobarbital ( gardenal) em doses menores ( eu usaria pelo peso dela, para iniciar, 20 mg de 12 horas por 30 dias seguidos, se as crises continuassem, talvez associaria o diazepam oral, em baixa dose ( talvez em relação ao peso dela uns 5 mg à noite). O organismo leva um tempo para formar niveis sanguineos adequados ao gardenal e usando assim em dose altas ele pode nos primeiros dias causar sonolência ( associado , também, a desorientação pós -ictal – convulsão) o que faz com que o animal fique zonzo. E eles, os cães por serem irracionais e, fundamentalmente, sensoriais, não conseguem manter um auto-controle sobre suas reações. Uma pessoa “dopada” , sonolenta, tem consciência dessa sensação e vai deitar. O cão , não, fica mais agitado ainda porque quer caminhar e não consegue.
Se de fato é a doença Cinomose ( geralmente o hemograma acusa uma linfopenia signficativa – não sei qual foi resultado do exame)e se for já portador da encefalite as crise costumam ser bem intensas. Outro fato importante é que o agrovet é uma associação de penicilina/estreptomica e esse último antibiótico temos que ter cautela em seu uso repetido, pois é sabidamente indutora de neurotoxidade podendo levar a lesões de ouvido ( auditivos) e vestibulares ( ouvido interno)que podem lesá-los e causar sintomas de ataxia e desequilibrio. 7 aplicações seguidas ou com intervalo diário ou a cada 48-72 pode já causar neurotoxicidade. Esse efeito vai interferir na marcha do animal, a ataxia inicia nas patas traseiras, depois das dianteiras. A suspensão da estreptomicina vai resultar no desparacimento gradual desses sintomas de efeitos colaterias, completa, porém lenta da função vestibular ( equilibrio dela). Talvez a causa do que relatas deve ser isso…esse usso excessivo de 7 doses de estroptomicina. Quando suspeitamos de cinomose devemos lançar mão do antibiótico quemicetina injetável pois essa tem a capacidade de atravessar a barreira hemato-cefálica protejendo o cérebro das encefalites que podem vir a ocorrer, algumas vezes associo amoxicilina oral , também.
Quanto ao uso de corticóides eu uso sempre em cinomose se não estou com dados de defesa orgânica baixa de mais, pois ele aje como um bom anti-inflamatório no caso de encefalite, e mesmo que o animal esteja sobre baixa imunidade eu cerco bem com essas dois últimos antibióticos que citei. Quanto ao uso de colirios com corticóide usa sem receio, pois ajuda no controle inflamatório da conjuntiva por cinomose e não temos muitos risco de cair na grande circulação, fica mais restrita sua ação na microvascularização da conjuntiva. Outro fato que deves , também, te atentar, é que a encefalite ( pelo discreto edema cerebral que causa por levar cegueira transitória ou em casos mais graves a total.
Acho que devias procurar outro Veterinário e conversar bem com ele e questionar tudo que te coloquei aqui. Se é que é cinomose , mesmo!!?? Meu amigo, creio que te deixei bastante subsidios para pensares sobre o que está acontecendo com a tua cachorra, tanto quanto para questionares e discutir esse caso com o Veterinário. Mais que isso fica dificil para mim, sei que me entendes nesse fato. Não estou vendo, examimando e nem analisando exames feitos. Ok?
Muito Obrigada pela tua participação e continuo a inteira disposição para ires te orientando no caso, se achares necessidade.
Grande abraço meu e vou rezar para que tua Bolinha se recupere.
Abraço fraterno.
Dra, Synara Rillo



synararillo
em

Ola Ellen e Antõnio, por todos esses resultados de colesterol e triglecerideos vou considerar tudo dentro das faixas de normalidade..talvez triglicerídeos um pouquinho alto…mas não podemos nunca analisar esses dados isoladamente e como há uma discreto ganho de pesoe pela castração me atrevo a dizer que são bons esses parâmetros. Com essa faixa de triglicerideios, um dos primeiros sinais bioquimicos para levar-nos a suspeita de hipotireoidimos, é baixa, e sem ela apresentar sintomas de hipotiroidismo, até onde vocês me relatam, pelo menos, não acredito que seja necessario dosar T4 e TSH. E no hipotireidimso não há sintomas de convulsão.
Quanto a dosagem do fenobarbital está numa faixa boa…O que vou continuar insistindo é que não deviam usar a gamapentina em cães, não vai adiantar no controle das convulsões…esse animal ainda vai acabar desenvolvendo doença heática com esse droga. E,vejam bem, quando não estamos conseguindo resultados para controles da convulsão podemos fazer outras associações mais eficazes ao cães. Quanto a medicação ventrix não sei o que é, qual principio ativo e para que serve.
Olha, não devia fazer um “protocolo” terapêutico por aqui, mas vou me arriscar, mas sugerindo que ouçam a opinião de um outro Veterinario, talvez com mais experiência em convulsões em cães. Outro coisa que preciso saber: Por acaso algum de vocês é Médico (Humano)?? Apenas uma curiosidade.
Por tudo que me relatam eu faria assim: Continuaria com o fenobarbital reduzindo a cada a dia a dose dele, até chegarmos na dose de 20 mg de 12/12 horas e associem 5m g de diazepam à noite, depois de 2 horas da segunda dose do gardenal. E aguardem uma estabilização do quadro todo. Mantenham esse protocolo por 30 dias sem mexer nele e vão fazendo um gráfico de quando ela convulsiona e em quais circunstância sócio-ambiental ela apresenta as crises. Para ai termos mais certeza de tudo. Temos outras “cartas na manga” para usar depois desse protocolo como a hidantoina e a primidona. Mas tudo ao seu tempo! E penso que deviam aguardar um pouco para as vacinações…vão com calma..relaxem mais com ela…tudo há de se resolver..verão..e “desencanem” um pouco….porque se ficarem ansiosos demais com ela o animal percebe pelas suas vias sensoriais….e não esqueçam o artigo que escrevi sobre convulsões…há, também o q se denomina ” comportamento convulsivo” nos cães…Acho que é isso que hoje posso dizer à vocês dois. Grande abraço!
Dra. Synara Rillo

vterinarioVeterinario as



Marcos Haliski
em

Obrigado pela resposta doutora.Mas já tínhamos procurado um veterinário e ele nos disse que a convulsão possa ter causado um dano cerebral ao cão.Ele receitou gardenal e foi dado para o cão todos os dias, mas ele não melhorou, continuou na mesma.A convulsão pode causar danos cerebrais?ou será que existe alguma doença neurológica, e por isso o gardenal não faz efeito.
obrigado



Ana Rafaela
em

bom dia dra. sou uma jovem portuguesa que ao visitar o seu site gostou mt. tenho uma boxer com 6 anos, aparentemente saudável,minha mãe disse-me que desde uns meses atras que ela rangia os dentes. no dia 18/03 a 1ªconvulsão e no dia a seguir tambem, as convulsões são só na cabeça o resto do corpo fica quieto/normal. o que poderá provocar isto? agradeço desde já a sua atenção.



João
em

Olá minha cadela da raça Pastor
começou a ter convulsão hoje de madrugada.
E ja procuramos o veterinario e ele ate interno ela

Eu gostaria de saber se ela corre algum risco de vida???
Estou desesperado
=/
espero sua ajuda ate+



Peterson e Aline
em

Compramos uma maltês, que tinha apenas 43 dias, um dia depois que pegamos a cachorrinha ela começou a passar muito mal, vomitando muito, e com muita dificuldade para engolir e dores no abdomem. E o criador nos falou que ela nunca tinha bebido agua, a não ser na papinha.
Gostaria de saber o que nossa cachorrinha tem? porque estamos muito preoculpados ate sem dormir, preoculpados com ela.
Gostaria que nos respondese o mais rapido possivel.

Deste ja muito obrigado



synararillo
em

Ola Marcos, de nada! Olha, dependendo da intensidade e frequências das convulsões podemos , sim, ter danos cerebrais…Mas há que se investigar mais profundamente o caso do teu cão. Pode haver outras causas neurológicas cerebrais que estão comprometendo o sistema neurológico do cão. Tens que, também, te certificar se o cão está ingerindo a medicação; acompanhar junto ao e com o Veterenário a dosagem e frequência do gardenal ou lançarem mão de outras drogas anticonvulsivas associados ao gardenal ou, até, usar outras. Mais que isso me limito. Abraço.
Dra. Synara



synararillo
em

Oi João, calma, desespero não leva a nada! Só te deixará mais ansioso. Se o cão está internado conversa bem com quem o atendeu e tenta ver as causas das ou da crise. Pode ser apenas uma…sem maiores consequências.
Acho que morrer teu cão , não irá, salvo se foi uma intoxicção externas (”venenos”) onde podem ser mais violentas as crises, algumas podem ser fatais se por essas causas que citei. OK? Obrigada pela participação. Abraço.
Dra. Synara Rillo



synararillo
em

Oi Petersen e Aline! Bah..assim é dificil para mim, já fica complicado diagnosticar sem ver o paciente…e sem maiores dados onde eu possa lançar “luz” para questinarem junto aos colegas que atendem os bichos de vocês, mais me limito. Confia no profissional que a está atendendo! Há bons profissionais por esse mundão velho de Deus! Creiam. Obrigadissima pela participação no site.
Abraço aos dois!
Dra. Synara Rillo



synararillo
em

Ola Rafaela, que bom que gostaste do meu site! Isso pode ser uma convuslão parcial..o ranger de dentes…mas precisam observar e investigar melhor.Obrigada pela participação. Abraço!
Dra. Synara Rillo



Patricia
em

Oi, Dra Sinara,
Bom,comprei uma york tem 15 dias,agora ela se encontra com 2meses de idade, so tomou a primeira vacina..Na madrugada de hj ela apresentou uma crise convulsiva,enquanto eu dormia,acordei com o choro dela,peguei-a no colo e ela parou de chorar,mas estava com o corpo mole,não vi crise,mas durou uns 10min..
Liguei para o veterinário,ele veio,aplicou corticoide nela,mas n voltou,depois deu diazepam e a levou p casa dele p acompanhá-la.. Estou muita preocupada dela ter uma sequela neurologica,pois ela chegou a ter 37d temperatura..Nao houve queda,nem intoxicação..ela passou bem durante o dia,brincou e comeu normalmente,e na madrugada teve a crise… Gostaria de saber quais sao as possiveis causas da convulsão e qual a chance de ter dano neurologico… Estou mto preocupada,pq amo demais minha cachorrinha.. Obrigada pela atençao!!



Patricia
em

Bom,sou eu de novo…
minha york não está consciente ainda..
o veterinario falou q ela teve uma hipoglicemia e agora esta com edema cerebral,esta fazendo manitol nela..
queria saber a chance dela sair dessa…
obrigada



synararillo
em

Ola Patricia!

Baseada no que me relatas pode indicar uma crise de hipoglicemia, também – que pode ser causada essa baixa de glicose por não alimentação até as verminoses…ou outras situações disfuncionais metabólica. Apenas um esclarecimento para ti: A temperatura de 37° C nos cães está na faixa normal, pois ela pode variar de 37 até 39,5°C. Se estava dormindo , mais podemos afimar que estava numa faixa boa, pois quando adormecem diminui o metabolismo do corpo e baixa um pouco da média padrão. Isso acontece conosco, humanos também, ao dormirmos. Nossa temperatura corporal é diferente dos animais, a temos mais baixa. Para um ser humano 37 a 37,5°C podemos considerar o que se denomina frebícula. Outro item que quero abordar contigo e deves conversar com o Veterinário que a está atendendo é que existe uma patologia por má formação congênita que se denomina displasia de occiptal ( base do crâneo) comum de ser encontradas nas raças pequenas, entre elas a Maltês; essa patoligia pode causar convulsões. Não tenho experiência com essa patologia, inclusive, vim a saber dela através de um colega meu que postou um comentário no meu artigo sobre convulsões para enriquecer meu trabalho. Leia os outros comentários que essa informação está postada. O colega salienta da necessidade de rx de crâneo e que para firmar o diagnóstico radiológico terá que se ter muito “olho clinico radiológico”, ou seja, experiência. Depois dessa dica do colega tenho procurado estudar sobre esse fato, mas ainda não tenho subsidios fortes para me posicionar sobre essa displasia do crâneo. Até onde pesquisei é bem complicada a situação, se for essa patologia a gravidade é imensa, apenas posso te adiantar isso. Talvez ai esteja a expplicação para a ocorrência de crises convulsivas incontroláveis em raças pequenas. Quanto ao edema cerebral, se de fato existe, o diurético de eleição é o manitol, sim. Se o que desencadeou a crise na tua cahorrinha foi apenas uma crise hipoglicêmica simples ( ele devia, o Veterinário, fazer o que se chama “curva glicêmica” através de dosagens repetidas da glicemia, ajudaria muito para saberem se a crise foi precipitada por hipoglicemia) ela tende a se recuperar; mas essa recuperação é proporcional ao grau do edema cerebral e quais regiões do cérebro atingiu; não esquecendo que um edema cerebral grande num cão filhote é sempre preoucupante em relação as sequelas, pois é um orgão em formação ainda. Certo?
Espero poder te dado a atenção que pediste. Conversa bem com Veterinário e leva esses dados para ele e discutam juntos todo o prognóstico e possibilidades de recuperação. Outra coisa importante que me ocorreu agora: Será que ela não está inconsciente ainda pela sedação através do diazepam?? Ela é uma raça pequeninha, dependendo da dosagem ficam sedados em demasia e por longuissimas horas. Ele terá que fazer testes neurológicos , simples, de reações corporais e fundo de olho para ver e estabelecer o grau de inconsciência que ela está. Bem acho que te deixei bastante luz para pensares e questionar o profissional que está atendendo teu bichinho.
Obrigada pela tua participação no site.
Abraço.
Dra. Synara Rillo



Patricia
em

Muto obrigada, Dra Synara…
Hj vou lá na clínica p ver como ela ta..pq ontem ela tava com hipotermia,mas as crises parecem ter cessado…Só que se não houver melhora acho q vamos sacrificá-la,por mais que me doa essa opção,pq não aguento mais vê-la sofrer…
Gostaria de saber o que a senhora acha disso..
obrigada pela atenção novamente..



Patricia
em

Olá, Dra Synara,
minha cachorrinha encontra-se melhor.
Estive lá na clinica,ela esta mais atenta, responde com o olhar e tenta se movimentar qdo a chamo.. Agora a pouco dei papinha p ela..Agora é rezar p ela voltar logo pra casa e sem sequela, oq isto muito me preocupa..
Muito obrigada



synararillo
em

Olá Patricia! Olha só que coisa boa!! Não devemos agir precipitadamente com nada na vida; temos é que buscar conhecimento e ou esclarecimentos sobre as inúmeras situações que a vida apresenta a nós todos; e se agirmos assim com nossos animais de companhia também podemos ajudá-los mais ainda a serem nossos parceiros de jornada nesse universo belo; embora muitos não o vejam tão bonito assim; mas é, creia; apenas temos que fazer a nossa parte; uma delas é o conhecimento, o questionamento, o uso racional da inteligência que nos foi dado como seres humanos que somos; a outra parte consiste na nossa força interior buscando a paciência, a compreensão das diferenças ( inclusive interespécies), ou seja, o desenvolvimento de todas as virtudes do bem. Com isso geramos o auto-amor, em primeiro lugar, para depois sermos capazes do amor incondicional a todos os seres.
Tu vê, Patricia, eu fiz um explanação bem cientifica ao caso da tua cahorrinha e lá no finalzinho do texto surge minha voz interior a me fazer questionar junto contigo a possibilidade de uma sedação excessiva pelo diazepam usado nela, claro que podemos também pensar que houve o edema cerebral, mas minha intuição mandou finalizar o texto com essa possibilidade; se por ventura foi isso, ela se recuperará sem sequelas. Vamos torcer que sim!
Estou contente por ti e por poder ter te ajudado um pouquinho nessa “empreitada” com teu bichinho de estimação. Que Deus ilumine sempre teus caminhos, Patricia!
Forte abraço fraterno!
Dra. Synara Rillo



Daniela
em

Olá, Dra Synara! Parabens pela materia! mto instrutiva e de grande ajuda, ainda mais nessa hora em que nós nos encontramos tao ansiosos com a doença dos nossos cachorrinhos!

Eu tenho um cão Poodle com nome Chorão de 4anos e 5meses, com 5kg que há 1 semana vinha apresentando algumas pequenas pústulas na pele, principamente abdome. Levamos ao veterinario quarta passada, quando ele fez citologia da lesão, a qual foi sugestiva de pênfigo. Ele prescreveu corticóide (Prednisolona – 2,5mg 12/12h) e antibiótico (celalexina – rilexine 75 – 1cp 6/6h), e pediu que nós observássemos se apareceriam novas pústulas íntegras para que ele pudesse fazer a biópsia. Dois dias dpois (na sexta) ele cruzou (pela primeira vez na vida) umas 2 vezes, e cerca de 3h dpois ele apresentou uma crise convulsiva generalizada. Ligamos para o veterinaio q mandou somente observar, suspeitando de ter sido por causa do estresse provocado pela cruza. No outro dia (sábado) ele teve novas crises convulsivas logo após ter tomado a medicação da manha(6h). O vet mandou suspender as medicações e observar. Porém a noite ele apresentou novas convulsões. Fomos ao veterinario, que prescreveu gardenal pediatrico (10gts) de 12/12h. No domingo, ele passou o dia mto agitado, andando sem parar, em circulos, meio desorientado, batendo em tudo. Na segunda de manha, caiu e teve uma convulsaozinha bem leve. Levamos ao vet novamente e este colheu sangue e entrou com diazepam IV e a noite pediu para diminuirmos a dose do gardenal para 6 gts e associar brometo d potássio xarope 0,7ml par ver se diminuia um pouco essa desorientaçao. No outro dia (terça) o hemograma colhido no dia anterior acusou plaquetopenia(62000) e leucócitos de 8400, sendo 83% segmentados, 9% bastonetes, 7%linfócitos e 1% monócitos. Além disso, foi feito exame de fundo de olho e ele percebeu uma neurite no olho esquerdo, e olho direito normal. Suspeitando de infecção, sendo a primeria suspeita de doença do carrapato (havia alguns carrapatos nele há algum tempo), prescreveu doxifin 50mg 12/12h, além de trissulfin 1cp 12/12h, pela capacidade de ultrapassar a barreira hematoencefalica e combater alguma infecção a nivel de SNC e também um corticóide: cort trat/ázium 1cp 12/12h devido a neurite, e ia mandar suspender o gardenal e permancere só com o brometo. Só que assim que chegamos em casa, chorão teve umas 3 crises convulsivas (abrindo e fechando a boca, salivando muito, e estendedo a cabeça para tras) e voltamos imediatamente ao vet, que o internou, administrando primeiro diazepam IV e a noite iniciando as outras medicaçoes(corticoide e antibioticos, alem de manter o gardenal e suspender o brometo de potassio). Hj de manha, durante nossa visita, presenciamos outra crise convulsiva semelhante a de ontem e novamente diazeapam foi prescrito, sendo mantido agora de 12/12h intercalado com o gardenal. A suspeita de cinomose tambem foi levantada, apesar de ter sido vacinado adequadamente, embora o vet tenha nos dito que algumas das vacinas não eram de boa qualidade pelos rotulos no cartao de vacinaçao… ele continua internado e amanha fara novo hemograma..
Estamos mto apreensivos com isso tudo, nao sabemos o que será do nosso caozinho, queria mto a sua opniao sobre tudo isso, dra, por favor!
Aguardo ansiosamente sua resposta! Obrigada desde já!
Abraços,
Daniela



Patricia
em

Muito obrigada por esta voz de esperança..
Se Deus quiser amanha ela vai estar em casa,tenho fé nisso!!
Muito obrigada mesmo pela atenção..



cristina
em

tem um cachorro fila que encontra-se com cinomose, o mesmo esta com uma lista enorme de medicação mas não vejo progresso. agora ela não levanta-se mais. porfavor posso dar organeuro cerebral, e como devo administra



Fátima
em

Olá Dra Synara,boa tarde!
Bem eu nunca tive um cãozinho.E estou me preparando para levar pra casa um filhote de Sharpei(por sinal uma graça)encontrei este site por estar em busca de orientações para cuidar do mesmo.Moro no Rio de Janeiro.
Bem,não estou efetuando a adoção(não me agrada o termo “compra”)em um canil.E sim com uma familia que possui outros e os “pais” dele.O filhotinho que estou adotando nasceu em 28/02/2008 e eu vou busca-lo dia 20/04/2008.Gostaria de estar informada de que tipo de coisas ou documentação eu tenho que adquirir no ato em que eu receber o filhote.E quais são os procedimentos que tenho que tomar durante a adoção do mesmo.
Fiacrei muito grata se me orientar,pois quero dar muito carinho a este filhotinho e tbm sei que receberei o mesmo.
Aqui no site ja me orientei osbre higiene e alimentação.
Agradeço a atenção e aguardo ansiosa sua resposta.
beijos de luz e uma semana abençoada.



Marisa Figueiredo
em

Ólá Dra.,
Gostaria de saber se os banhos podem desencadear convulsões nos cães. Alguns amigos me disseram que já foram pegar o cão no pet shop e eles entregaram os mesmos mortos.
Abs Marisa Figueiredo



Cíntia
em

Boa tarde Dra.

Eu tenho um cãozinho da raça poodle toy que está com sete anos e meio. Desde o seu primeiro ano de vida ele tem crises convulsivas e começou tomando 5 gotas de gardenal infantil duas vezes ao dia e há vários anos passamos para 15 gotas pois as 5 iniciais não estavam segurando as crises.
Acreditamos que suas convulsões se devem ao fato de que seus pais são mãe e filho.
Ele vive bem mas parece não estar enchergando direito. Isso é normal??
Podemos realizar limpeza de tartáro nele???
Desde já agradeço sua atenção e aproveito para parabenizá-la pelo excelente artigo.
Atte.



Josely
em

Tenho um poodle de 4 anos de idade, ele apresentou a primeira convulsão com 3 anos e 7 meses o que me deixou desesperada. Ao procurar um veterinário ele me disse que o paco (meu cão) sofria de convulsão idiopática e que o melhor tratamento para essa doença seria a castração , pois assim diminuiria a produção de hormônios e consequentemente as crises. Isso é verdade. Será mesmo esse o único tratamento. É um tratamento paliativo ou curativo.
Mande a resposta para o meu e-mail, por favor. Grata.



Francinete
em

Prezada Dra. Synara, preciso muito de seu auxilio.
Minha cachorrinha contraiu a cinomose e por conta disso afetou o neurológico, e ela acabou tendo convulsões. A veterinária prescreveu o Gardenal mas… percebo que, quando ela toma fica mole mas ao mesmo tempo agitada, inquieta, parece que está com mal estar muito grande. Uma outra coisa que está apresentando é um cansaço por horas, ela fica ofegante com a língua para fora, respirando muito rápido, parece que está muito cansada. O que será isso…? a veterinária ainda não descobriu o que seja…
Tire minha dúvida… ela pode deixar de tomar o Gardenal? e quanto a este cansaço o que pode ser…?

estou com muito medo de perde-la…, o que ainda me da esperanças é que ela se alimenta muito bem.
Mas não aguento mais ver ela sofrer, são noites mal dormidas que fico acordada cuidando dela.

Adorei seu site, parabéns pelo trabalho.
Um grande abraço e que Deus a abençõe.

Francinete
11 6969-3072
11 7421-4074



synararillo
em

Ola Daniela! Penso que pelo relato todo vocês deviam é ter mais calma e esperar que esse cão se recupere. Não adianta queremos debelar uma crise convulsiva que me parece ser idiopática ( associada com o estresse) a todo custo. Colocando e retirando medicações.
Saibam que depois das crises convulsivas temos o que se chama fase pós-ictal, onde o animal pode permanecer desorientado por algumas horas até 2 dias. Outro dado importante é que os animais não têm auto-controle sobre suas reações sensoriais; ficando ainda mais agitados quando algo “mexe” com suas sensações, principalmente, as de fundo neurológico que possam alterar sua percepção mais comum do meio ambiente.
As medicações para convulsões precisam de um tempo para agirem,ou seja, fazerem níveis sanguineos adequados para ai provocar uma estabilização mais precisa. Qunato aos exames não podemos interpretá-los isoladamente, e varia muito de laboratório par laboratório…Minha opinião é que mantenham o gardenal ( conforme o peso dele) de 12/12 horas por 30 dias sem mexer na dose. Se for o caso pode-se associar o diazepam por via oral ( conforme o peso dele também – mas procurando a mais baixa dose possivel, já que vai ser uma associação ao fenobarbital – onde o diazepinico entraria mais como função de redução da ansiedade do cão nesse caso especifico.)
Procurem deixar esse cão quieto e em ambiente calmo e com pouco luminosidade; não fiquem ao redor dele, fazendo barulhos e ansiosos a volta dele. Dêem tempo para que esse cão se auto recupere…observem…vejam em que cirscuntâncias ambientais ele desenvolve a crise, sua intensidade e frequência…nessa fase aguda das convulsões quanto mais manejos clinicos pior será. Esperem e tenham calma. Nem sempre, em um primeiro momento, no caso das convulsões, as causas passam a ser importantes, e sim, a paciência e manejos ambientais adequados para que o animal vá se recuperando. Ok?
Espero ter deixado uma pequena ajuda.
Abraço.
Dra. Synara Rillo.



synararillo
em

Ola Cristina! Pois é a cinomose é uma doença “chata” de tratar, pelo sentido que o vírus tem ação múltiplas no organismo, atingindo desde o sistema respiratório, digestivo, pele, cerebral e medular.
Fica dificil para mim dar um tratamento sem ver o animal e saber bem se é a Cinomose a responsável pelos sintomas. Não conheço e não uso essa medicação – organocerebral – portanto não posso me posicionar sobre seu uso e seus efeitos.
Procura um profissional que possa te assessorar com mais destreza frente ao quadro clinico do teu cão. Certo?
Obrigada pela tua participação no site.
Abraço!
Dra. Synara Rillo



synararillo
em

Ola Fátima! Que bom que vai ter um cão; são bons companheiros de vida se soubermos respeitá-los em suas essências animais. Olha, quanto a “documentação” que deves ter frente a um canil penso que não há maiores burocracias…talvez essas coisas de “papelada” de pedigree..mas não sou muito chegada a esses procedimentos todos. Acho que deves ter certeza da idoneidade de quem esta te vendendo o cão ( ou doando), conhecer o meio ambiente que esse cão nasceu, sob o aspecto de higiene, no que vai retundar em boa saúde orgânica e comportamental do cãozinho. De resto procura um colega para iniciar os procedimentos básicos da pediatria; como exames de fezes, derverminações, orientações gerais sobre o comportamento, sobre tuas expectativas sobre ele e depois iniciarem o protocolo vacinal dele. Acho que é por ai! Obrigada pela visita ao meu site!
Grande Abraço!
Dra. Synara Rillo



synararillo
em

Ola Marisa! Sim, pode se o cão fcar sob um estresse grande de confinamento em gaiolas apertadas na espera do banho/tosa; se houver muito barulhos à volta; se os profissionais que dão banho e tosa forem despreparados para um bom manejo ao cão. Os cães podem convulsionar , às vezes, apenas por e sob estresse ambiental/sensorial. Se o cão já apresenta alguma suscetilidade à convulsões independente das suas causas, qualquer estresse maior pode desencadear crises. Quando for procurar por serviços de banho e tosa usa teu direito de cidadã e consumidora de serviços prestados, e pede para conhecer o local onde teu cão será banhado, analisa bem o ambiente, como espaço, higiene, locais de espera, questiona os profissionais sob vários aspectos do banho e tosa, etc. Assim poderá tirar tuas próprias conclusões sobre o local em que vai deixar teu cão para esses manejos todos de higienização. Falar o “povo”, fala!! Devemos não dar muita atenção apenas ao que dizem…”quem conta um conto aumento um ponto”…conhece esse ditado, né? E nesse universo do “mundo pet”, então…o que falam…julgam…criticam…nossa!! E sem embasamento nenhum muitas vezes. Então cabe a vocês donos de cães terem informações precisas sobre o universo comportamental do cão, das suas verdadeiras necessidades de manejos clinicos e higiênicos e, por fim, terem condições de avaliar com bom senso e calma os locais onde seus animais serão atendidos.
Ok? Espero ter te ajudado um pouco com minhas palavras! Tudo contigo, agora!
Abraço.
Dra. Synara Rillo



synararillo
em

Ola Cintia! Creio que se ele possa estar com alguma dificuldade visual deves procurar um veterinário com experiência em ofttalmologia e analisar bem. Os poodles tendem a desenvolverem cataratas na idade adulta e ou velhice deles; além dessa alteração do “cristalino” ocular poder ter outras causas, também, como diabetes, por exemplo. Mas os cães portadores de catarata vivem bem com a baixa capacidade visual. Tendem a se adptarem bem frente ao ambiente em que vivem, usando outros sentidos – que não somente o visual – para suas orinetações. Podem quando mudarem de ambiente, ficarem por uns momentos ou dias novamente desorientados, mas logo voltam a se adptar ao novo ambiente, mantendo bem suas orientações. O sentido visual no cão não é seu sentido maior, digamos, assim. Sua visão é naturalmente “miope” em comparação a nós, por exemplo. O alcance visual deles é de apenas 6 metros à frente. Por isso, questiono smepre se vale a pena operar uma catarata sem complicações ( como a luxação do cristalino) que possam trazer outras patologias, pricipalmente, as de retina, ocasinado ou predispondo ao glaucoma, como exemplo. De resto a cirurgia só é válida se for implantada uma lente no olho – como se faz em humanos – trazendo de volta a capacidade visual de 6 metros ao cão.
Pode e deves encaminhar teu cão para uma limpeza de tártaro, ainda mais nessa idade dele, onde pela doença peridontal ( se estiver associada ao tartáro – e geralmente está) pode ser precipitadora de doenças infeccisoas ao sistema cardiaco (endocardite e/ou pericardite bacterianas) e renal. Certo?
Obrigada pela tua participação no site.
Abraço!
Dra. Synara Rillo



synararillo
em

Ola Josely! Sim, a castração pode vir a contribuir para “diminuir” as crises convulsivas do teu cão com o único objetivo de ser uma retirada hormonal como indutora ou disparadora do comportamento instintivo da reprodução, instinto esse muito forte nos animais, que os fazem, quando frente a fêmeas em cio, entrarem em estresse comportamental e orgânico, principalmente, se não puderem dar vazão ao instinto. Em outra situações, quando podem cobrir tal fêmea, dependendo de cada caso e animal, esse instinto é tão intenso que age sobre seus mecanismos cerebrais, principalmente, se já são suscetíveis às convulsões. Agora, a castração não é a cura de nenhum processo epilético idiopático. Apenas retiramos , com ela, fatores que geram ansiedade orgânica ao cão, que são precipitadores das crises.
Bom, acho que respondi as tuas dúvida. Boa sorte com teu cão! Obrigada pela visita ao site e pela participação.
Abraço!
Dra. Synara Rillo



Fernando
em

Olá!
Gostei muito da matéria!
Estava procurando à respeito pois tenho uma cachorra, Pandora (filha de pastor belga com pai desconhecido) e hoje, teve uma “convulsão” eu acho, pois estava caída de lado, babou um pouco e estava como tendo câimbra, com os membros e pescoço esticados, depois pareceu muito cansada e ainda não está bem, faz cerca de 2 horas que isto aconteceu, vou levá-la ao veterinário na segunda (hj é sábado), será que foi uma convulsão mesmo?
Minha outra cachorra, Meg foi super solidária com Pandora.



Francinete
em

Prezada Dra. Cynara, já havia escrito para a senhora tentando bsucar alguams respostas. Mas acho que não relatei bem o que está acontecendo com minha cachorrinha.
No dia 29/03 descobri q ela estava com Cinomose, ela foi medicada com:
Amoxilina, vitaminas,colirios, alimentação reforçada. Mas acabou tendo convulsão e passoua tomar o gardenal, apareceu com um cansaço, ficava horas ofegante, fizemos Rx e descobrimos q ela estava com começo de pneumonia e um pouco de liquido no pulmão, a veterinaria receitou Azitromicina, nos dois primeiros dias ela melhorou, hoje voltou a ter o cansaço… dificuldade para respirar. O estagiod a cinomose chegou no neurologico, ela está com um tic na perninha, mas ela se alimenta muito bem! e espontaneo… até ganhou peso.
Gostaria de saber sua opnião… quanto ao quadro dela, e se a Azitromicina pode agravar o quadro dela por ser corticoide?
Uma outra duvida.. tenho q viajar a trabalho e vou deixa-la com minha sogra, será q a mudança de ambiente pode afetar, prejudicaro tratamento.
Por favor preciso de seu auxilio.
Um abraço, e aprabéns pelo site, muito interessante e de bastante importancia para todos nós q temos nossos bichinhos.
Francinete



Vanessa
em

Prezada Dra Synara,
Tenho um maltês de 3 anos, que de uns meses pra cá vem apresentando sintomas muito estranhos, os quais meu pai acha que são de convulsão. Preciso de uma opinião concreta pra ter uma idéia do que pode ser e do que fazer.
Quando é dia de “crise”, ele passa o tempo todo molinho, apático. Começa a ofegar e tremer, às vezes fica parado de pé por vários minutos, arfando, sem dar atenção a nada. Ele se deita ou é pego no colo, mas não relaxa, não fica parado por muito tempo. Logo se levanta e anda um pouco, às vezes em círculos, com o rabo baixo e as costas meio arqueadas, pernas um pouquinho tortas. Parece perdido, se virando pra todos os lados. Nenhum desses comportamentos duram muito tempo, vão alternando em questão de minutos.
Em algumas horas ele volta ao normal, mas fica o resto do dia cansado, quietinho. Porém quase sempre ele tem as crises à noite, portanto só fica bem no dia seguinte.
Antes elas surgiam de mês em mês, mas essa semana já aconteceu 2 vezes, não sei exatamente quantas crises ele já teve, talvez umas 5 ou 6…
Em uma delas ele foi levado ao veterinário, que não pôde fazer nada pra resolver, só fez um exame de sangue (que acusou taxa de enzimas alta). Então ele prescreveu Legalon, que foi dado ao cachorro por um tempinho, mas logo desacreditamos e paramos de dar. Desde aí, nada mais foi feito.
O que você acha? Quais exames ele deve fazer, quais podem ser as causas desse problema? É algo de questão emergencial?
Qualquer ajuda será muito bem vinda, agradeço desde já.



Vanessa
em

Reforçando que o veterinário citado acima nem pensou na hipótese de convulsão!



cleia
em

Dra entrei em conctato com a senhora no dia 08/03,e de la pra cá fui diminuindo a dose de cardenal,o ultimo compr. fui dado no dia 20/03. Aparentemente ate ontem o meu caozinho não havia convulsionado, digo aparentemente pois trabalho 12hrs todos os dias e não notei nada de anormal.Ontem por volta das 24hs “ele” teve outra convulsão e me pareceu muito mais forte do q a ultima,desta vez urinou-se e demorou mais tempo para passar.Já expliquei a sra qual o exame pdido e o resultado. Gostaria de saber se há algum exame especifico para detectar o problema e se é mesmo epilepcia, ou se a convulsao e proviniente de alguma outra causa. Quanto a intoxicação descartei pois não usei mais desenfetante forte e o cloro diluo em agua e nao o deixo no local.AMO meu PITIKO E me doi muito ve-lo passar por isso. POR FAVOR ME RESPONDA preciso muito. abraços e ate breve.



synararillo
em

Oi Fernando, tudo o que relataste dá para se pensar com quase certeza q foi um crise convulsiva. Isso porcura um atendimento médico par teu cão. Ah, hoje postei mais um artigo sobre convulsões , talvez encontre por lá – para reforçar teu conhecimentos sobre esse sintomas neurológico -formas de assimilar as crises e em como deves agir em crise convulsivas com teu cão.Certo? Obrigada pela visita ao site.
Synara Rillo
Médica vterinária



synararillo
em

Então, Francinete vamos por parte:

Azitromicina não é um corticóide e sim um antibiótico mais “potente” no sentido que há menos resistência às bacterias em geral – que podem cursar sim como situação secundária ao organimso do cão cinomótico. Ele entrou sim, pela descrição dos “tiques” e convulsão em crise ou fase neurológica; a partir desse fato, penso ser interessante o uso de corticoerapia, sim. Bem monitorada em doses, tempo e redução da dose. E cercar esse teu cão com antibiótico a base de cloranfenicol para que possa atingir niveis de proteção ao cérebro ( esse antibiótico é recomendado em uso quando do virus da cinomose.) Olha, penso que é dificil para mim prever como ele reage frente ao ambiente da casa de tua mae; se ele é bem acostumado, não terá maiores problemas em ele ficar com ela. Se for muito desconhecido o ambiente pode precipar ansiedade e ele já tem foco irritativo no cérbro pelo virus…vai facilitar para surgirem crise convulsivas. Olha só, entra no meu último artigo sobre convulsão – que não esse, claro) que postei hoje. Ali tu podes entender melhor o mecanismo da crise em si..Valeu? Obrigada pela participação!
Abraço
Synara Rillo
Médica Veterinária



synararillo
em

Oi Vanessa! Olha, guria, eu não teria muitas dúvidas que isso é convulsão, sim. Pode ser uma convulsãoo parcial que um dia pode ser genralizada, ou permanecer assim só, na forma da parcial. Bah, Legalon!!!?? Esse remédio é quase nada para corrigir uma disfunção hepática, é tipo um epocler, assim.
Lê com atenção meus artigos e outros comentários que já respondi sobre convulsões que tu vais ter mais condições e subsidios para questionar um outro colega, esse, parece-me que pode ter se equivocado ou não se interessou pelo caso e pelo paciente. Mas cobrou bem, hem? Infelizmente não conheço nenhum colega de Belo Horizonte que pudesse sabê-lo dedicado e competente para poder te indicar. Mas há de existir, guria! E agoras quando fores procurar a opinião de outro, já estará mais preparada para discutir ações de manejo e terapêutica farmacológica, se for o caso. Se está sem grana agora, fica na boa e vai observando essas crises, dimunui os estresses à volta dele, deixe ele no escuro, quieto se recompondo desse mal estar que as crises de convulsões trazem. Tenta observar o que deixa ele tenso no geral da vida dele e procura evitar esses confrontos emocionais nele…se forem muito continuas as crises, eu talvez usasse um diazepinico por via oral com dose de dimuir o limiar cerebral da ansiedade e ter com isso intervalos maiores entre as crises. Não sei se ainda , nessa forma que relatas esse alteração neurológica bem compativel com crises parciais de convulsões eu lançasse mão de gardenal. Um dia talvez se precise usar…Sem estresse! Mas fica ligada nos sintomas do teu cão. Grave, a principio até por aqui não vejo nada!
Gracias pela participação no site! Levou resposta pessoal…apesar do artigo coletivo para as mesmas, ou as quases mesmas, dúvidas de muitos que lêem os artigo convulsões do meu site. Pesou tua simpatia na forma de te expressar-te. Sincera e autêntica.
Abraço.
Synara Rillo
Médica Vterinária



Ana Rocha
em

Boa tarde Dra Synara,
É impressionante a sua dedicação e atenção. Li seu artigo q é muito esclarecedor. Também sou veterinária, mas não atuo na área há alguns anos apesar de amar os animais.
Tenho um gatinho lindo de 10 meses que vem tendo convulsões depois q foi castrado há um mês(ele teve parada cardio respiratória qdo estava anestesiado), essa noite foram 5 convulsões “fortes” e ele fica ofegante durante aproximadamente 1 hora após uma crise. Semana passada foram 4 em um dia…não sei se essas crises são decorrentes da parada cardio respiratória, pois ele já bateu a cabeça algumas vezes (ele é hiper ativo) mas, o fato é q eu estou receosa de começar com fenobarbital por causa dos efeitos colaterais pois o meu “bebê” é um gatinho muito alegre. As crises estão cada vez mais frequentes gostaria q vc me orientasse. ah! na região q eu moro nós não dispomos d muitos recursos em termos de exames veterinários.
Muito obrigada peloa atençao.



Silmara
em

Olá, não sei se podem me ajudar. Gostaria de saber se a doença do carrapato pode causar o glaucoma em cães. Tenho uma cocker preta de 2 anos e meio, e ela teve a doença do carrapato, tratein ela melhorou mas surgiu um glaucoma e estou tratando. Por isso quero saber se tem algo a ver com a doença. Aguardo resposta obrigada.



Elâine Costa
em

Olá, Dra Synara Rillo! Pelo visto a senhora mais me parece uma fervorosa obreira de São Francisco de Assis, tamanha a tua devoção, carinho, interesse e atenção, pois foi isso que pude observar neste preciosíssimo site que acabei de encontrar! Muito obrigada pela excelente profissional que és e que Deus a ilumine e sempre a inspire na tua nobre missão!
Pois bem, se puderes me ajudar, Dra. Synara! Eis o caso: tenho um “border collie” (para mim ele o é indubitavelmente, para outros, SRD!) que o adotei da rua há 1 ano e 5 meses. Dizem que ele deve ter aprox. 8, 9 anos. Em novembro último ele apresentou convulsão típica de sacudir o corpo, babar, enrolar a língua… talvez ele tenha convulsionado mais algumas vezes sem que o víssemos, pois o pêlo apresentava sujeira de baba. Em dezembro ele convulsionou algumas vezes seguidas e o levei ao veterinário, que procedeu exame de sangue que descartou problemas no rim e fígado, e foi descartada intoxicação ou pancadas, ele é vermifugado e vacinado V10 assim que o adotei. E assim ele foi dispensado com gardenal 50mg 1xdia durante 6 meses, quando retornará em consulta e fará novo exame de sangue para avaliar a função hepática. Mas…eu, dona temerosíssima de que o meu amado cão tenha problema no fígado pelo gardenal, por conta, dei o gardenal na dosagem estipulada por 3 meses, que foi quando eu percebi que ele voltou a ter exatamente o mesmo comportamento de antes das convulsões, em seguida, durante 1 semana, dei 1 gardenal 50mg num dia, no outro, 1/2 cp, e agora, já há 1 mês e meio, estou dando 1cp dia sim, dia não… Bom, importante relatar que desde o início do tratamento ele nunca mais convulsionou. Como eu devo fazer para baixar ainda mais a dose para tentar parar com o gardenal? Estou certa? Ou assim se ele tiver outras convulsões vai ser pior ter que começar todo o tratamento de novo? Importante salientar minha preocupação: meu amado Kakau fica sozinho durante 12 horas à noite, pois ele mora no meu local de trabalho ( no meu apto, ou sou eu, ou meu Kakau! ), e temo ele ter crises desassistido! O que faço?



synararillo
em

Ola Silmara, até onde sei não! Glaucoma pode ser consequência de outras patologias oculares, hem? te liga ai! Ainda mais em Cocker. Quando há o glaucoma primário é bastante doloroso para o cão, o deixando muito inquieto pela dor, os olhos ficam avermelhados e dando a impressão de pupila bem dilatada. Portanto, é bem fácil do dono perceber que algo está errado e, geralmente, a crise aguda e inicial do glaucoma exige pronto atendimento de um Médico Veterinário para controlar e baixar a pressão intra-ocular para não trazer cosnequências danosas as outras estruturas do olho. Conversa com algum Veterinário dai e levanta a possibildade de Uveite e/ou Ceratoconjuntivite Seca como agentes primários na doença oftálmica do teu cão. E ver se esse glaucoma não é secundário a elas…Certo?
Abraço.
Synara Rillo
Médica Veterinária



synararillo
em

Ola Ana!
Pois é..não vejo muita relação com o fato anestésico ( parada cardiorespitatória)e as convulsões do teu gatinho. O que mais me parece é convulsão viral pela virus da Peritonite Infecciosa Felina (PIF). Nessa faixa etária tendo a pensar nisso como causa; e se for, o prognóstico não é nada bom. Essas crises ocorrem pelos granulomas inflamtórios que o virus forma nas cavidades, inclusive no cérebro. Essas crises convulsivas costumam ser fortes e com muito opstóteno ( cabeça bem jogada para trás). Se quiseres tentar algo faça corticoterapia com predinsona nele para tentar reduzir o processo inflamatório dos granulomas e o fenobarbital para ir controlando os espasmos cerebrais. A associação das crises com pós- cirurgia é o fator estresse ( que é importante aos gatos essa situação) de tudo que ele passou, com isso, ativando o virus da PIF, onde ele já devia ser portador. Isso é muito comum de ocorrer nos gatos.
Bom, baseada penas no que relatas…gato..idade e convuslão..não tenho como não pensar em PIF!! Mas tem que investigar clinicamente…Acho que é isso que possa jogar de luz por ai…com teu gato.
Abraço.
Synara Rillo
Médica Veterinária



synararillo
em

Ola Elaine! Grata aos elogios! No caso do teu cão acho que devias tirar essa dosagem, em tese, meio sem sentido do gardenal em dias alternados. Faz assim agora para diminuir: 1/2 comp um dia, no outro dia 1/4 por 48 horas; depois 1/8 do comprimido por mais 3 dias seguidos e pára de vez. Essa crise que ele teve pode ter sido uma situação isolada. Observa ele. Olha, se as crises ocorrerem e ele estiver só; nada de maior creio que poderá ocorrer a ele; a não ser o desconforto da crise em si e do pós -crise. E mesmo que tu estivesses por perto, o melhor seria não intervir e deixá-lo se recuperar sozinho e em paz. Se foi descartada toda e qualquer possibilidade de convulsão endógena por desvios metabólicos hepaticos e renais e ainda mais o de trauma, maiores as chances de ser uma epilepsia tardia nele. Por ai!
Obrigada pelo acesso ao site!
Abração!
Synara Rillo
Médica Vetrinária



Denise
em

Encontrei uma cockie preta , linda !Ela tem a patinha traseira encurtada, má formação, e uma epelepsia grave crises fortes e parciais, late uiva,faz parte do ciclo. Se trata com o melhor neurologiste di Rj , o Dr: Alex Adeodatto, tem crise que é normal mas com bom intervalo de tempo , usa fenobarbital e brometo de potássio, eu a amo , minha vida, o dinheiro que eu gasto com ela, é muito bem pago , com muito carinho ela tb me ama. Imagina se ela tivesse ficado na rua? estaria morta. Parabéns pela explicações tão claras e objetivas, mais um recado , não jogue seu animal na rua só porque ele teve crise consulte o veterinário , ele ir´a te ajudar.



synararillo
em

Ola Denize, obrigada pelas palavras de incentivo como um todo. Que bom saber que podes contar com um profissional competente ao teu lado! É..o que abandonam de cães e gatos quando estão doentes; e seus “donos” querendo se livar do que fica mais dificil…esse é o mundo que está se manifestando de forma mais intensa hoje em dia. Egoista e individualista ao extremo, onde vai redundar em danos a outros.
Abraço!
Synara Rillo
Médica Veterinária



Francinete
em

Prezada Dra. Synara, agradeço imensamente por ter me respondido. Estive em Porto Alegre fazendo um trabalho de fotografia e adorei! pena que não deu tempo de visitar sua clinica, que gostaria muito!
Quanto ao caso da minha cachorrinha, piorou um pouco… o fato de eu ter deixado ela na casa da minha sogra, a deixou mais anciosa, a noite ela chorou muito…,a vet falou que é pré colvulsão, e falouq ue a dose do gardenal nãoe stá sendo suficiente, então ela resolveu aumentar a dose do gardenal e associar o brometo de potassio, o que a senhora acha?
Outra coisa, a senhora me sugeriu para dar um antibiotico a base de cloranfenicol, pode me passar o nome do antibiotico para eu comprar?

Mais uma duvida, ela tomou por 28 dias a amoxilina 250mg e por 5 dias a azitromicina (50mg), posso começar a dar este antibiotico a base de claranfenicol? e o figado dela posso dar algum remédio o que a senhora me sugere?
Dra. gostaria muito de poder ir consulta-la com a senhora pois senti uma enorme confiança, então peço que me desculpe por tantas perguntas mas preciso muito do seu auxilio para fazer a coisa certa e assim quem sabe salvar minha cachorrinha. Estou fazendod e tudo para salva-la, todas as recomendações descritas na sua nova matéria em relaçao a convulsões estou tentando seguir a risca. Mas peloq ue eu vi.. ela está em um estagio critico, e precisa mesmo de paciencia e muita tranquilidade para se recuperar, so tenho medo do cerebro dela ficar tão detonado a ponto de não nos reconhecer, ou ficar boba, peço que me oriente melhor para evitar que aconteça isso.
um grande abraço e parabenozo mais uma vez pelos eu excelente trabalho, inclusive vou recomendar a veterinaria que estou indo.
Francinete
11 6969-3072
11 7421-4074



mayara
em

por favor me ajudem…
eu preciso de um exemplode um hemograma de um cão saudável…é p um trabalho da faculdade…estudo na faculdade rural federal de pernambuco…
e o professor pediu p que fizessemos um trabalho e eu preciso dos valores principalmente a quantidade de hemácias, leucócitose plaquetas…
por favor me ajudem..me envie isso ainda hoje…
obrigada



cleia
em

querida DRA Synara,escrevi para senhora dia 24/4,mas ate hoje nao recebi resposta,sei q a senhora é muito ocupada ea sua devoção me emociona e tambem me deu a segurança.O Pitiko voltou a tomar gardenal100ml meio compr. de 12/12hrs. não convulsionou mais, pelo menos q eu presenciei.Assim q eu puder levarei ao hosp.veternario da Faculdade para fazer os exames TGP,TGO.E vamos ver o resultado, por enquanto vou seguir a orientação do Vet. e tambem as suas.Ah! li o seu novo artigo.Sei q este site não é consultorio, mas releve nossa anciedade,é a confiança e segurança q a Senhora nos passa,Nós perdoe o abuso,Deus irá recompensa-la.OBRIGADA



Synara
em

Ola Mayara! Ah!! Uma estudante buscando ajuda assim pela internet não é legal, não, guria!! Tem que buscar esses dados todos e estudar muito em livros!! Há bibliotecas nas faculdades, saiba disso!! Internet é vaga demais para essa forma de pesquisa! Um conselho de quem já cursou essa faculdade há muitos anos atrás!! Te liga ai!! Estuda bem!!
Abraço dessa futura colega! E desculpe pelo puxão de orelha – mas mereceste!
Grande Abraço!
Synara Rillo
Médica Veterinária



Synara
em

Oi Cleia! Bah,me passou teu comentário do dia 24/04!! É que são muitos e vou respondendo por ordem de sequência…e vou para um artigo..volto para outro…e vai entrando comentário…Bah! fico zonza às vezes! Mas procuro atender a todos, na medida do possivel. E sem falar nos e-mails que chegam sem serem postados por aqui. Mas evidente que por conduta que fiz dou preferência pela postagem no site. Prefiro respostas e ajudas abertas a todos que acessam o site.
Mas vamos a tua resposta: O Pitiko pode eventualmente vir a ter crises convulsivas se ele for epilético idiopático – sem causa conhecida, mesmo recebendo os medicamentos para controle da mesma. Tenho pacientes que convulsionam 1 x por mês, de forma rápida, e muitos desses casos nem uso medicação.Não é um horror todo esse lance de convulsões que os cães apresentam. Vai lendo meus artigos e tendo a assessoria do colega que trata do teu cão que tudo vai dar certo! Fé em Deus, né??
Eu tenho paciência, sim, com as ansiedades dos meus clientes e de todos aqueles que me solicitam ajuda; mas não “compactuo” com elas, quero ajudá-los, donos de animais de estimação, a vencerem esse sentimento que é bem negativo em nós. Ok??
Obrigada pelas palavras de incentivo que sempre deixas por aqui!
Grande Abraço!
Synara Rillo
Médica Veterinária



cristiane
em

Ola dra. tenho um mestiço de pincher que tem 5 anos desde os 3 anos ele tem ataques epileticos, tinha ataques esporadicos e o veterinario receitou gardenal , passei a dar 6 gotas de 12 em 12 hrs, a uns 9 meses ele teve um ataque forte seguidos de varios ataques e convulsao, ficou internado e depois disso melhorou ai no outro dia teve ataque mas leve e depois disso ficou com alguns problemas ele nao para de andar difcil ele deitar e ficar quieto ai o vete aumentou a dose do gardenal para 17 gotas, hj estou gravida e gosto muito dele ele esta tendo ataques quase todos os dia 2 vezes ao dia, e me assusto acho que tem que deve haver um jeito de controlar os ataques, ele nao fez nenhum exame nem controla o gardenal como mesmo vi escrito ai que deve ser controlado, estou achando que o procediemnto dele nao esta correto o cachorro pesa 4 kg, ele tinha receitado diazepan junto mas deixava o cachorro mais eletrico o efeito era contario entao tiramos. Por favor me de uma dica do que devo fazer.
obrigada.



Synara
em

Ola Cristiane, o que posso te ajudar nesse caso é que imediatamente troques de profissional. Ou esse colega não tem experiencia clinica boa ou está desinteressado no caso. Não é complicado tratar – controlar – a epilepsia em cães, mas há que se ter paciência e muito conhecimento comportamental do cão e suas interações de ambiente e com seus donos, sendo, em tese, as drogas as que menos importam em determinados casos. E vejo, pela quantidade de “ajuda” que me pedem por aqui que o que os colegas mais fazem é aumentarem doses sem muitos critérios de avaliação e observação sobre as reações comportamentais envolvidas; que pode ir desde a manifestação das fases da convulsão ( pré e pós) que precisam ser bem interpretadas nas reações dos cães convulsivos até situações em que os cães ficam “dopados” por dosagem excessiva, esquecendo, esses profissionais, que o fenobarbital que é o principio ativo do gardenal é, também um sedativo, e os animais sedados demais, sonolentos ou dopados ficam desorientados e não têm capacidade de um auto-controle das sensações desconhecidas aos seus sentidos, como temos nós, humanos. Com isso tudo pode haver confusão ao proprietário para saber diferenciar a convulsão em si ( sua manifestação clássica) do restante das reações que permanecem.
Tenho vontade de ajudar a todos, mas sei que não é com dosagens e seus controles que vou ajudá-los. Minha abordagem com meus pacientes convulsivos epiléticos é muito especial no sentido que trabalho no proprietários essas questões todas, deles poderem reconhecerem as crises em si e tudo que está envolvido no quesito desorientação sensorial. Para teres uma idéia, apenas, na sua maioria meus pacientes que são portadores de epilepsia fazem pouquissimo uso de medicações ( ou até não usam). A complexidade no tratamento das crises convulsivas nos cães advém desses fatos todos que te cito e não da patologia em si. Me entendeu?? Espero que sim! Lê com bastante atenção os 2 artigos aqui postados sobre convulsão, lê as várias respostas que dou ás pergunats que me fazem que vais poder tirar elementos para que possa usar de manejos adequados a um cão convulsivo padrão, assim como tirar elementos para questionares os profissionais que atendem ou virão a atender teu cão. Realmente, não tenho como particularizar cada respsota com o objetivo que vocês procuram aqui no site, que é a conduta terapêutica. E olha que já me atrevi a ver isso em alguns comentários. Mas não dá mais!! Já escrevi meu segundo artigo dizendo isso e até colocando ali que não vou mais responder sobre esse problema em particular a cada um dos donos de cão epilético. Mas sem resposta ninguém fica por aqui, mas me limito a cada dia mais.
Abraço! Grata pela participação no meu site!
Synara Rillo
Médica Veterinária



Rafaela
em

Olá!
Tenho uma poodle de 2 anos e meio, de pequeno porte.. Ela teve três crises que duraram de 60 a 90 segundos, os intervalos entre as crises foram grandes. Duarante as crises, ela perde os movimentos e treme muito. Ela também lambe uma região por muito tempo, as vezes até chamamos a atenção dela para parar. Gostaria de saber se devo me preocupar ajuda veterinaria. E se as crises podem piorar com o tempo.

obrigadaa!



Fabiana
em

Olá, tenho uma labradora de 8 anos com 34 quilos que tem displasia e toma medicamento pra isso (Rimadil e osteocarte plus). Ela sempre teve muito medo de foguetórios. No dia 08/05 agora ela teve uma crise que nunca tinha visto, veio do pátio entrou porta a dentro parecia um furacão gritava muito e corria de um lado para o outro, se urinou toda e logo após fez cocô também,estava muito ofegante parecia que o coração ia sair pela boca, liguei pra vet. dela apavorada, dei um osso que ela gosta muito para roer e até que ela se acalmou um pouco, mas ao passar 30 minutos deu outra vez a mesma coisa. A vet. veio e deu Diazepam retal e uma dose de Gardenal. Ela se acalmou e hj toma 1 comp. de Diazepan de 5mg por 5 dias e meio comp. de Gardenal 100mg por 30 dias. Noto também que ela só quer ficar onde eu e meu marido estamos, parece a nossa sombra. Será que isso que deu foi uma convulsão ou foi um medo terrivel que ela teve, pois estamos de obra no pátio e na hora que deu tinha uma serra muito barulhenta ligada e teve um foguetório rápido no meu bairro. Medo ela sempre teve mas assim nunca tinha visto. A vet. dela disse que foi convulsão. Obrigada.



Synara
em

Ola Rafaela! Sempre é bom dar uma conversada com um Veterinário, fazer uma avaliação. Essas crises podem ser isoladas ou podem ocorrer de novo. Em cada situação a crise pode voltar com intensidades e frequências diferentes. Quanto a essa lambedura excessiva pode ser desde uma patologia de pele, uma ansiedade ou, até mesmo, uma forma de sintoma convulsivo. Creio, que seja adequado procurar um Veterinário, sim. Certo?
Obrigada pela participação no site!
Abraço.
Synara Rillo
Médica Veterinária



Synara
em

Ola Fabiana! Olha, pelo que descreveste me parece mais uma crise de “susto” e pode ter haver junto um quadro de dor aguda e intensa , já que é displásica. E os animais quando são pegos de surpresa por algo que lhes aflige os sentidos ( dor, medo, susto, etc) e dependendo do temperamento ( condicionamentos frente a essas situações) podem entrar em “descontrole” emocional sensorial) agem exatamente dessa forma que relatas. Não penso, pela minha experiência que isso seja sinal de convulsão. A aura pré-ictal não ocorre com tão forte ansiedade assim…Acho precipitada essas condutas terapêuticas todas…Mas???
Valeu pela participação no site.
Abraço.
Synara Rillo
Médica Veterinária



valeria
em

Olá Synara.
Tenho uma cachorrinha maltês de 8 anos e 1,5kg. A primeira crise foi quando ela ainda era um bebê, uma criança deixou ela cair no chão e imediatamente começou a convulcionar. No início os intervalos eram de até 6 meses, diminuiram para dois, um e agora são uns 3 por mês. Ela é cardíaca também e toma 1/2 comprimido de fortekor diáriamente. Quando entra em convulção, levo imediatamente a uma emergencia próxima a minha casa. Eles aplicam diazepam e em minutos ela relaxa. Começam com 0,5ml e vão aumentando até dar resultado.
Qual a dose máxima para o peso dela? Um vez ela tomou 1ml e ficou muito angustiada e tonta. Tenho medo de uma parada cárdio-respiratória.
O Diazepam já foi aplicado de várias formas, qual a menos agressiva e dolorosa?
A uns 3 meses, passei a dar para ela meio comprimido de Diazepam diariamente, mas parece que não mudou nada. Acha necessário dar continuidade ao comprimido ou devo somente medicar nas crises? Você acha que é possível eu aplicar o diazepam em casa? Acontece que no caminho para o veterinario acabo dirigindo um pouco rápido e acabo passando para ela minha ansiedade. Acredito que em casa ela se recuperaria ainda mais rápido.
Obrigada.
Um abraço, Valéria



GUIMARÃES
em

Olá como vai.espero que a “vidinha”se recupere plenamente.do seu amigão Guimarães.
21-9982-3389



Leonidia Hernandes Garcia Santos
em

Dra Synara, estou tão desesperada que corri pra Internet e encontrei este site que não sabia que existia.
Espero que a Dra me oriente.
Tenho um poodle que irá completar (se Deus quizer) 12 anos em 18/06/2008.
Ele sempre teve muito tártaro. Uma vez mandei fazer uma limpeza na veterinária e ele teve uma parada respiratória. Fiquei apavorada e não fiz mais a limpeza.
Então os dentes foram amolecendo e caindo.
Em fevereiro último ele arrancou com as patas os caninos, sangrou um pouco e teve convulsão.
Levei a veterinária e além de ele começar a tomar 1/2 Gardenal por dia, ela disse que ele teria que fazer duas cirurgias. Uma plástica nas enormes cavidades que ficaram com a falta dos caninos e a castração, já que ele tem os testículos internos e um deles já é um grande tumor. Eu fiquei com muito medo e tbem sem dinheiro, não fiz.
Ele melhorou bastante e eu fui parando de dar o Gardenal.
No último domingo Dia das Mães ele convulsionou por umas duas horas seguidas. Eu dei o Gardenal, e ele ficou totalmente caído.
Chamei um veterinário em casa na segunda a noite e ele trocou o Gardenal por 1/2 Episol a cada 12 horas. No dia seguinte o Lord levantou, mas nem eu nem ele dormimos mais. Levei ele pro meu quarto, deito com ele num colchenete, mas ela caminha meio cambaleando e até caindo, a noite e o dia todo, come e bebe compulsivamente tudo o que lhe ofereço, não levanta mais a perna pra fazer xixi, tem convulsões bem pequenas, (só com a cabeça) e na noite de hoje, além de fazer xixi a noite toda, andar, começou a babar ininterruptamente.
O Veterinário disse que não se tem muito a fazer e quer esperar um mês para fazer as cirurgias.
Teria algum medicamento além do Episol que pelo menos fizesse ele dormir ???
Muito obrigada por existir. Um abraço.
Leonidia



synararillo
em

Ola Valéria! Penso que não há necessidade, a principio, de a cada crise ela ser medicada com diazepam EV. O mais indicado, pelo que relatas, seria mantê-la com gardenal constante, numa dosagem de 3 gotas de 12/12 sem mexer nessa dose por uns 30 dias e ver se ela consegue estabilizar com essa dose. Falo sem mexer para que haja tempo do fenobarbital atingir bons niveis sanguineos para depois ver se há necessidade de aumento dessa dose. O diazepan isolado, na forma de comprimidos não atua como anticonvulsivo e sim como redutor da ansiedade que pode preciptar crises. Em tese, usar diazepam EV, não há riscos maiores de parada cardio-respiratória. Acho que era isso que posso te dizer. Faz assim, tb, lê meu outro artigo que escrevi aqui que é: ” Como há convulsões em cães!!!” que lendo com a devida atenção terá subsidios para entender melhor essa sintomatologia e de como agir com mais propriedade com tua cachorrinha, certo?
Grata pela participação.
Synara Rillo
Médica Veterinária



synararillo
em

Ola Guimarães! Não entendi muito teu recado..Mas imagino que esse comentário tenha sido postado com o intuito de ser um apoio a pessoa de nome Ariane que postou o problema da cahorrinha Vida aqui. É isso?? Pois, realmente não te conheço. E como os comentários são dirigidos a mim, ao que escrevo aqui, só pude entender teu recado assim. Se for isso, também sinta-se a vontade para fazer do meu site forma de dar apoio as amigos que aqui postam suas dúvidas e ansiedades sobre seus animais de estimação. Ok?
Abraço.
Synara Rillo
Médica Veterinária



anadia
em

bom dia dra, por favor me ajude. Tenho uma cadelinha (Ilhasa Apso) de 3anos.mantenho todas as vacinas em dia inclusivel a do verme do coração e gripe.O meu problema é o remedio de verme,já fiz de tudo,mas todas as vezes q ela toma,ela vomita.Já dei um dia antes,DRAMIM, CHOFITOL e nada. Ontem tentei novamente e 2horas depois do comprimido, ela vomitou tudo.o q posso dar?. Como evitar os vermes?.Ah! isso so acontece com o remedio de verme.Obrigada,abraços Anadia



Synara
em

Ola Anadia! Olha, os vermifugos são importantes , sim, de serem aplicados aos animais; mas cada caso e situação de ambiente vai variar na frequência da aplicação. Se as fezes estão bem, sem muco, sem sangramento e se não vizualizas nenhum parasita, acho mais conveninete solicitares, através de um colega um exame de fezes. Se der tudo bem, não administra vermifugo. Muitas vezes esses cuidados em “excesso” estressam demais esses bichos!!
Mas acho que dependendo do comprimido que usas e da forma que administra ( garganta a baixo e puro) ela acaba tendo uma irritação esofágica e ou gástrica e natural que depois vomite. Uma pergunta: O colega que atende tua cahorrinha não te explica tudo isso?? Não te orienta em como dar um comprimido para um cão?? Isso me deixa a cada dia que passa mais convencida que os colegas exercem a profissão com enfoque demasiado humano aos cães e gatos e nada sabem das suas naturezas animais no que se refere a manejos.
Vou te deixar uma dica para dar vermifugo, quando necessário, veja bem! Deixa tua cachorrinha 24 horas sem comer absulutamente nada – nada mesmo! Isso tem como intuito provocar a fome nela. Depois desse periodo, pega uns pedacinhos de salsicha de frango e dividi o comprimido em 4 partes e coloca bem no fundo do pedaço da mesma e a cada 10 minutos dá cada um dos pedaços que contém os comprimidos partido. Com isso ela vai ingerir pois estará faminta, o comprimido estará “revestido” em meio a um alimento trazendo menos chances de irritação gástrica. Mais 10 minutos depois oferece a ração ou comida que ela está acostumada para ela saciar a fome em si. Não fica com pena dela por ficar em jejum por apenas 24 horas. Com os cães e gatos temos que manejá-los mexendo nos seus sentidos sensoriais, senão não dá certo!! Ou achas que ela vai entender que é para o bem dela tomar o vermifugo, e ai ela “sentará comportadinha na tua frente abrirá a boca e depois aceitará um copo com água para bem ingerir o comprimido?? Não, né?? Então, temos que agir com eles conforme suas capacidade de compreensão do mundo. OK??
Vou insistir, enquanto os colegas apenas receitarem e não ajudarem vocês donos de animais a manejarem seus animais em essência vão estar apenas “brincando de serem médicos com os bichos”!!
Abraço!
Synara Rillo
Médica Veterinária



anadia
em

Ola dra Synara, em primeiro lugar muitissimo obrigada pela orietação,realmente nenhum dos vet, me passaram isso.olha q ela já teve 4. Um quando bebe,outro no primeiro cio, e outro q fez a castração e a acompanhou
por case um ano e uma q tem acompanhado todas as vacinas e vermifugos.A cleia tem razão de falar tão bem de VOCE,nossa! muito obrigada,prometo lhe enviar o resultado.Que Deus e todos os espiritos de LUZ te abencoe e te conserve assim. obrigaduuuuuuuuuuuuuuuuuu.



Luciano
em

Dra Synara,

Venho pedir sua ajuda, pois temos uma cadela de porte médio, diagnosticada pelo médico veterinário da nossa cidade como epilética. O problema que ela passou a ter crises de convulsão após 1 ano de vida, e vem piorando a cada dia, ou seja, no momento ela tem crises todo mês, por volta de 5 a 6 crises com intervalos de 3 a 4 horas.
O nosso veterinário receitou Gardenal (12 gotas – ela tem 12 kilos), não adiantou muito, ela continuou tendo convulsões no mês seguinte, então ele mandou continuar com o Gardenal + Episol (dois comprimidos por dia durante 1 semana) depois mandou reduzir p/ meio comprimido na semana seguinte até acabar. Vale resaltar que quando ela tomou o Episol, parou de ter crise. Exatos 30 dias depois, e qdo cortamos o Episol, ela voltou a ter crise, ou seja, + 7 crises com intervalos mais curtos. Teve 1, seis horas outra, 5 horas depois outra, e pela manhã com duas horas de intervalo. Eu e minha esposa não sabemos mais o que fazer, pois o veterinário ñ nos indicou outro medicamento, nas crises ele aplica um injeção de Diasepan e manda continuar com o Gardenal e Episol. Não podemos conviver assistindo nossa tão amada cadela ter essas fortes crises todo mês, 6,7,8 crises em pequenos período de horas.

Vale ressaltar que essa cadela nos pegamos para criar com aproximadamente 1 mês de vida com verminose aguda e ficou internada por dois dias e teve crises de convulsão neste período por causa disso e qdo ficou curada da verminose, veio a ter convulsão somente após 1 ano de vida.

Desde já agradecemos muitíssimo e fique com Deus!

Luciano e Vanessa.



Synara
em

Ola Luciano! Meu amigo, estou beirando ao desânimo de tanto comentários que me solicitam para o controle efetivo das crises convulsivas nos cães; vocês têm que ler com mais atenção os dois artigos postado sobre esse assunto no meu site e junto ainda lerem os comentários que faço a outros com o mesmo problema que vocês passam com seus animais, pois ali encontrarão elementos que os podem ajudar e a que possam questionar mais os Veterinários que atendem seus cães. Se o atual não está acertando procura outro profissional!! Creia, não é má vontade minha, basta ver a quantidade de comentários postados nesses artigos que já respondi. Acabo me repetindo!! Tenho percebido que quem procura na internet sobre essas situações de convulsões nos seus animais acabam achando meu site e devem ler rápido e depois postam seu pedido de socorro para mim. Não é assim… calma…eu não posso resolver tudo para todos, vontade não me faltaria de poder ajudar a todos! Mas falta-me tempo e tenho limitações por não estar vendo esses cães, não os conheço como donos desses animais – pois manejo muitas as emoções do donos para com isso vocês se acalmarem e saberem agir com segurança frente a essas situações. Certo??
De qualquer forma obrigda pela participação!
Abraço!
Synara Rillo
Médica Veterinária



Alexandre
em

olá drª, tenho um cão que teve convulsão qdo jovem e agora com 13 anos teve outra, da 1ª vez tinha uma cachorra da vizinha no cio e o meu cão é muito agitado, agora da 2ª vez ele tá tomando maxican(acho que é esse nome mesmo), porque sente dores na junta, a dor seria uma causa da convulsão?
Desde já obrigado e parabéns por essa iniciativa.



synararillo
em

Ola Alexandre! Por extrema agitação por fêmea em cio perto dele e ele sem poder dar vazão ao instinto pode, em algumas situações, levar a quadros de profundas ansiedades no cão, com isso podendo precipitar crises de convulsão. Sobre a questão da dor…só se for uma dor muito intensa, mesmo!!! para um cão convulsionar…por dor articular creio que não.
Abraço.
Synara Rillo
Médica Veterinária



Inês Martinelli
em

Acredita que eu li todos os casos (problemas e respostas)? E seu artigo também, que é muito bom.
Tenho uma maltês de 11 anos (completados em dezembro), que em novembro/07 ‘trombou’ com uma porta de vidro e em decorrência, teve um AVC. Inicialmente não foi devidamente diagnosticado como tal – o veterinário do Pet Shop onde ela tomava banho semanalmente diagnosticou como um tipo de labirintite (levei-a no dia seguinte, ao observar que ela não conseguia subir nos sofás, o que sempre fazia, e apresentava a cabecinha levemente pendida para um dos lados). Como o veterinário disse que o remédio faria efeito em poucos dias e após 5 dias não havia qualquer melhora, muito pelo contrário (começou a apresentar alguns tremores na cabeça, quando se estressava), procurei outro veterinário, este especialista em neurologia (por indicação de uma amiga veterinária). Foi solicitado imediatamente uma tomografia e o resultado pendeu para um AVC. Nessas alturas eu já estava apavorada: ela apresentava um dos lados do rostinho paralisado (olho E) e a cabecinha bem tortinha. Começamos o tratamento com Citoneurin, Thiomucase e Vertix. Um mês depois ela já estava quase boa de todo, apenas a cabecinha que continuou ainda levemente tortinha. Ocorre que ontem (26/05) ela ao se encontrar com um outro cachorro grande de que não gosta, se estressou e começou a tremer (o corpinho). Minha funcionária pegou-a imediatamente no colo e trouxe-a para casa. Hoje (27), após voltar das necessidades matinais, eu estava trabalhando no computador quando ao ouvir latidos de fora, ela reagiu latindo também (o que sempre fez). Entretanto, ouvi um barulho e disparei para ver o que era e ela estava tendo uma convulsão: o corpinho todo se batendo no chão. Peguei-a abraçando mas a crise levou alguns segundos ainda (que me pareceram horas, claro!). Ao passar, voltou a ficar normal, como se nada tivesse acontecido. Entretanto, nós ficamos sobressaltadas a cada vez que ela latia, com medo que o fato se repetisse. Não consegui consulta ainda, mas estou a-pa-vo-ra-da! Porisso busquei artigos na internet e descobri que isso (convulsão em cães) é mais comum do que eu pensava. E ‘devorei’ seu artigo. Pode ser seqüela do AVC? Noto que ela chacoalha muito a cabecinha, o que antes só fazia ao se levantar. E está com o rabinho baixo. Ah, e fica como se a ‘mastigar’ algo, repetidas vezes, fazendo aquele barulhinho na boca. Está se alimentando normal (é ‘esfomeadinha’), come toda a ração (Eukanuba senior). O que te parece?
Beijo,
Inês



Inês Martinelli
em

Dra.: só a título de conserto: além do Thiomucase e do Vertix, a Rebecca tomou também Meticorten (e não Citoneurin – este foi receitado, pelo veterinário do Pet Shop, antes da tomografia).



Nilma
em

Dra. Synara
Me interessei pelo seu site, pois estava pesquisando sobre o medicamento Epizol.
Tenho um cachorrinho que se chama Ozzy, raça Cocker misturado, ele tem 3 anos e começou a ter convulsões antes de completar dois anos.
Levei ele na veterinária que cuidava dele e ela receitou o Gardenal de 50mg 1/2 comprimido a cada 12hs sem passar nenhum exame.Essas convulsões começaram a aumentar e a dosagem de gardenal foi aumentada. Quando eu me mudei para outro bairro, começei à levá-lo ao hospital para ele ser medicado, até que me recomendaram uma especialista em neurologia, ele fez todos os exames e em dois se constatou uma leve hidrocefalia e um problema no fígado ele tem Encefalopatia Hepatica, o gardenal que ele tomava foi suspenso e aí ele começou a tomar Brometo de Potássio e Meticortem, mas a convulsões continuaram, troquei de veterinário ele suspendeu o Brometo e o meticortem, pois o meu cachorrinho estava com o fígado muito inchado.
Atualmente ele toma Depakene 500mg, mais o remédios para o fígado que são o Lactulona, Legalon e Metiocolim B12.Ele não come carne vermelha, a ração dele é Hepática, ele come carne de soja com legumes, sigo todas as orientações, mas mesmo assim ele continua tendo crises de convulsão. Agora o veterinário pediu para eu dar Epizol ou o Diazepam, para ver se controlamos as crises.
Gostaria de uma opinião da Dra.
Existe outro medicamento?
Ah! Ele é muito ansioso também.

Um abraço
Aguardo seu retorno
Grata
Nilma



Synara
em

Ola Leonidia! Me passei na ordem das respostas. Pulei o teu comentário. Mas aqui está ele: Olha, em primeiro lugar, não entra nessa de fazerem “cirurgia plástica” nas cavidades dentárias do teu cão!! Isso é conversa!! Se os dentes já cairam por estarem com doença peridontais graves onde houve infecção de toda estrutura do dente e do osso, nada há mais a fazer. E essas “enormeessss cavidades” cicatrizam ao natural !!! Ainda mais mucosa, cicatriza bem rápido. Pois é, esse teu cão devia comer muiitaa porcaria para ter esses dentes todos cheios de tártaros. Outra: parada respiratória não é impedimento para novas condutas anestésicas em cães idosos como é o teu. Nem toda parada respiratória no transcuros anestésico é grave; se o cão estiver entubado, com oxigênio entrando e com anestésicos seguros para animais velhos, pode ocorrer, uma breve parada respitória, e ai o profissional bem experiente e seguro vai manejando a conduta anestésica, diminuido o agente anestésico..aumentando o oxigênio…por ai. Eu se fosse tu mandava limpar toda a boca do teu cão o mais rápido possivel, pois ele pode estar desconfortado com algum dente – e muitos cães ficam ansiosos com isso e tendem a levar as patas na boca tentando tirar o que esta lhes incomodando. Com isso podem ficar muitos ansiosos e virem a convulsionarem por estresse…ainda mais a raça poodle!! Outra situação que relatas é o fato de ele ter os testiculos retidos – bom, de fato pode evoluir para um tumor. Mas como sabem que evoluiu para um tumor?? Fizeram uma ecografia??? Quanto aos outros sintomas depois da última convulsão e de terem entrado com Epizol ( essa medicação foi lançada pelo mercado da Veterinária para uso em convulsões nos cães e agora tem colega ai receitando à revelia!!! Baseando-se apenas no informativo técnico!! Não pode ser assim!! E os estudos aonde ficam?? E o conhecimento de neurologia e sua farmacologia onde ficam!!! ) pode ter certeza que doparam teu cão…Epizol é hidantoina mais diazepam!! Não deve ser usada nunca como a primeira droga de eleição para convulsões em cães!! Meu Deus, esses colegas não estudam, fico “apavorada” com a falta de despreparo na minha profissão!! E vocês donos dos bichinhos é que se virem ai, né?? Pobres de vocês!! E, possivelmente, isso é que fez ele se urinar todo ( diazepam é relaxante muscular) e aumentar o apetite e a sede, a hidantoina provoca isso.
Eu te orientaria o seguinte: procura um colega com mais experiência e que saiba “correr riscos calculados” dentro da medicina, pois ela não é uma ciência exata, então riscos vamos correr sempre…Faz uma eco bem feita…analisem bem se é um tumor testicular que ele tem ( ou uma próstata aumentada??) e procedam de uma vez nas condutas cirúrgicas!! Extraiam os dentes que estão afetados…”consertem” de vez esse cão…ele já está velho..ou arrisquem e equilibrem a vida dele ou tu vais ficar “louca” com esse cão convulsionando Leonidia!! As convulsões não são impedimentos para cirurgias!! Façam um bom exame de sangue ( pela idade) dosem ureia/creatinina, Fosfatase Alcalina e um exame de urina padrão para verificarem a função renal dele pela densidade da urina tb, não só pela dosgame da ureia e creatinina. Com eses exames basicos podem ter um perfil do estado hepático dele tb. E para deixar tudo bem completo um rx de torax básico pela idade dele. Quem sabe tem uma Insuficiência cardica já pela idade avançada, e com isso vão tratando ele, dando mais condições e qualidade de vida. Penso que se ele já está velho pela idade de um cão Leonidia, então, ou ofereçam qualidade de vida a teu cão correndo esses riscos calculados como falo ou tu vais sofrer junto com ele por essa situação toda de “dúvidas”. Certo?? O que posso te orientar e dizer sob o que relatas e me pedes orientação é isso. Desejo muito que tudo dê certo por ai e com teu cão.
Abraço.
Synara Rillo
Médica Veterinária



Alexandre
em

obrigado drª pela resposta, agora ele está bem melhor, tá tomando gardenal, está mais esperto, as vezes ele se desequilibra um pouco e está alimentando-se melhor, espero que não tenha mais essa crise!! abraço…



synararillo
em

Ola Inês! Olha, em cima de tudo que me relataste, tendo ainda uma tomografia cerebral que atesta o AVC e com resultado positivo ao tratamento penso que tudo esteja indo bem. O que acho pelos sintomas todos apresentados – minha opinião, apenas, veja bem, é que o que causaram os sintomas pós- trauma é que o mais provável é que tenha ocorrido uma lesão na região temporal da cabeça onde fica a estrutura neuróloga cerebral denominda de sistema vestibular ( onde fica o ouvido interno tb) estrutura essa responsável pelo equilibrio e posturas normais da cabeça; e os sintomas são bem esses que relatas. Dependendo da reação inflamatória no local pode atingir alguns nervos que irrigam o olho, trazendo alterações visuais e algumas paralisias faciais. E as medicações usadas foram corretas para resolver tal caso – tanto é que ela está bem. No meu ponto de vista, apenas no relato que me trazes, creio que os sintomas não seriam compativeis com AVC, e que essas pequenas “hemorragias” cerebrais possam ser achados acidentais por ela já ser velha. Salvo se o colega que interpretou a tomo ( e digo isso pq tomografia é muito recente na Veterinária e ainda há certa “dificuldade” na boa e vasta interpretação das imagens)localizou esses pequenos derrames, edema?? ou isquemia??? nessa região que te citei ai. Mas isso é o que menos importa, agora, né?? Ela está bem, então tudo certo!
Não creio, a principio, que as convulsões que ela agora apresenta sejam sequelas disso tudo, pela área afetada (embora traumas cranianos possam depois de um tempo trazerem situações de convulsões, sim)geralmente, hemorragias ou isquemias brandas não levam a quadros convulsivos e sim outros sintomas cerebrais. Penso mais em estresse e ansiedade para ela ter feito essa crise agora , de convulsão. E Maltês, ainda!! Eles são muitos “agitadinhos”! Não vejo maiores preoocupações…OK? Obrigada pela participação no site!
Abraço.
Synara Rillo
Médica Vterinária


Fatal error: Maximum execution time of 30 seconds exceeded in E:\vhosts\synararillo.com.br\httpdocs\wp-includes\comment-template.php on line 583