“Cães, Donos e Dores Humanas”


                                     Fotos do livro e outras 015                

 Escrevi esse livro a cinco anos atrás. Permanece atual no seu tema. Vale a leitura!

  Antes de pensarmos em proteger os animais de companhia no real sentido da palavra, precisamos abrir nossa consciência para nós mesmo e para entender a situação comportamental dos cães. Caso contrário, padecerá pela mão do próprio dono e por todo o sistema comercial que os envolve.

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Fotos do livro e outras 016   Trechos do livro: “  Uma parte desafiadora para que questionemos juntos: a função e a expressão social do cão tão próximo a nós, como vive hoje. Quase humanos os cães. Sem conseguirem, no entanto, ter a consciência e o poder de optarem e fazerem suas escolhas, além do que permitem suas condições de seres vivos (…) “.

” A relação com o dono era muito diferente do que é a de hoje. Geralmente os cães tinham uma casinha de madeira ou um galpão ou uma área coberta externa da casa, onde dormiam, se higienizavam-se e continuavam sendo sociais, pois tinham que defender seu território, dar alarde, se não por pessoas mal intencionada chegando, anunciando a presença de visitas ou de qualquer pessoa que se dirigisse a casa” (…)

“Temos que urgentemente desmistificar o cão como um ser totalmente imprescindível ao homem nos nossos dias (…)”.

” E haja cão para amenizar a soldião (…) E há tanto cão próximo ao homem dividindo espaços, que passamos a identificar a presença de odores nele e no meio ambiente habitado por ele, que diferem dos nosso cheiros humorais e que, a muito de nós, para essa convivência mais próxima, torna-se inaceitável (…)”

” Vamos aprender a conviver verdadeiramente com a espécie e não transformar nossos cães em bibêlos, exalando perfume de uma forma, muitas vezes, exagerada” (…)

” E há uma tendência dos prestadores de serviço de fazerem seus clientes crerem que quanto mais banhos e mais perfume, mais fácil será conviver com o cheiro do cão. Precisamos trabalhar com mais coerência e com maior orientação aos proprietários sobre o porquê, como e quando lançar mão de banhos (..)”

“Muitos pensam e se iludem, que seus cães os amam e, principalmente, que os compreendem – afinal: “vive atrás de mim, não me diz que sou chato com determinado humor, que posso estar errado frente à determinada situação ou fato, não se importa se dou um chega pra lá  mais abrupto, ou seja, ele não me cobra nada! “. Quer, aparentemente, melhor maneira de ser compreendido? Mas isso é ter uma convivência passiva, sentimentalmente falando (…).

” É preciso ter em mente que uma boa orientação é aquela que, nos dias de hoje, consegue ver o cão em particularidade de ambiente e de dono; e nesse caso especifico da pulga, a venda ética é a que oferece o produto baseado em todo o histórico e manejo ambiental que podemos obter através das informações que o proprietários nos passar. Para determinado cão, por exemplo, o produto A pode ser suficiente para o controle do parasita e ter um preço mais acessível do que o produto B. (…)”

” A  humanização, aliada ao confinamento que tendemos oferecer aos cães nos dias de hoje, é que podem desequilibrar as expressões da natureza canina. A propaganda que alardeia os beneficios do cão junto ao homem faz com que as pessoas exijam dos cães aquilo que eles, muitas vezes, não são capazes por condição de espécie.(..)”

“Solidão  devora feito fera esfomeada. Esse é o medo maior dos homens; esse é o abismo que todos nós tememos cair – o vazio – que se traduz por certo tédio no viver. Solidão devora o cão tanto quanto a nós humanos. E somos responsáveis, na mesma medida, pela nossa solidão e pela solidão  que impomos aos cães, quando os elegemos como compensação para o nosso vazio existencial”(…).

” O ser humano sofre porque nega a si mesmo no seu processo de individuação e, se não possui condições de saber quem ele realmente é, do que gosta, do que sente, das suas necessidades pessoais e genuinas, se vive iludido consigo mesmo, continuará desesperadamente buscando a felicidade como algo palpável e buscando muito nas projeções que faz com quem se relaciona, inclusive com seu cão. (..)”

 Comprem o livro para entenderem na íntegra  a mensagem que passo. Boa leitura.

5 Comentários


Mara Lucia
em

Estimada Dra.,

Li e reli teu livro. O tenho como guia de conduta com meus animais e, creia, hoje eles são, visivelmente, mais felizes e saudáveis em sua vida animal, dada a minha mudança de atitude e melhor compreensão das suas essencias de bichos. Nada mudou em afeto;ao contrário, hoje convivemos muito melhor e muito mais integrados. Obrigado Synara querida, pelo teu inesgotável dispor em ensinar o que é amor pelas espécies . Popi,Ringo (in memorian )e Sofia te agradeçem e eu também .Beijo e abraço fraterno.

Mara

Obs. A Celeste também manda abraços e muito carinho



Synara
em

Oi Mara!! Que bom tê-la por aqui! Saudades de ti. Não esqueço da tua mão estendida para me ajudar a seguir meu rumo ( vide compra dos quadros) quando saí de Porto Alegre. Boa cliente, se revelou amiga e conseguiu – consegue – compreender minha luta na proteção dos cães e gatos.
Celeste??? Saudades dessa grande amiga que tenho!! Onde ela anda?? Me passa o fone dela direto pro meu e-mail. Nunca esqueci dessa minha funcionária, foi mais que funcionária, foi uma mãe, uma irmã que me acompanhou por um bom tempo nessa minha luta na vida. Manda uma abraço cheio de saudade e gratidão para ela. Mas me envia o fone dela. Vou à Porto Alegre final de Outubro e quero muito revê-la. Podemos combinar e nos encontrarmos também, Mara.
Beijo!
Synara



Mara Lucia
em

Com muita alegria farei isso, Synara.
Celeste está trabalhando comigo nas sextas-feiras e fica guardando minha casa quando viajo.È um ser humano da melhor “cepa” e volta e meia prendemos o laço a falar em ti com enorme carinho e admiração. Ela quer muito de ver e eu também gostaria de compartilhar do encontro. Estou te respondendo e imaginando a emoção dela quando eu mostrar teu texto amoroso. Quão é bom é a lealdade e a dedicação de uma amizade sincera que nem a distância compromete. Mui contente por nós ,
Beijo e muitas alegrias

Mara



Carlos Flávio
em

Synara!!
Aonde vou, tenho levado às pessoas a sugestão para que adquiram o seu livro, que traz uma mensagem carregada de forte emoção, verdade e poesia. Vivemos em um momento onde os valores e princípios sofrem uma enorme agressão da parte do relativismo moral, levando pessoas a uma elevada perda da consciência sobre limites e de respeito para como o outro. Animais sendo usados, como: bengala, apêndice ou outro elemento qualquer como mecanismo de fuga, onde “Muitos animais, foram transformados em vítimas presentes, por estar nas mãos de pessoas vazias.” Novamente parabéns pela obra.
Carlos Flávio B. Da Silva – médico veterinário



Synara
em

Oi Carlos Flávio! Bom te ter por aqui. Grata sempre pelo apoio, desde o lançamento do lviro conto com teu apoio e carinho, mais contente fico em receber essa confiança como constante…É verdade, essa relativismo é ponto crucial na atual sociedade, não apenas na questão da presença dos animais de companhia ao lado do ser humano.
Grande abraço!
Synara


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