” O duro inicio da profissão”


Contar os “causos” vividos no trajeto da minha profissão foi uma proposta que coloquei aqui no site, e um desafio de misturar as emoções sentimentais humanas inseridas ao contexto do atendimento aos cães e gatos.

Creio, que através da leveza na forma textual, tendendo ao riso – ou ao quase trágico – que se caracterizam os “causos”, posso testemunhar o quanto somos todos semelhantes, nós , humanos, nesse pitoresco turbilhão sentimental em que a vida nos coloca.

E foi uma das grandes dores emocionais e sentimentais que senti quando da ocorrência do “causo” que agora vou lhes contar. Foi quando, mais uma vez, me fiz a derradeira pergunta: – “O que é que eu tô fazendo aqui!?” Por que escolhi essa “maldita” profissão de Veterinária??” E sigo, vez que outra, me fazendo essas perguntas, ainda.

Evidente que os conflitos mais significativos no caminho do exercicio profisisonal aconteceram quando eu estava no inicio desse trajeto, recém formada, começando a voar. Época do acontecimento do que vou relatar agora à vocês:

Três anos de formada e estava em Passo Fundo clinicando na profissão. A essa época eu estava casada, começando a vida como um todo. E como sempre fui muito dedicada e leal à profissão escolhida, não recusava trabalho, abraçava todos os tipos de casos, sem nem mesmo me importar se pudesse ser domingo o dia de trabalho. Em plantão direto.

Pois foi num desses domingos que meu telefone tocou às 8 horas da manhã; era um chamado para atender uma cachorra em parto distócico e que a dona estava em pavor por isso.

Essa senhora falava tanto no telefone e tão rápido, e eu estando tonta pelo acordar com o som estridente do telefone, fui pegando a história em tópicos: ” cachorra dando cria…não consegue parir…to apavorada…corre aqui…o endereço é …pega reto estrada de Marau, 1km e dobra a direita…depois tem uma lomba….no meio da lomba.” E desligou o telefone.

Nisso meu marido acorda e pergunta – já brabo – se eu iria sair para atender até num domingo. Eu, já de pé, respondo: -”E eu tenho escolha?” Peguei minha maleta, chave do carro, óculos escuros para esconder a cara de sono, entrei no meu fuquinha ( 1.600 à àlcool , 2 carburadores – que me levava para tudo que era canto) e fui direto. – “Estrada de Marau…acho que dobro à esquerda…e a casa fica à direita…ou ao contrário?” Fui indo…com calma… e ai vejo a tal rua com lomba ( e que lomba! chão de terra..)…bem no meio da lomba a casa, pensei… …e ia procurando pelas indicações que a senhora havia me dado pelo fone. Quando olho para a direita vejo uma casa de madeira, com movimentação de pessoas, 2 janelas abertas…Parei o carro…nisso vejo uma mão me acenando de uma das janelas, indicando que era ali. E depois um grito: “Tu que é a tal da Veterinária”!!?? É aqui, oh!! Nossa cachorra vai morrerrrr!!! Vem!

Eu morrendo de sono…olhei em direção à casa e e exclamei: “Onde eu fui me meter…!” Toquei o carro mais à frente buscando o meio fio para estacionar. Desliguei o carro…fechei vidros…puxei minha maleta que estava ao lado no banco e saí do carro. Nisso, apareceram 3 mulheres que abanavam os braços na porta e gritavam em direção a mim: ” Corrrreeee elaaa vaaiiii morrerrrr!! o cachorro tá trancado!!!!

E eu tenho pavor de burburinho a minha volta, parece que me desconcentro, e naquele momento ainda tonta do acordar brusco em uma manhã de domingo, me desconcentrei mesmo.

Bato a porta do carro, chaveio, e começo a subir uns metros de lomba ( por que havia deixado meu fuca estacionado um pouco abaixo da frente da casa) e, então, ouço uma voz logo atrás de mim, uma voz masculina, calma, humilde no seu tom. ” Moça, esse fuca que tá descendo a lomba é seu?” Olhei para ele, e sem entender a pergunta, disse: “Como? ” E então ouço as 3 mulheres em coro: Olha o fuca ai!! O fuuccaa tá descendo a lombaaa!! Me virei de um lance só e sai descendo lomba abaixo, atrás do meu fuca. Consegui chegar junto à porta dele, só que eu não conseguia acompanhar o ritmo da velocidade que ele começa a ganhar, e não acertava a fechadura. Resolvi, então, subir na abinha lateral da porta para ganhar firmeza na chave; me pendurei no carro. E nada de eu conseguir; vejo que o senhor que havia me perguntado se o fuca que descia a lomba era meu, vinha acompanhando, calmamente , a descida do fuca. E então disse, com sua voz humilde: -”Ah, não pega mais.” Vai descer disparado.” Não fazia um gesto para me ajudar. Sei lá o que ele podia fazer para parar o carro, mas enfim…aquelas palavras me apavoravam . Olho, então, para frente – e eu pendurada ainda no carro e ele ganhando velocidade, já estava bem acelerado – e vejo 2 rapazes subindo a lomba, e não deu outra, comecei a gritar: – “Me ajudem! Segurem ele! Segurem o carro!! De imediato vi aqueles 2 caras se atirando na frente do fuca, e com a velocidade que já havia adquirido, eu via aqueles homens patinando os sapatos, e o fuca indo com força em direção a eles. Nisso o meu “amigo” humilde que seguia assistindo a cena, e agora caminhando mais ligeiro para acompanhar a descida do carro, disse, meio esbaforido pela caminhada rápida: – “Vaai atinngirirr aa a casaa.” E depois ouço os rapazes gritando: – “Desce por que se não tu vai junto!” E um deles me puxou e soltei-me da porta; foi quando vi realmente o carro indo em direção a uma casa. A rua da lomba era bem mais alta em relação às casas e essa ficava bem de esquina, justamente na direção por onde descia desgovernado meu fuca.

Tudo acontece tão rápido, em segundos, minutos, quando estamos frente a uma situação de alta adrenalina; e nesses minutos, da descida até a parada trágica do meu fuca, pude ver com nitidez crianças que brincavam no pátio lateral à casa, direção por onde o carro desgovernado e veloz ia. Dessa imagem nitida sai um estrondo e vejo o carro invadindo o pátio e se chocando com uma parede de concreto.

O impacto emocional que me invadiu teve uma magnitude em meus sentimentos que me desnorteou por uns bons dias. Na hora eu levei às mãos à cabeça e chorava dizendo: – “Eu matei as crianças!” Me senti totalmente responsável pelo acontecimento como se houvesse culpa pelo fato. E a culpa é um sentimento algoz demais e faz doer. Enquanto pessoas corriam, gritavam, choravam – por que virou cena de tragédia- eu chorava parada e atônita pelo acontecido. Nisso, vejo o “amigo” humilde vindo em minha direção. Parou na minha frente, mãos nos bolsos, bem calmo, me disse: – “Não pegô as crianças. Ninguém morreu. Mas o cara da casa disse que vai lhe pedir indenização; pegô no banheiro novinho dele…levantô as paredes faz pouco. E já chamô a policia.”

Essa acabou sendo a melhor frase do “amigo”: – ” Não pegô as crianças.” Nesse interim, estouro da tragédia até chegar a policia, deu tempo para as moças da casa que solicitaram meu atendimento Veterinário, se aproximarem do local do acidente. Quando dei-me por conta havia uma mulher às minhas costas que me deu um tapa-empurrão no ombro e disse: ” Tá, e ai?? E a cachorraa ?? Como ficaa??Tá se espremendo…com o filhote trancado…não vai atender??” E eu, totalmente abalada, confusa por tudo, respondi: -”Moça, olha o que aconteceu?? Isso é sério demais.. eu sou responsável pelo acontecimento … envolve policia..tenho que depor aqui diante dos fatos… E ela, já com cara de desaforada e querendo encrenca: – “E ai a cadela morre, lá, a Dona Isolda vai tê um treco!! Não mesmo!! Trata de ir lá!! Tu não é Veterinária?? Vai deixar o bicho morrrerr?? Me pegou literalmente pelo braço e me levou em direção à casa onde se encontrava a cachorra. E fui junto, quase sem opção.

Fizeram-me entrar pela lateral da casa, em direção a um pátio comprido e bem arborizado A casa de madeira era grande, com janelas laterais, que estavam abertas, e pude ver que haviam várias mulheres lá dentro, que caminhavam, conversavam, uma estava junto a um fogão, parecia que preparando café. Continuei seguindo a mulher que me levava até o local onde estava a cachorra parindo. Cheguei ali e encontrei uma mulher mais velha, judiada e mandona que me viu e disse: -” Se minha cachorra morrer, tu vai ver! ” Eu estava tão em choque que não respondi nada. Fui até a cachorra, fiz o exame clinico, puxei o filhote trancado, cortei o cordão umbilical, puxei a placenta, fiz algumas perguntas sobre hora do incio do parto, se era o primeiro, idade, essas coisas que ajudam a identificar sinais de distocia. Tudo respondido, acalmei a senhora dona da cachorra e disse que se dentro de 3 horas não nascesse mais nenhum cãozinho que chamassem outro Veterinário, por que eu não poderia mais assumir o parto em face das circunstâcias todas. E me dirigi à saida. A dona da cachorra não convencida, disse que não acreditava no que eu dizia e que eu tinha que ficar ali até o fim…e bla´..blá..blá..blá… e ai eu respondid, para não me encrencar mais do que já estava: – “Tá bom, então, vou chamar meu colega que faz estágio comigo e ele fica atendendo aqui por mim. Qualquer coisa ele me pergunta. Combinado? ” E a senhora aceitou. Pedi o telefone emprestado ( na época não havia celular ainda) e liguei para o Tonho, meu colega, parceiro e amigo de jornada. -”Tonho, tem um parto distócico para atender, e vem por que deu rolo aqui comigo, meu carro invadiu uma casa. Ele apavorado: – “Me passa o endereço, tô indo!”

Decidi esperar a chegada do Tonho na frente da casa. Nisso o ” amigo” humilde tava por ali, à volta, e me olhava, e senti: – “Vem comentário dele”. Não deu outra: “Essa casa ai é de prostituta” São tudo umas “lôca.”. E eu, já desconsiderando os comentários dele: ” Ah, é”? E ele: ” É”. E se afastou. O Tonho chegou e dei umas coordenadas para ele de aplicar ocitocina…tantos miligramas..cuidar intervalo entre uma contração e outra…cuidar para ver se arrebentava a bolsa..essas coisas de parto. Saí dali e fui (estava em total agonia emocional pelo ocorrido) ter com a brigada militar, contar minha versão, documentos, o de praxe num acidente. Depois disso feito avisei ao guarda que precisava telefonar para avisar meu marido do ocorrido e que iria precisar buscar documentos do seguro para ser feita pericia do acidente; e sai a procura de um telefone público. Nesse meio tempo começou a me dar uma sensação de pavor e angústia por tudo aquilo; e ai vi um cara num Chevett caindo aos pedaços, passando bem devagar pela frente da casa do acidente, olhando, e num impulso o chamei, e chorando me aproximei da janela do carro dele : – “Por favor, me leva até minha casa! Eu tô mal! ” E ele prontamente: – “Entre ai…rápido! Acho que tu não devias fugir do caso ai, vai complicar mais…mas se é assim que quer..vâmo!” E acelerou. Ai, fui me dar conta que o cara pensou que eu estava fugindo do local da batida! Deixei por isso mesmo, até explicar tudo. Mas me deixou em frente ao meu apartamento. Entrei em disparada – liberando meu susto…chorando..em crise – pois tive que me conter enquanto permanecia no local do ocorrido – em casa liberei geral- e entro no quarto aos berros e acordo meu marido dizendo: – “Eu quase matei uma familia!!! Haviam crianças!! Foi um horror!! Tá tudo destruido!! E ele, sem entender absolutamente nada, pois eu tinha saido para atender um parto de uma cachorra, afinal : – “A familia da cachorra?? Tu matou os filhotes?? Tu vez “cagada” no atendimento?? ” E eu chorava! – “Nãaooaa…! foi o carro…invadiu uma casa… E ele:” Um carro invadiu a casa que tu atendias a cachorra” ?? Tu tá machucada, Synara?? Mas que azar, o teu?? Eu te falo para não sair por ai atendendo qualquer chamado…!! Já querendo ganhar “moral” na história. E eu: ” Não, é pior. O meu carro é que invadiu a casa do vizinho da dona da cachorra em parto. E não tem mais carro, mais parede de casa…!! Foi então que ele se deu conta do “prejuizo”, como bom italiano que era ( mexia no bolso, a coisa mudava de figura).
Acalmei-me, e ele acompanhou-me de volta ao local do acidente para ajudar-me na burocracia toda que envolvia.

Quando chegamos lá, conseguimos conversar como o dono do imóvel, apresentei-me e responsabilizei-me por tudo. Veio o pessoal do seguro, fotos e depois a trabalharei do guincho, puxar o fuca que entrou de bico em uma parede. E nós , por ali. De repente ouço uma exclamação que vinha de uns pouco metros adiante: -”E ai, minha doutora!! Tudo certo ai com o acidente??” Era meu colega, o Tonho, da janela da casa, onde havia ficado fazendo o parto. Ele era muito despojado e logo saiu gritando: – “Tô com meio cachorrinho para fora e trancou de novo! Não consigo tirar!! E a Dona Isolda tá dizendo aqui que vai nos matar se a cachorra dela morrer!!” Decidi dar uma mão para o Tonho e retornei à casa. Realmente a cachorra parava de fazer força em meio à expulsão dos filhotes, indicando que necessitaria de acompanhamento até o término do parto. Estávamos eu e Tonho agachados trabalhando e ouvimos uma gritaria que vinha lá da frente da casa, algo assim: – “Pode chamar meu marido!! Não quero nem saber… – ” Não qué sabê, o quê, minha nega!? Vai dando o fora…Se ele veio foi por que quis..!!! E ai o Tonho diz baixinho: -”Synara essa voz, eu acho que é da Leisa ( Leisa é a mulher dele). -” as o que que ela veio fazer aqui? Ela sabe que tu tá aqui..o endereço? ela sabe?” – “É… eu avisei..liguei para ela para dizer que eu ia demorar..e falar do teu acidente…” – “Ué, mas por que será que ela tá aos gritos? Parece que tá discutindo com as mulheres, lá? Vai lá ver o que é, Tonho, sugeri para ele, e segui atendendo o parto. De novo uma gritaria: – “O que tu tá fazendo aqui, Tonho!!??” – “Ora, tô atendendo o parto! ” – ” Parto é??” Não foi o que essa ai me disse!!” Ouvi que a Leisa gritou. Levantei e achei por bem ver de perto a confusão que já se armava lá na frente.

E já ouvi uma das mulheres a retrucar no fundo da conversa: ” humm.. essas dai não prendem marido na cama e querem se acháaa..não deixa ela folgá contigo, Lucilene, peita a mulher ai..vai!

Segui mais adiante, meio desconfiada do assunto que estava em discussão na entrada da casa, e vi o Tonho acalmando a Leisa e explicando alguma coisa. Cheguei junto e entrei na conversa: – “E ai, comadre! ( era assim que eu e a Leisa nos dirigiamos uma a outra), por que essa fúria?” E ela: – “Ah, Synara me poupe, tu chamas o Tonho para atender um parto em casa de prostituta, domingo às 9 da manha!! Venho aqui para dar uma força em função do teu acidente e tenho que engolir desaforo dessas “desvairadas e grossas” , aí!…tô morrendo de raiva…!!” – ” Ahh… é isso, então. Pois é… mas eu vim a saber bem depois que aqui era um cabaré…achei realmente que tinha muitas mulheres andando pela casa, pelo que eu pude ver, da janela, e a Dona Isolda com um jeito de “chefona”mesmo…mas foi um cara, ai, que me avisou que o fuca tava descendo a lomba, que também me disse que aqui eram prostitutas, agora entendo. E a Leisa ainda braba:- ” É, e ainda por cima, um senhor magrinho, humilde, que estava aqui na frente me diz: – “Tem um homem vestido de branco que entrou ai faz um tempão…e não saiu ainda. – “O “amigo”.. pensei eu. E a Leisa seguiu falando: – ” E ai deduzi que era o Tonho, né Synara? ( ele sempre vestia branco quando ia atender comigo); e mais agitada a Leisa seguia falando: ” E ele me ligou às 9 da manhã e já são quase meio-dia…bota parto demorado!! E ai vieram essas “loucas” e me disseram que não tinha chamado para nenhum Veterinário e se tinha algum homem lá dentro, é por que estava enroscado com alguma das gurias da casa…olha que vergonha eu estou passando, Synara! E eu, num estado de total estresse emocional tive que esclarecer a situação toda: ” Calma, Leisa. Deve ter havido uma falta de informação…foi muita confusão..eu cheguei aqui..e deu o acidente com o carro…tudo muito junto..essas mulheres a gritar nos meus ouvidos que eu tinha que “salvar” a cachorra delas… entrei pelo lado da casa…decerto essas outras mulheres nem sabiam que a Dona Isolda estava em função com Veterinário…e tu chega aqui perguntando pelo teu marido num cabaré, ao meio-dia de um domingo?? O que elas iriam, pensar?? E a Leisa, já mais calma…- ” Pois é, mas acho melhor eu levar o Tonho comigo…termina tu o parto ai, Synara.” Virou às costas e saiu. O Tonho ficou sem jeito…mas achei melhor ele ir embora..por que eu estava que já não aguentava mais as confusões todas que acabaram acontecendo. E assumi o tal parto. Meu marido terminou de ver as coisas práticas do acidente para mim e depois foi embora. Permaneci no cabaré da Dona Isolda atuando como Veterinária até o último filhote nascer. Deram 9 filhotes, era uma cadela mestiça de pastor. Puxei todos, e depois de 4 horas dei por encerrado o tal parto. Eram , então, 4 e meia da tarde quando pude sair do local que envolveu acidente, brigas e parto. Cobrei da Dona Isolda, que me pagou bem certinho, em dinheiro vivo, sem reclamar dos custos. Apertou minha mão, me agradeceu e disse: ” Ainda bem que deu tudo certo com a minha cachorra, senão tu ia ver!!” Eu me encontrava em tal estado de cansaço que me dignei apenas a dizer para a Dona Isolda: – “Eu fiz o que pude”. E ela foi me empurrando em direção ao portão e dizendo: – “Azar mesmo foi o teu carro…mas, também, tu é plasta, guria!! Não tem freio esse teu fuca??

Sai dali sentindo a minha estima baixar. Era um misto forte de cansaço, estresse de adrenalina e culpa. Queria chegar em casa o mais rápido que pudesse. O meu maridoo havia deixado o carro dele para eu retornar quando terminasse o parto. Estava indo em direção ao carro e vejo o ” amigo” humilde descendo a lomba acompanhado de uma senhora, curvada, passos miúdos e ligeiros, carregando sacolas, os dois. Passaram por mim e ouvi de relance o “amigo ” a falar para a senhora: ” Essa é a mulher do fuca.. o vizinho disse que vai querer revanche com ela por causa da parede do banheiro…” Não acreditei no que ouvia. “De novo o “amigo” com suas acertadas previsões!? Será que vou me incomodar com senhor da parede?”

Dito e feito, depois de uma semana do ocorrido o senhor dono da parede começou a me procurar, e a me pressionar para levantar a tal parede do banheiro…dificil foi fazê-lo entender que eu tinha seguro e que cobria toda a reconstrução da parede que meu fuca destruiu..!! Mas que demorava um pouco…se ele podia entender?? Esse senhor me “infernizou” quase 30 dias, até ficar pronta a parede da casa dele.

Ficou em perfeito estado a tal parede, e bem a cachorra, e nunca mais ali me chamaram. Mas me marcou muito o horror que foi eu presenciar a possiblidade de danos fisicos a 3 crianças , teve uma representação de morte e perda, que a mim tocou fundo, doeu e me fez pensar. Quanto à questão do parto em si…das confusões em torno disso…carrego como trocas emocionais oriundas desses encontros peculiares que a profissão de Veterinária, vira e mexe, me possibilita.

E tenho dito!

7 Comentários


Danielle Tórmena
em

Olá Synara,

Como sempre seus textos estão mto bons.
Realmente, fatos como esse marcam nossa vida, ainda mais em começo de profissão que é difícil para todos nós.
Mas tenho que admitir que lendo a situação foi mto engraçada, deixando de lado a seriedade do fato em si!risos….

Continue postando sempre!
Abraços!



HUMBERTO MATIAS FERREIRA DA NÓBREGA
em

Parabéns pela Matéria apresentada, são nas dificuldades da vida que alcançamos o sucesso. Aproveito a oportunidade para apresentar aos amigos o meu livro “O CRIME DE DESERÇÃO NA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO” Publicado pela Giz Editorial. Solicite nas livrarias da sua Cidade, ou encomende na net. Veja pelo titulo.

Humberto Matias Ferreira da Nóbrega
humbertonobrega2014@pop.com.br
011 7616 9583 – 011 8778 7177



Joana Melissa
em

Oi Synara!! :)

nossa .. que dia foi akele hein ??
se lembre q tudo o q acontece nas nossas vidas servem de experiencia. E eu quero mto estudar medicina veterinaria . Parabens ! e mta sorte na tua profissão.



Synara
em

Ola Danielle, grata pela leitura! Abraço.
Synara Rillo
Médica Veterinária



Synara
em

Ola Humberto.Obrigada pela postagem! Sucesso com seu livro!
Abraço Fraterno.
Synara Rillo
Médica Veterinária



Synara
em

Oi Joana! Obrigada pelas palavras! Pois é, foram essas experiências todas que me formaram para a prática da profissão e da vida. Bom saber que curtes a Medicina de bichos…quem sabe uma futura colega, logo ai, não é mesmo?
Abraço!
Synara Rillo
Médica Veterinária



HUMBERTO MATIAS FERREIRA DA NÓBREGA
em

Parabéns pela Matéria apresentada, são nas dificuldades da vida que alcançamos o sucesso. Aproveito a oportunidade para apresentar aos amigos o meu livro “O CRIME DE DESERÇÃO NA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO”
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INFORMO AINDA QUE ESTOU ESCREVENDO “CAUSOS DE CABARÉ”.

Humberto Matias Ferreira da Nóbrega
“NA PARAIBA EM 2014 COM FÉ EM DEUS E O APOIO DOS AMIGOS E FAMILIARES”.

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