Arquivos de abril de 2008
Meu site para mim veio fazer parte de mais uma atividade cotidiana profissional; logo no inicio, pensei em como faria para escrever os artigos, casos clinicos, enfim, tudo que é escrito como propostas nos links da página; e tentei ser mais “disciplinada” deixando artigos previamente escritos. Não funcionou essa auto disciplina. Os artigos que escrevi como forma de “garantir” material no site nem sequer foram por mim publicados. Tenho um jeito próprio de produzir na “literatura”, e preciso ser motivada na hora exata, com a intuição assoprando na alma, os fatos acontecendo e girando à minha volta. Inclusive com a escrita dos meus livros assim também acontece. Não sei trabalhar sob pressões cotidianas burocráticas comum a todos nós, humanos, que vivemos em uma sociedade cheia de prazos e tempo a cumprir. Meu tempo é quando sinto-me preparada para a ação e motivada pela idéia. Com os textos do site essa agudez de observadora na- e da - vida que tenho é a força motriz boa. Observo um fato, isso gera um pensar em mim, logo começo a questionar- por inúmeras abordagens - e ai surge a produção de textos do site. Toda opinião, uma critica, um ponto de vista tem que ter um sentido maior ao todo, senão vira desabafo pessoal que fica chato a quem lê. Então, produzo dessa forma meus trabalhos literários.
Decidi escrever mais um artigo sobre esse tema convulsões em cães motivada pela grande procura que estou tendo de pessoas que me relatam e pedem ajuda e opinião sobre seus cães com tal sintomalogia. Afora os comentários que ficam postados aqui no site, hoje fui abrir meus e-mails e fui “bombardeada” por perguntas sobre essa situação que várias pessoas se defrontam em e com seus animais. E fiquei impressionada, o quanto há de situações ( histórias clinicas) com quadros compativeis de convulsão e, por sua vez, com orientações de profissionais da medicina veterinária com certo “despreparo” terapêutico sobre como controlar tais quadros convulsivos. Já li de tudo, desde o tratamento de eleição empregado para convulsões em cães – que é o fenobarbital – até drogas que não são usuais e nem tão pouco eficazes para o controle das mesmas.
A Chica é uma cachorra sem raça definida, que está em torno de 4 anos de idade e mora com suas proprietárias Maria Luiza e Cristina, tendo ainda no seu grupo social mais 5 cães. Conheci Maria Luiza e Cristina há uns 8 anos atrás quando comecei a dar assistência médica ao Zeca, um desses cães, um Yorkshire, macho, que hoje deve ter quase 7 anos. O principal problema desse cão era crise convulsiva que até hoje o mantemos bem; sem tratamento com fenobarbital, pois suas proprietárias conseguiram compreender bem o mecanismo de ação da sua epilepsia e aprenderem a lidar e, mais que tudo, aceitar essa patologia dele. Quando suas crises tornam-se mais “intensas” lançam mão do diazepinico oral como redutor da ansiedade dele, grande motivo para ele manifestar alguns dos sintomas da epilepsia.
Esse meu gato é tudo para mim; trás essa importância em especial por ser fruto de uma gestação “direcionada” com o intuito de pesquisar o comportamento felino desde a gestação até o desmame. Tenho tudo filmado.
Hoje vou relatar uma história de vivência pessoal e experiência profissional que constantemente vivo com meus bichos. Os personagens desse relato passaram por situações de alterações orgânicas que me exigiram atenção e alguns cuidados básicos para que passassem bem por elas. Prestem bem atenção no que escrevi: “atenção e cuidados básicos”. Saliento isso porque com esse artigo quero mostrar a todos que possuem animais de estimação o quanto eles são diferentes de nós tanto pelo aspecto de doenças, manejos e, principalmente, nas suas reações naturais de animais que são, quando adoecem sem maiores gravidades.

