Arquivos de novembro de 2007
Uma das patologias cerebrais, portanto neurológica, de grande incidência na rotina clinica de qualquer profissional da Medicina Veterinária que atua na área clinica de pequenos animais, são as convulsões em cães de raça pura ou mestiços da raça poodle, especificamente; isso por que a quantidade de animais dessa raça como animal de companhia se popularizou de tal forma, que se permitiu a mestisagem, por si só.
Sábado que passou comecei a pensar sobre o que escreveria para o site. A noite recebo o jornal “Zero Hora” edição de domingo e ao ler a coluna ” Informe Econômico” – da jornalista Luderte Ertel – me deparo com o titulo “luxo peludo”; fui ler como mera confirmação do que já sei sobre o consumismo equivocado em cima dos animais de companhia; talvez encontrasse um dado estatistico novo do mercado econômico que gira ao redor desses animais.
Hoje vou falar dessa doença que acomete vários gatos, muitas vezes passando desapercebida como tal. Isso decorre pelo fato da multiplicidade de sinais clinicos envolvidos tanto quanto da similaridade com sintomas de outras doenças, viricas ou não, dos felinos.
Esse gato simpático ai da foto é o Fumaça, um SRD, macho castrado, de 5 anos de idade, que vive em um grupo social com mais duas gatas, a Verônica sua dona, e o namorado dela, o Evandro, figuras muito simpáticas e legais eles.
Ele é um gato bem cuidado, bem alimentado e sem maiores estresses ambientais. Um mês e meio atrás, mais ou menos, Verônica me liga me dizendo que não estava achando o Fumaça bem, que ele andava quieto demais, sempre deitado e que reagia pouco ao habitual da rotina deles. Questionei se ainda mantinha o apetite, ela disse-me que sim, mas que estava comendo menos do que era seu costume. Marcamos uma consulta para o dia seguinte.
Dando continuidade aos artigos dos manejos alimentares básicos ( variáveis apenas em função de uma personalização ambiental e de proprietário), nesse último artigo vou falar do gato e dos petiscos alimentares no dia à dia do cão.

